Depois do surto de ontem, e já que o marido estava viajando e eu não tinha nada melhor pra fazer, fui lavar as coisas dela. Foi mais pra limpar a consciência mesmo, pra dizer: "Olha, já comecei a lavar o enxoval. Suuuper adiantada." Até que nem foi inútil como eu pensava. Só as roupas brancas/quase brancas encheram a máquina. Isso porque, apesar do parco guarda-roupa da minha filha, lavei fraldas cremer, capa de almofada de amamentar, mantinhas e capas do carrinho e do bebê conforto. E hoje ainda tem a máquina de roupas claras.
Acho que valeu a pena, porque tirei os sacos e os adesivos do carrinho e do bebê conforto, as etiquetas e os adesivos das roupinhas, e até que deu um bom lixo. Aproveitei também pra passar um álcool no armário. Assim, quando minha sogra chegar com a parte de cama e banho toda lavadinha, uma coisa não suja a outra.
Achei legal fazer isso mais pra ver como funciona a lavagem de roupas de bebês. Então trago algumas observações, baseadas também na minha experiência como dona de casa:
1) Achei que ficou tudo muito não macio. Aí pensei: "putz, será que era pra pôr amaciante?". Não li antes sobre como lavar roupas de bebês, mas supus que não era pra colocar amaciante já que pra roupas íntimas a recomendação é essa. Roupas de bebês, roupas íntimas, tudo a ver. Aí hoje vim pesquisar e vi que não é pra amaciar mesmo, não. Ponto pro meu feeling. Mas na hora do almoço tive de ir ao hiper comprar umas coisas e aproveitei pra levar um sabão de coco de outra marca, pra ver se esse deixa as coisas menos ásperas.
2) Minha máquina (lava e seca LG) tem um ciclo "roupas de bebês". Resolvi testar. Não recomendo pra primeira lavagem , porque ele é muito demorado e esquenta a água um pouco - totalmente desnecessário pra roupas não usadas. Deve ser pra tirar vômito, cocô, essas coisas. Enfim, desperdício de água e energia. Na próxima leva vou usar o ciclo "lavagem manual", que dura uns 30, 40minutos. Deve ser suficiente.
3) Nessa pesquisa sobre o amaciante, acabei lendo outras recomendações, entre elas a de lavar roupas mais delicadas à mão. Quer saber? Tô fora! O que estragar na máquina, só lamento, vai pro lixo que é porcaria. A escravidão já acabou e não vou lavar nada na mão. No máximo, coloco dentro daqueles saquinhos furadinhos, sabem?
Eis minhas considerações sobre minha primeira lavagem de roupas materna... vivendo e aprendendo.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Pobre de mim, Emília, me traga uma notícia boa...
Neste exato momento estou total descontrol. Desespero total. Já tá pronto isso? Já tá pronto aquilo? Não, não tá nada pronto, não tem berço, não tem roupa, não tem enxoval, não tem fralda, não tem mala, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!
Ontem fui na Gineco. Perguntei se podia fazer massagens no períneo, se era seguro e tal.
- Pode fazer, a partir da semana que vem.
- Ué, mas não é só a partir da 34a?
- Sim, você já está com quase 33.
- Quase 33? Mas eu completei 32 ontem!
- Ah, é porque na ecografia tá sempre um pouquinho mais pra frente...
33. Jesuis. Amor, liga pro berço pra ver como tá. O berço não tá bom. O cara acha que tem que pintar. Amor viaja pra SP. Aimeudeus. Amor, sexta vai lá ver como tá, ok? Ok.
E minha irmã avisa de NY: "Acho que não vai dar pra comprar suas fraldas de pano. Já enchi uma mala inteira com coisas pra Emília. Não cabe mais." AAAARGH!! Como assim??!? As fraldas eram um dos itens mais importantes, aimeudeus. Procura sites que vendem internacionalmente. Consulta site da Receita. 60% de imposto em compras via postal!! Aaaaaaaaaaahhhhhhh!!! Outra amiga vai em dezembro, mas vai voltar super em cima da hora. Encomendo fraldas nacionais? Uso descartável até outra alma amiga ir pros EUA?? Não tem fralda, não tem chá de fralda!!!
Vai lá, sua louca, na loja do bebê, e compra o que tá faltando. No dá! Tem de esperar minha sogra chegar de BH com as coisas de cama e banho! E tem de esperar minha irmã chegar de NY com as roupinhas! E vai ter ainda um eventinho e talvez eu ganhe mais coisas. Com 34 semanas??? Isso é época de fazer chá de bebê? Mas é que eu nao ia fazer nada e insistiram e eu resolvi fazer uma coisinha, um pseudo-chá, pra celebrar e tal, não sei o que vou ganhar...
