terça-feira, 1 de dezembro de 2009

É um besouro? É um elefante? Não! É a super grávida!


Sintoma 1: burrice aguda.

Comprei o forro do meu carrinho na última feira da gestante e testei se servia assim que cheguei em casa. Tudo ok. Com essa onda de lavação de roupas, lavei o dito cujo, peguei a tesoura e fui cortar os buraquinhos. Pra quem não sabe, as capas de carrinho e de bebê conforto vêm com umas cavas, como se fossem de botão, para passar os cintos de segurança. Só que as cavas vêm fechadas, só com o acabamento, pra você cortar as que correspondem ao seu modelo de cinto.

Pois bem. Lá fui eu conferir os buracos que precisavam ser abertos. Céus! Nada batia. As cavas não tinham nada a ver com as saídas dos cintos. “Xiiii....”, pensei. “Comprei o trem errado”. Com toda a calma do mundo, pensei na solução mais óbvia: “vou pedir pra mamãe costurar as cavas certas, assim não tenho de comprar outro forro”. Lá vem mamãe me visitar e aproveito para mostrar o forro. Explico o que aconteceu. Ela examina o carrinho, examina o forro:

- Minha filha, acho que está de cabeça pra baixo.
- Não, mãe, não é possível. A parte mais larga é embaixo.
- Não, olha só. Aqui em cima nem está encaixando – e vira o troço. – Agora sim.

E não é que o negócio deu certinho, com os furos no lugar? Tico? Teco? Tem alguém aí?

Sintoma 2: elefantíase

Ou pernas e pés inchados, como queiram. O quadro se agrava em fins de dias muito quentes. E domingo à noite, eu desfilando as pernas gordinhas num vestido curto regatão super fresquinho. Apóio os pés na cadeira e comento com o marido:

- Amor, to parecendo um elefante.
- Tá mesmo. Tão linda, minha elefantinha!

Próximo tópico! (Esse foi dose.)

Sintoma 3: mudança de categoria preferencial

Antes eu era gestante. Agora sou uma pessoa com dificuldades de locomoção.

Estou eu sentada no sofá, depois de receber um tratamento de pedicure do marido (sem a pintura das unhas, óbvio. Só aquela raspada básica na sola e uma massagem daquela nos pés). Reclinada pra trás, duas almofadas no cóccix, uma atrás da cabeça. Ele termina e eu tento me levantar. Sabe quando o besouro vira com as patas pra cima e fica se sacudido, sem conseguir se mexer? Visualizem.

- Amoooor, não consigo me levantar!!

Consigo cair meio de lado no sofá. E compreendo como deve se sentir um recém- nascido, sem conseguir sair do lugar.

Fico pensando se essas limitações não servem pra fazer a gente se sentir um pouco na pele dos bebês, cheios de dependências. E dá pra entender melhor porque eles choram, porque é isso que dá vontade de fazer nessas situações.

Deve ser por isso. Só pode ser por isso. Alguém me empresta um andador?

(E não dá pra acreditar que ainda consigo caminhar e fazer pilates. Mistério).

13 comentários:

Patricia disse...

Lia,
não sei se já contei, mas lá pelas 38 semanas de gravidez eu estava na fila do supermercado e uma velhinha de uns 80 e tantos anos me cedeu o lugar. Aí tive certeza: minha situação estava crítica.
Esse final é ingrato mesmo. Mas você chegou bem até aqui, vai tirar essas últimas semanas de letra!
beijos!

Marina disse...

Lia, eu passei por isso na sala de espera do médico e sem marido nenhum pra me ajudar....
Foi uma vergonha! Mas eu ria tanto, tanto, tanto que uma senhorinha levantou correndo pra me puxar pela mão!
Nada a declarar... isso vai passar!
beijoca

Roberta disse...

Eita, menina, tá chegando, né? O gostoso de acompanhar toda a sua gravidez é que muita gente, mesmo sem te conhecer pessoalmente, está aqui doida na torcida pra chegada da Emília.
Quanto ao pilates, uma pergunta: você faz pilates específico pra gestantes? Eu faço pilates também, mas acho que alguns movimentos são tão difíceis e fortes, não imaginava que dava pra fazer grávida.
bjs

Luíza Diener disse...

mal posso esperar para virar um besouro suco

Lia disse...

