quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Rumo ao parto

Se estou um pouco atrasada com a parafernália para bebês, meu planejamento em áreas tão ou mais importantes tem sido criterioso. Como comentei aqui, já estou deixando tudo nos eixos pra garantir uma boa nutrição no período pós-parto. Também está pronta uma pastinha com todos os formulários relativos à minha licença-maternidade, devidamente preenchidos, assinados e acompanhados de um passo a passo para quem for solicitá-la no meu trabalho (tem os nomes e os telefones de todos os funcionários responsáveis por isso no setor de recursos humanos e contatos de colegas de trabalho que podem resolver alguma emergência). Montei até um roteiro de como será o preenchimento da minha folha de ponto durante a licença para deixar com a moça que cuida disso aqui no meu setor (acreditem, a folha de ponto aqui no meu trabalho é complexa. Qualquer errinho, o RH devolve).

Já pesquisei também os documentos necessários pro registro da Emília e mandei tudo pro marido, junto com o endereço do cartório pra onde ele tem de ir (fiz questão de verificar se esse cartório fazia registro civil). Pra engrossar a lista nerd, já separei todos os produtos pra lavagem de roupas dela numa cestinha e imprimi as orientações de lavagem, inclusive das fraldas. Isso tudo, pra quê? PRA NINGUÉM ME PERTURBAR ENQUANTO EU ESTIVER SENDO VACA LEITEIRA!! Tipo: “Onde está isso? Como faz aquilo?”. Daí eu espalhar manuais de instrução feitos por mim mesma por todas as partes, e divulgá-los a pessoas chave.

Mas de todos os preparativos, os mais gostosos e talvez mais cruciais sejam aqueles para o parto. Apesar das fraldas de pano orgânicas, não sou roots nem hippie: sou nerd, simplesmente. Faço tudo o que mandam a OMS e o Ministério da Saúde. Portanto, quero parto normal com o mínimo de intervenções possíveis. Significa: sem anestesia e sem episiotomia.

Mas para que tudo corra bem, não basta escolher um médico que respeite suas opções. Ajuda muito se a gente fizer um esforcinho pra evitar que certas intervenções venham a ser efetivamente necessárias. Claro, não dá pra ter controle sobre tudo. Mas a minha parte eu quero fazer.

Como tenho muito a falar sobre minhas expectativas pro parto e sobre o que ando fazendo para que elas se tornem realidade, vou falar de um assunto por dia: 1) facilitando o parto normal; 2) aliviando a dor sem analgesia e 3) prevenindo a episiotomia.

Aguardem.

7 comentários:

Jane Garcia disse...

Lia,

Acompanho seu blog diariamente, estou esperando uma menina também e ela nascerá em fevereiro.

Faz tempo tenho vontade de comentar sobre o assunto fraldas. Na minha rotina diária tenho várias ações para minimizar o impacto na natureza, separando reciclados, não uso sacolas plásticas de supermercado e sempre que possível dispenso embalagens.
Com a gravidez sempre penso na questão das fraldas...
Vejo que vc está decidida em usar fralda de pano e tenho pensado muito nisso.

Mas Lia, eu já sou mãe (meu filho tem 12 anos)...e vou te falar é complicado não usar fralda descartavel viu...lavar aquele monte de fraldas que se usa, nesse tempo corrido que a gente tem...
Além disso o que mais me preocupa é o contato do xixi/coco na pele do bebê...que por mais atenta que se seja, acaba tendo mais contato do que com fralda descartavel, já que essas modernas vem com gel absorvente e tal...

Sei lá pode ser tudo bobagem minha...gostaria de ouvir sua opinião.

Obrigada

Ana disse...

Isso que é mulher preparada! hehehe
Desejo do fundo do coração que tudo corra de acordo com o seu desejo.
A sua parte já se vê que está sendo feita.
A anestesia e a episio se vc pude evitar realmente fará uma enorme diferença depois que estiver Emilia nos braços.
Quanto a dor lembre-se na hora que o bicho tá pegando da frase: "se tá insuportável é pq tá acabando!
E é verdade viu? hehehe
Beijos!

Patricia disse...

Lia,
não pretendo, mas se um dia eu engravidar de novo, juro que te contrato para administrar a minha gravidez. Se eu tivesse tido um décimo da sua organização tudo teria sido bem mais fácil...beijos!

Paloma, a mãe disse...

Lia, tenho vários amigos médicos (não obstetras, mas todos fazem parto na faculdade e na residência) e eles dizem que aprendem episiotomia na faculdade, para usar em todos os casos. Aqui no Brasil infelizmente é assim. E é difícil mudar esta cultura, mas a gente tem que tentar mesmo.
No mais, fico boquiaberta com o seu planejamento. Meus amigos cearenses de SP semprem brincam que eu sou a pessoa mais planejada, que vejo tudo com meses de antecedência. Mas tem uma conterrânea deles que ganha, de longe, de mim: você!
Beijos

Fabi disse...

Oiê!

Você disse uma verdade: não dá pra gente ter controle de tudo, mas tentar, planejar e querer já é um grande passo.

Eu acredito que o parto pode ser natural na maioria dos casos e também sigo firme nesta opção.

E como dizem as mais experientes, a dor do parto é a que anuncia a melhor coisa que está pra acontecer na sua vida! Pensando assim, até a dor mais aguda se torna suave!

Beijinhos

Marina disse...

Gente, de repente me senti tão desorganizada! hahahahahahahaha
bjs

Patrícia disse...

Acabei de ler alguns posts de 2009 e você não faz ideia do quanto me foram úteis. Adoro o jeito que escreve. Obrigada.

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