É. Vai ficar tudo pra última hora mesmo. Eu tentei. E duvido que a Emília espere as 40 semanas (dpp: 19/01/2010).
+++
E ALGUÉM ME EXPLIQUE:
Qual é a diferença entre cueiro e manta??? Porque a maternidade pede pra levar 3 de cada. Não vem a ser a mesma coisa?? Pra quê essa porcaria?!?!? (foi mal o linguajar, momento surto).
+++
E a Roberta fez um lindo post sobre como as crianças desconcertam a gente nesses momentos de nervosismo. Daí lembrei da música do sítio e espero que minha menininha faça o mesmo comigo. Quando dá tudo errado, ela vem me salvar.
"Pobre de mim
Emília me traga uma notíca boa
Pirlimpimpim, se não chover
É vento ou é garoa
Mais do que ser passarinho
Anjo, boneca, gente, assombração
É ser que nem é Emília
Campina, campo, espaço e amplidão
Mais do que ser sabida
E ter segredos que fazer magia
É ser que nem é Emília
Fonte, chama, sopro, ventania
Por mais que o sol se esconda
Cruzes se cravem no raiar do dia"
("Emília", de Sérgio Ricardo)
Ontem fui na Gineco. Perguntei se podia fazer massagens no períneo, se era seguro e tal.
- Pode fazer, a partir da semana que vem.
- Ué, mas não é só a partir da 34a?
- Sim, você já está com quase 33.
- Quase 33? Mas eu completei 32 ontem!
- Ah, é porque na ecografia tá sempre um pouquinho mais pra frente...
33. Jesuis. Amor, liga pro berço pra ver como tá. O berço não tá bom. O cara acha que tem que pintar. Amor viaja pra SP. Aimeudeus. Amor, sexta vai lá ver como tá, ok? Ok.
E minha irmã avisa de NY: "Acho que não vai dar pra comprar suas fraldas de pano. Já enchi uma mala inteira com coisas pra Emília. Não cabe mais." AAAARGH!! Como assim??!? As fraldas eram um dos itens mais importantes, aimeudeus. Procura sites que vendem internacionalmente. Consulta site da Receita. 60% de imposto em compras via postal!! Aaaaaaaaaaahhhhhhh!!! Outra amiga vai em dezembro, mas vai voltar super em cima da hora. Encomendo fraldas nacionais? Uso descartável até outra alma amiga ir pros EUA?? Não tem fralda, não tem chá de fralda!!!
Vai lá, sua louca, na loja do bebê, e compra o que tá faltando. No dá! Tem de esperar minha sogra chegar de BH com as coisas de cama e banho! E tem de esperar minha irmã chegar de NY com as roupinhas! E vai ter ainda um eventinho e talvez eu ganhe mais coisas. Com 34 semanas??? Isso é época de fazer chá de bebê? Mas é que eu nao ia fazer nada e insistiram e eu resolvi fazer uma coisinha, um pseudo-chá, pra celebrar e tal, não sei o que vou ganhar...
É. Vai ficar tudo pra última hora mesmo. Eu tentei. E duvido que a Emília espere as 40 semanas (dpp: 19/01/2010).
+++
E ALGUÉM ME EXPLIQUE:
Qual é a diferença entre cueiro e manta??? Porque a maternidade pede pra levar 3 de cada. Não vem a ser a mesma coisa?? Pra quê essa porcaria?!?!? (foi mal o linguajar, momento surto).
+++
E a Roberta fez um lindo post sobre como as crianças desconcertam a gente nesses momentos de nervosismo. Daí lembrei da música do sítio e espero que minha menininha faça o mesmo comigo. Quando dá tudo errado, ela vem me salvar.
"Pobre de mim
Emília me traga uma notíca boa
Pirlimpimpim, se não chover
É vento ou é garoa
Mais do que ser passarinho
Anjo, boneca, gente, assombração
É ser que nem é Emília
Campina, campo, espaço e amplidão
Mais do que ser sabida
E ter segredos que fazer magia
É ser que nem é Emília
Fonte, chama, sopro, ventania
Por mais que o sol se esconda
Cruzes se cravem no raiar do dia"
("Emília", de Sérgio Ricardo)
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Até quando se é mãe ou pai?