HAHAHAH Patrícia! Adorei a história da velhinha! Pois domingo aconteceu exatamente a mesma coisa comigo na fila do supermercado. Agradeci e passei.
Roberta, eu faço pilates normal mesmo, mas a fisioterapeuta me passa só o que eu posso fazer. Inclusive algumas coisas que eu fazia no início tiveram de ser cortadas porque a barriga entra no meio do caminho. Mas dá pra fazer muita coisa: ponte, bola na parede, cavalinho e um monte de exercícios nas máquinas pra parte interna da coxa. Também estou trabalhando muito braços e costas por causa da minha hérnia. Entrei no pilates por causa da hérnia, aliás. Se fosse só a gravidez eu preferia fazer natação.

Paloma, a mãe disse...

Lia, este iuncômodo é normal, toda grávida passa por isso. Se fosse bom, o bebê não precisaria nascer nunca, né? A Emília também vai começar a se incomodar e daqui a algumas semanas vai querer sair. E vc não se esqueça de vir (ou pedir para o Rafael vir) aqui no blog avisar a todas as tias virtuais, hein?

Mãe do Pitoco disse...

hahaha Vc tem toda razão, deve ser mesmo para a gente se sentir na pele de um recém-nascido e ficar esperta, cuidar deles direitinho e pensar que pdoeria ser você ali. hehehe Mas a pior das humilhações para mim, foi meu marido me vestindo com a cinta no dia seguinte ao parto, com minha barriga cortada e murcha hahaha Eu, sem força para puxar a danada, e ele lá com cara de quem estivesse fazendo aquilo há dias, semanas, meses. Só o amor para passar por isso sem enfiar a cara dentro da privada de vergonha. hahahaha OBS: a barriga murcha logo vai para o lugar, não se impressione, tá? Beijocas e... tb tinha estes rompantes de distração feito o que vc teve com o lance do cobertor de carrinho. Normalíssimo

Ronise Vilela disse...

Hilário o post, apesar dos pesares, você mantém o humor...sim?
Quantos quilos você engordou? Eu engordei 12 kg, mas não tive esse inchaço não, apesar do fim da gravizez ter ocorrido em agosto, um mês tipicamente frio, principalmente em Curitiba. O que me matou mesmo no finalzinho foi a ansiedade, em razão de ter optado por parto normal.
Bjs e "vire-se" bem!

Lia disse...

Oi, Ronise
Engordei quase 10k até agora. Estou super na linha, comendo bem e me exercitando, mas nas últimas semanas engordei super rápido. Diz minha nutricionista que é normal e que meu IMC está ótimo. Sei lá, pode ter a ver com retenção de líquido ou com o ganho de peso da Emília. Só estou aumentando medidas na barriga, mas estou meio preocupada.
Quanto à ansiedade pro parto, não estou passando por isso não. Estou doida pra parir!! Não consigo pensar em outra coisa. Sim, e normal, se Deus quiser!

Letícia Volponi disse...

Lia, eu chorei de rir com o post, garota. Lembro-me que em uma certa ocasião fiquei entalada no puff da sala, sozinha em casa e tive que sair de lá engatinhando...

Ana disse...

Hehehe
Entalar não é nada prazeroso mesmo.
Mas tá chegando.
Engordou muito pouco! Parabéns!
Emilia agradece. Rs
Só sinto em dizer que ficamos mais lesadas ainda depois que nasce.
Mas como tempo volta ao normal :)
Beijos

Renata disse...

Esse final é chatinho mesmo! Meu sofá é super baixinho e eu não conseguia levantar sozinha de jeito nenhum, que sensação horrível, não?
Mas tá tãooooo pertinho agora que vc vai tirar de letra!
To doida pra passar aqui e ver a notícia da chegada da pequena!!!
beijinhos

Cynthia Santos disse...

Escapou das cãimbras? eu sofri com elas... meu também morria de rir, quando "entalava" no sofá, ou entre a cadeira e a parede...ahahaha
passa lá no meu cantinho (http://casapoderosos.net/eueeu), tem presente pra você!
Beijo grande!

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