Meu irmão tem quase 30 anos e mora em outra cidade. Ontem, veio dar uma passada rapidíssima pelo aeroporto de Brasília para fazer uma conexão. Viagem a trabalho.
Meu pai cancelou uma reunião importante e disse que iria vê-lo com minha mãe. Minha mãe me convidou pra ir também ao aeroporto, para que meu irmão visse o tamanho da barriga. Então fomos os quatro, papai, mamãe, eu e Rafael.
O voo atrasou um pouco para pousar, o que nos deu pouquíssimos minutos juntos. Foi oi, abraço, tchau, e faltavam 20 minutos pra sair a conexão.
Achei bonitinho meu pai se embrenhando entre as pessoas pra conferir o painel: pousou. Está no pátio. Está desembarcando. E minha mãe relembrando: “A primeira vez que vim aqui receber seu irmão depois que ele foi pra faculdade...”
É. Os filhos crescem, saem de casa, casam e começam a viver a própria vida. Mas coração de mãe e pai não muda.
Meu pai cancelou uma reunião importante e disse que iria vê-lo com minha mãe. Minha mãe me convidou pra ir também ao aeroporto, para que meu irmão visse o tamanho da barriga. Então fomos os quatro, papai, mamãe, eu e Rafael.
O voo atrasou um pouco para pousar, o que nos deu pouquíssimos minutos juntos. Foi oi, abraço, tchau, e faltavam 20 minutos pra sair a conexão.
Achei bonitinho meu pai se embrenhando entre as pessoas pra conferir o painel: pousou. Está no pátio. Está desembarcando. E minha mãe relembrando: “A primeira vez que vim aqui receber seu irmão depois que ele foi pra faculdade...”
É. Os filhos crescem, saem de casa, casam e começam a viver a própria vida. Mas coração de mãe e pai não muda.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
32 Semanas
Ainda não é hoje, mas amanhã a Emília completa mais uma semana de vida. Vida intrauterina, mas vida mesmo assim!
Então resolvi fazer um balanço da minha situação atual, porque agora ela muda a uma velocidade assustadora. Fica como um registro pra mim e dá uma ideia pra quem nunca esteve no 8º mês de gestação de como é a experiência.
Corpo e saúde:
Peso ganho: em torno de 8k. Talvez um pouco mais.
Inchaço: um pouco, nos pés e nas pernas. Incomoda mais nos dias de muito calor. A aliança continua tranquila no dedo, mas já aposentei os sapatos fechados e estou revezando tênis com rasteirinha. Pra melhorar: caminhadas diárias, jato de água gelada nos membros inferiores, pés para cima quando dá, massagem e sacudida nas pernas feitas pelo marido e um gelzinho da Natura que dá aquele frescor.
Dores: nas costas e no cóccix, esporadicamente, depois de passar muito tempo sentada ou deitada de barriga pra cima. Para melhorar: apoiar as costas com uma almofada ou travesseiro fino ao sentar, evitar ficar muito tempo na mesma posição e pedir massagenzinha na lombar quando a dor incomoda mais. Ah, pilates e RPG também.
Falta de ar: não. Claro que não tenho a mesma resistência para atividades físicas, mas normalmente não sinto incômodos respiratórios. E, gente, meu nariz de batata ainda não aumentou, graças a Deus! Acho que não tem pra onde... hehehe
Sono: bom. Durmo a noite inteira, exceto quando levanto para esvaziar a bexiga. A posição é de lado mesmo. Deito um pouco do esquerdo para relaxar, viro para o direito (virar é uma manobra delicada) e costumo pegar no sono nessa posição. Quanto ao sono durante o dia, é sempre, o tempo todo, queria dormir 12h por dia...
Contrações: as de Braxton-Hicks já apareceram há umas boas semanas e atingiram uma frequência assustadora. Como não há uma regularidade, creio que não tenho motivos para me preocupar.
Movimentos do bebê: a Emília continua mexendo muito, sempre e com força. Consigo sentir mais e ver os relevos quando deito do lado direito (onde estão as costas dela). É a parte mais legal da gravidez.
Linha negra na barriga: sim, horrível.
Estrias: não. Para prevenir, hidratantes específicos pra gestantes ou qualquer um bem power que tenha óleos misturados (amêndoas, uva etc.). Usei vários, tudo a mesma coisa. Pra saber se está funcionando: a barriga não pode coçar. Se coçar, é porque não está devidamente hidratada (coçar não dá estrias, ai jesuis, como o povo fala bobagem. A coceira apenas indica que sua pele, por não estar hidratada, está mais suscetível a romper com o estiramento. Mandar ver com a unhona, o cartão de crédito, a escova de cabelo, não vai fazer diferença nenhuma. Eu já me cocei até!).
Exercícios: caminhadas de 45min três vezes por semana, pilates, duas, e RPG, uma. Vou fazer pilates só até a 35ª semana, mas pretendo levar o RPG e as caminhadas até o final, se tudo continuar correndo bem.
Humor, sentimentos e expectativas
Meu humor está altamente variável. Até o segundo trimestre, eu andava sempre feliz e saltitante. Depois que voltei de férias, já com seis meses completos, comecei a ficar mais chorosa, mais cansada e mais ansiosa. Claro que outros fatores contribuíram, como a mudança de apartamento. Mas com certeza o estado avançado da gravidez tem muito a ver com isso.
Pequenas coisas me fazem cair em prantos. Por exemplo: quando não consigo sair do carro porque alguém estacionou perto demais, e aquela pequena frestinha deixada pela porta semiaberta, que eu antes atravessava com uma agilidade de gato, agora é intransponível. E eu tenho de saltar por cima da marcha, com uma leveza de hipopótamo, pra sair pelo banco do passageiro.
Essa coisa do meu novo tamanho tem gerado muito estranhamento. Não passar mais nos buracos me faz ter de dar a volta em várias situações, procurando uma saída mais larga. Fico pensando em como se sentem os gordos. Vida complicada.
Também é um pouco irritante tentar fazer palavras cruzadas na cama. Todas as posições são incômodas, inclusive sentada com as coisas apoiadas na cabeceira. Não tem jeito: a caixa torácica pressiona o útero e a Emília vai lá na minha costela.
E, finalmente, tenho andando mais insegura que nunca, com medo de tomar decisões importantes.
Por outro lado, ainda estou curtindo bastante a gravidez. É realmente um estado de graça, apesar de toda a falta de classe. Esse fim de semana fui a hipermercado e aproveitei pra comprar os absorventes noturnos que vou usar no pós-parto. Confesso que me deu uma tristezinha olhar praquela estante de absorventes e sentir que essa fase está chegando ao fim...
Mas uma coisa que me animou foi lavar minha lingerie pós-parto (aqueles sutiãs e cintas super sensuais). Pra dar espaço pra ela na gaveta, meti na mala de não-grávida todos os sutiãs que não me servem mais e não vão me servir por um bom tempo. E fiquei feliz porque arquivei os sutiãs de não-mãe, vai entender.
Em relação ao parto, continuo tranquila e animada. Estou tendo sonhos maravilhosos sobre esse momento, o que acho que indica meu estado de espírito. Estou pesquisando muito e me preparando física e psicologicamente pra esse último trabalho que trará minha filha ao mundo. E não paro de pensar nela, como um bebê, como uma menininha, como uma adolescente e até como mulher!
Então resolvi fazer um balanço da minha situação atual, porque agora ela muda a uma velocidade assustadora. Fica como um registro pra mim e dá uma ideia pra quem nunca esteve no 8º mês de gestação de como é a experiência.
Corpo e saúde:
Peso ganho: em torno de 8k. Talvez um pouco mais.
Inchaço: um pouco, nos pés e nas pernas. Incomoda mais nos dias de muito calor. A aliança continua tranquila no dedo, mas já aposentei os sapatos fechados e estou revezando tênis com rasteirinha. Pra melhorar: caminhadas diárias, jato de água gelada nos membros inferiores, pés para cima quando dá, massagem e sacudida nas pernas feitas pelo marido e um gelzinho da Natura que dá aquele frescor.
Dores: nas costas e no cóccix, esporadicamente, depois de passar muito tempo sentada ou deitada de barriga pra cima. Para melhorar: apoiar as costas com uma almofada ou travesseiro fino ao sentar, evitar ficar muito tempo na mesma posição e pedir massagenzinha na lombar quando a dor incomoda mais. Ah, pilates e RPG também.
Falta de ar: não. Claro que não tenho a mesma resistência para atividades físicas, mas normalmente não sinto incômodos respiratórios. E, gente, meu nariz de batata ainda não aumentou, graças a Deus! Acho que não tem pra onde... hehehe
Sono: bom. Durmo a noite inteira, exceto quando levanto para esvaziar a bexiga. A posição é de lado mesmo. Deito um pouco do esquerdo para relaxar, viro para o direito (virar é uma manobra delicada) e costumo pegar no sono nessa posição. Quanto ao sono durante o dia, é sempre, o tempo todo, queria dormir 12h por dia...
Contrações: as de Braxton-Hicks já apareceram há umas boas semanas e atingiram uma frequência assustadora. Como não há uma regularidade, creio que não tenho motivos para me preocupar.
Movimentos do bebê: a Emília continua mexendo muito, sempre e com força. Consigo sentir mais e ver os relevos quando deito do lado direito (onde estão as costas dela). É a parte mais legal da gravidez.
Linha negra na barriga: sim, horrível.
Estrias: não. Para prevenir, hidratantes específicos pra gestantes ou qualquer um bem power que tenha óleos misturados (amêndoas, uva etc.). Usei vários, tudo a mesma coisa. Pra saber se está funcionando: a barriga não pode coçar. Se coçar, é porque não está devidamente hidratada (coçar não dá estrias, ai jesuis, como o povo fala bobagem. A coceira apenas indica que sua pele, por não estar hidratada, está mais suscetível a romper com o estiramento. Mandar ver com a unhona, o cartão de crédito, a escova de cabelo, não vai fazer diferença nenhuma. Eu já me cocei até!).
Exercícios: caminhadas de 45min três vezes por semana, pilates, duas, e RPG, uma. Vou fazer pilates só até a 35ª semana, mas pretendo levar o RPG e as caminhadas até o final, se tudo continuar correndo bem.
Humor, sentimentos e expectativas
Meu humor está altamente variável. Até o segundo trimestre, eu andava sempre feliz e saltitante. Depois que voltei de férias, já com seis meses completos, comecei a ficar mais chorosa, mais cansada e mais ansiosa. Claro que outros fatores contribuíram, como a mudança de apartamento. Mas com certeza o estado avançado da gravidez tem muito a ver com isso.
Pequenas coisas me fazem cair em prantos. Por exemplo: quando não consigo sair do carro porque alguém estacionou perto demais, e aquela pequena frestinha deixada pela porta semiaberta, que eu antes atravessava com uma agilidade de gato, agora é intransponível. E eu tenho de saltar por cima da marcha, com uma leveza de hipopótamo, pra sair pelo banco do passageiro.
Essa coisa do meu novo tamanho tem gerado muito estranhamento. Não passar mais nos buracos me faz ter de dar a volta em várias situações, procurando uma saída mais larga. Fico pensando em como se sentem os gordos. Vida complicada.
Também é um pouco irritante tentar fazer palavras cruzadas na cama. Todas as posições são incômodas, inclusive sentada com as coisas apoiadas na cabeceira. Não tem jeito: a caixa torácica pressiona o útero e a Emília vai lá na minha costela.
E, finalmente, tenho andando mais insegura que nunca, com medo de tomar decisões importantes.
Por outro lado, ainda estou curtindo bastante a gravidez. É realmente um estado de graça, apesar de toda a falta de classe. Esse fim de semana fui a hipermercado e aproveitei pra comprar os absorventes noturnos que vou usar no pós-parto. Confesso que me deu uma tristezinha olhar praquela estante de absorventes e sentir que essa fase está chegando ao fim...
Mas uma coisa que me animou foi lavar minha lingerie pós-parto (aqueles sutiãs e cintas super sensuais). Pra dar espaço pra ela na gaveta, meti na mala de não-grávida todos os sutiãs que não me servem mais e não vão me servir por um bom tempo. E fiquei feliz porque arquivei os sutiãs de não-mãe, vai entender.
Em relação ao parto, continuo tranquila e animada. Estou tendo sonhos maravilhosos sobre esse momento, o que acho que indica meu estado de espírito. Estou pesquisando muito e me preparando física e psicologicamente pra esse último trabalho que trará minha filha ao mundo. E não paro de pensar nela, como um bebê, como uma menininha, como uma adolescente e até como mulher!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Chatinho (ou lindinho)
Troca de e-mails ontem com meu marido:
11:54 Lindinho para mim
Assunto: Posto kd
RE:
hahahah
tus é fogo.
vou ver se faço hj a tarde
14:07 Lindinho para mim
<3 linda
ps: KD O POSTO?? vc ñ tem consideração pelos seus leitores fiéis! :P
15:19 Lindinho para mim
Assunto: nao tem posto
q lastima
RE:
to fazeno o posto meu
15:40 Lindinho para mim
Assunto: Ê! Posto!
+++
Mala sem alça? Não, é lindo mesmo meu fã número um!
11:54 Lindinho para mim
Assunto: Posto kd
RE:
hahahah
tus é fogo.
vou ver se faço hj a tarde
14:07 Lindinho para mim
<3 linda
ps: KD O POSTO?? vc ñ tem consideração pelos seus leitores fiéis! :P
15:19 Lindinho para mim
Assunto: nao tem posto
q lastima
RE:
to fazeno o posto meu
15:40 Lindinho para mim
Assunto: Ê! Posto!
+++
Mala sem alça? Não, é lindo mesmo meu fã número um!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Preparação para o pós-parto
Você entra no elevador junto com alguém e a pessoa olha para sua barriga. Dá um sorrisinho e pergunta:
- É pra quando?
- Janeiro.
- E já está tudo pronto?
- Er... mais ou menos. Está tudo encaminhado.
Visitem o quarto da Emília e verão no canto uma poltrona listrada (ficava na minha antiga sala) com uma almofada de amamentação em cima. Pendurada no armador, Mirandolina, a boneca cabeçuda. Só.
Abra o armário da Emília (embutido, já estava lá quando comprei o apartamento) e verão apenas uns dois bodies, uns quatro vestidinhos, algumas meias e sapatinhos e três mantinhas. Mentira! Verão também o bebê conforto e o carrinho! Aêeeee! Não estou tão atrasada assim.
Acontece que minha irmã vai pra NY este domingo e preferi esperar pela volta dela pra encerrar o enxoval. E minha sogra vem no início de dezembro com a parte de cama e banho. Daí que ficou tudo pra última hora mesmo, e acabei nem planejando chá de bebê.
Mas se pra umas coisas eu sou super relaxada, pra outras nem tanto. Como já disse aqui, visitei creches e maternidades há bastante tempo e comprei o carrinho (que exigia uma pesquisa maior) com uma boa antecedência também. O berço ainda não chegou porque é uma relíquia que está na família do meu marido (que inclusive dormiu nele) há 30 anos e que teve de ser trazido de Três Corações e enviado pra restauração.
E como minha mente sistemática até que anda funcionando bem, já há algum tempo tenho me preocupado com a questão alimentação pós-parto. Lactante tem de se alimentar bem, certo? E como comer bem sem tempo para cozinhar ou ir a um bom restaurante?
Há algum tempo já planejei meu cardápio congelado: sopas, grãos, leguminosas, quibe (de soja, claro). Fiz a lista de suprimentos pra comprar na 37ª semana (vai que ela resolver vir na 38ª!) e deixar a casa abastecida, inclusive com produtos de limpeza.
Mas não dá pra viver só de congelados e alimentos não perecíveis, então já combinei com minha mãe que ela vai me dar uma força pra complementar minhas refeições com saladas e coisas frescas. Mas há outro fator: frutas e verduras estragam rápido, e o trabalho da mama acabaria ficando maior: comprar e cozinhar.
E eis que ontem experimentei uma solução: Feira em Casa! Um amigo meu tem um negócio de compras em domicílio: você faz o pedido, ele vai lá na Ceasa e entrega tudo na sua casa! Prático, não é mesmo? O preço é muito próximo ao do verdurão, com a vantagem que é tudo mais fresco e você não tem de se deslocar ou perder tempo. Vai ser ótimo pra quando eu estiver por conta da minha bonequinha, mas agora já veio bem a calhar. Andar com essa pança na frutaria lotada e pequena e depois tentar caber no elevador junto com o carrinho já não está mais rolando.
E ainda tem o momento “o que será que ele me trouxe?” Claro, é você que faz a lista, mas ver os vegetais é outra coisa. Eu tinha pedido uma unidade de batata doce, a R$0,80. Pois ele me trouxe a maior batata doce do universo, acho que maior e mais pesada que a Emília. Cortei em cubos e congelei umas seis porções. Acho que é a solução pra fome no mundo...
Se alguém que mora em Brasília se interessar, passo o contato. Você marca o horário e ele vai até você!
+++
E aproveitando o momento propaganda, a Michelle, do Comidinhas Deliciosas, está vendendo uns enfeites fofos de natal, olha aí.

Quem se interessar visita lá o blog dela e deixa um comentário!
Ah, ela mora em Brasília mas pode mandar a encomenda pelo correio também!
- É pra quando?
- Janeiro.
- E já está tudo pronto?
- Er... mais ou menos. Está tudo encaminhado.
Visitem o quarto da Emília e verão no canto uma poltrona listrada (ficava na minha antiga sala) com uma almofada de amamentação em cima. Pendurada no armador, Mirandolina, a boneca cabeçuda. Só.
Abra o armário da Emília (embutido, já estava lá quando comprei o apartamento) e verão apenas uns dois bodies, uns quatro vestidinhos, algumas meias e sapatinhos e três mantinhas. Mentira! Verão também o bebê conforto e o carrinho! Aêeeee! Não estou tão atrasada assim.
Acontece que minha irmã vai pra NY este domingo e preferi esperar pela volta dela pra encerrar o enxoval. E minha sogra vem no início de dezembro com a parte de cama e banho. Daí que ficou tudo pra última hora mesmo, e acabei nem planejando chá de bebê.
Mas se pra umas coisas eu sou super relaxada, pra outras nem tanto. Como já disse aqui, visitei creches e maternidades há bastante tempo e comprei o carrinho (que exigia uma pesquisa maior) com uma boa antecedência também. O berço ainda não chegou porque é uma relíquia que está na família do meu marido (que inclusive dormiu nele) há 30 anos e que teve de ser trazido de Três Corações e enviado pra restauração.
E como minha mente sistemática até que anda funcionando bem, já há algum tempo tenho me preocupado com a questão alimentação pós-parto. Lactante tem de se alimentar bem, certo? E como comer bem sem tempo para cozinhar ou ir a um bom restaurante?
Há algum tempo já planejei meu cardápio congelado: sopas, grãos, leguminosas, quibe (de soja, claro). Fiz a lista de suprimentos pra comprar na 37ª semana (vai que ela resolver vir na 38ª!) e deixar a casa abastecida, inclusive com produtos de limpeza.
Mas não dá pra viver só de congelados e alimentos não perecíveis, então já combinei com minha mãe que ela vai me dar uma força pra complementar minhas refeições com saladas e coisas frescas. Mas há outro fator: frutas e verduras estragam rápido, e o trabalho da mama acabaria ficando maior: comprar e cozinhar.
E eis que ontem experimentei uma solução: Feira em Casa! Um amigo meu tem um negócio de compras em domicílio: você faz o pedido, ele vai lá na Ceasa e entrega tudo na sua casa! Prático, não é mesmo? O preço é muito próximo ao do verdurão, com a vantagem que é tudo mais fresco e você não tem de se deslocar ou perder tempo. Vai ser ótimo pra quando eu estiver por conta da minha bonequinha, mas agora já veio bem a calhar. Andar com essa pança na frutaria lotada e pequena e depois tentar caber no elevador junto com o carrinho já não está mais rolando.
E ainda tem o momento “o que será que ele me trouxe?” Claro, é você que faz a lista, mas ver os vegetais é outra coisa. Eu tinha pedido uma unidade de batata doce, a R$0,80. Pois ele me trouxe a maior batata doce do universo, acho que maior e mais pesada que a Emília. Cortei em cubos e congelei umas seis porções. Acho que é a solução pra fome no mundo...
Se alguém que mora em Brasília se interessar, passo o contato. Você marca o horário e ele vai até você!
+++
E aproveitando o momento propaganda, a Michelle, do Comidinhas Deliciosas, está vendendo uns enfeites fofos de natal, olha aí.
Quem se interessar visita lá o blog dela e deixa um comentário!
Ah, ela mora em Brasília mas pode mandar a encomenda pelo correio também!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
O pai
Ele está cansado. Vai dormir comigo às 22h e demora a pegar no sono, tão agitado está. Ele anda com um livro cor-de-rosa debaixo do braço pra aprender um pouco sobre a maternidade e a paternidade. Ele gosta de passar hidratante na minha barriga e sentir o bebê. Passa gel nas minhas pernas, massageia meus pés e minhas costas.
Ele perde a hora do trabalho porque teve de receber o eletricista, o técnico do telefone, o cara do vidro. Vai pra casa na hora do almoço só pra resolver mais um problema, come mais tarde ou tem de se virar com um sanduíche do Subway. E tenta chegar em casa mais cedo no fim do dia pra jantar comigo.
Acordo às 6h e tomo café da manhã em casa excepcionalmente, e ele pergunta por que não o acordei pra tomarmos café juntos.
Ele vai comigo a todas as consultas na obstetra, lê tudo o que mando sobre trabalho de parto e me acompanha nos exercícios de preparação que faço. Perde a natação e sai pra caminhar comigo.
O chefe pede que ele participe de um evento no fim de semana, e ele não quer porque quer ficar comigo. Digo que pode ir, que tire folga no meio da semana, mas ele quer o fim de semana porque no fim de semana estamos juntos.
Sugiro que almocemos juntos de vez em quando porque o refeitório no meu trabalho está um inferno. Mas peço que ele me busque, porque depois fica impossível estacionar aqui e porque estou evitando dirigir mais que o necessário. Em vez de reclamar, ele sorri e diz: “Gosto de almoçar com você.”
Estou cansada, mas às vezes tenho a sensação de que ele está mais. Meus olhos se enchem d’água quando ligo pra ele e sinto qualquer desânimo em sua voz. Meu coração fica apertado quando o vejo revirar na cama uma e outra vez tentando pegar no sono.
Ele não carrega um bebê na barriga, mas sente o peso no corpo, como eu. O coração dele não trabalha 30% a mais, como o meu, e os órgãos vitais dele não estão esmagados. Mas ele tenta compensar toda a minha falta de energia dando no mínimo esses 30% a mais de si. Ele não vai sentir as dores do parto, mas vai estar lá comigo para me segurar e me aliviar. Ele não precisaria saber nada sobre amamentação, mas conhece todas as posições e a pega correta.
Olho pra ele e penso que ele é o Super-Homem, porque ele faz tudo o que não consigo fazer. Ele diz que não é nada. Olho para ele e quero cuidar dele. Mando tomar própolis porque no trabalho ele senta bem debaixo da saída do ar condicionado. Mando levar frutas secas pra não ficar muito tempo sem comer. Compro pra ele um pacotinho de castanha de Baru. E sexta quero fazer um jantar bem gostoso pra ele.
Essa vida de adulto é difícil. Trabalhar, cuidar da casa. E agora, trazer uma criança ao mundo. Estamos cansados, mas somos dois. Graças a Deus somos dois.
E eu não o trocaria por nada.
Ele perde a hora do trabalho porque teve de receber o eletricista, o técnico do telefone, o cara do vidro. Vai pra casa na hora do almoço só pra resolver mais um problema, come mais tarde ou tem de se virar com um sanduíche do Subway. E tenta chegar em casa mais cedo no fim do dia pra jantar comigo.
Acordo às 6h e tomo café da manhã em casa excepcionalmente, e ele pergunta por que não o acordei pra tomarmos café juntos.
Ele vai comigo a todas as consultas na obstetra, lê tudo o que mando sobre trabalho de parto e me acompanha nos exercícios de preparação que faço. Perde a natação e sai pra caminhar comigo.
O chefe pede que ele participe de um evento no fim de semana, e ele não quer porque quer ficar comigo. Digo que pode ir, que tire folga no meio da semana, mas ele quer o fim de semana porque no fim de semana estamos juntos.
Sugiro que almocemos juntos de vez em quando porque o refeitório no meu trabalho está um inferno. Mas peço que ele me busque, porque depois fica impossível estacionar aqui e porque estou evitando dirigir mais que o necessário. Em vez de reclamar, ele sorri e diz: “Gosto de almoçar com você.”
Estou cansada, mas às vezes tenho a sensação de que ele está mais. Meus olhos se enchem d’água quando ligo pra ele e sinto qualquer desânimo em sua voz. Meu coração fica apertado quando o vejo revirar na cama uma e outra vez tentando pegar no sono.
Ele não carrega um bebê na barriga, mas sente o peso no corpo, como eu. O coração dele não trabalha 30% a mais, como o meu, e os órgãos vitais dele não estão esmagados. Mas ele tenta compensar toda a minha falta de energia dando no mínimo esses 30% a mais de si. Ele não vai sentir as dores do parto, mas vai estar lá comigo para me segurar e me aliviar. Ele não precisaria saber nada sobre amamentação, mas conhece todas as posições e a pega correta.
Olho pra ele e penso que ele é o Super-Homem, porque ele faz tudo o que não consigo fazer. Ele diz que não é nada. Olho para ele e quero cuidar dele. Mando tomar própolis porque no trabalho ele senta bem debaixo da saída do ar condicionado. Mando levar frutas secas pra não ficar muito tempo sem comer. Compro pra ele um pacotinho de castanha de Baru. E sexta quero fazer um jantar bem gostoso pra ele.
Essa vida de adulto é difícil. Trabalhar, cuidar da casa. E agora, trazer uma criança ao mundo. Estamos cansados, mas somos dois. Graças a Deus somos dois.
E eu não o trocaria por nada.
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