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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Peladona do sexto andar

Essencial para a maternidade e a paternidade é... criatividade. Quando seu filho está alimentado, descansado e aparentemente sem dor, mas mesmo assim insiste naquele chorinho irritado – que tende a ir crescendo se você não tomar providências –, a gente tem de usar a imaginação.

Recentemente descobrimos algumas coisas que acalmam Emília nessa fase de desenvolvimento. Primeiro, chocalho. Tchuc, tchuc, tchuc, e ela pode até chegar a rir. Mas nenhum cristão consegue ficar chacoalhando o brinquedo pra sempre. Alguém conhece um chocalho auto-chacoalhável?

Depois, barulho de água. O mais prático é ligar a torneira. Muitas vezes ela para de chorar e até dorme. O problema é o desperdício de água, daí pensei em comprar uma daquelas fontes zóing zóing.

Às vezes a água não funciona, normalmente quando o choro está muito alto e ela não consegue parar pra escutar. Aí a gente tenta o espelho. Ela se emociona com tanta beleza e vai se acalmando.

E ultimamente, nos fins de tarde mais turbulentos, a gente tenta o momento peladona. Porque às vezes ela se acalma com a água e o espelho, mas é só tirá-la do banheiro pra ela voltar a reclamar. Quando está recém-mamada, não dá pra dar banho (o banho é tiro e queda pra acalmar).

Aí eu tiro roupa e fralda e a coloco sobre um colchonete desses de fazer abdominal, forradinho com uma fralda ou um cueiro. Ela tem muitas roupinhas lindas, mas nada mais lindo do que aquele corpinho nu, perninhas pra lá, perninhas pra cá. Aí ficamos nós três, conversando, fazendo massagem e enrolando até o leitinho assentar pra podermos dar o banho.

“Estou apaixonado, apaixonado estou
Pela dona do primeiro andar
Pela dona do primeiro andar
Peladona... do primeiro andar.”
(A dona do primeiro andar, Originais do Samba)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Emília também chora

Começou na noite de domingo pra segunda. Ela fez uns barulhos diferentes, mas nada muito fora do normal. Acordou só uma vez de madrugada para mamar, como sempre, e amanheceu boazinha no berço. De manhã notei que ela tava com uma corzinha estranha, meio roxinha. Também estava meio arredia. Não aguentava ficar muito tempo no mesmo lugar, reclamava, pedia colo, mas não gostava se a posição não fosse exatamente a que ela queria.

Por causa da cor e da carinha de desconforto, achei que ela estava engasgada, sei lá. Daí dei uns tapinhas nas costas, ela continuou meio mais pra lá que pra cá, mas nada grave. Até que ela foi mamar e deu aquela vomitada. A partir daí começou a choradeira. Era um choro bem particular. Começava do nada e se transformava rapidamente em berros. Supusemos que era de dor, e meu diagnóstico foi: refluxo. Ela só se acalmava na posição vertical e passou a mamar bem pouquinho, no máximo 5 minutos por vez. Eu não quis forçar pra ver se ela melhorava mamando em menores quantidades (ela mama super rápido, é mais de uma sugada por segundo. Em questão de minutos ela já chega no leite gordo e meu peito fica molinho).

Foi a maior canseira, porque tivemos de passar quase o dia inteiro segurando ela na vertical. À noite ela parecia melhor. O banho foi tranquilo e ela conseguiu relaxar. Dormiu 6 horas direto até a 1h, quando acordou pra mamar. Depois acordou de novo às 3h e às 6h, e supus que era porque tinha mamado pouco durante o dia depois do vomitão.

Pra contribuir com a recuperação da nossa pequena, fomos levá-la pra tomar vacinas na terça de manhã (ui!). Ela ficou super boazinha lá no posto de saúde, e achamos que ela já estava ficando boa. Quer dizer: mãe sempre exagera as coisas, né? Nós, na sala de vacinação:

eu: Amor, acho que ela tá meio verde.
ele: Claro que ela tá verde. A parede da sala é verde. Você tá verde. Eu não tô verde?
eu: Acho que sim...

Claro que ela berrou com força na vacina da hepatite. E o resto do dia não foi aquela maravilha. Reação da vacina? Mais refluxo? A gente não sabe. Ela ficou menos ruizinha que na véspera, mais fácil de acalmar. Mas ainda assim deu canseira. A noite seguinte foi melhor. Acordou duas vezes, mas a segunda vez foi só às 5h - o que já é praticamente de manhã.

Hoje ela já era outra pessoa. Voltou nossa velha Emília boazinha, sorridente e com os olhões abertos. Ainda estou meio ressabiada com essa história do refluxo, e por via das dúvidas estamos segurando ela mais tempo nos ombros depois das mamadas e estou evitando amamentar deitada. Estamos até tentando trocar a fralda meio de ladinho pra evitar deixar as pernas dela levantadas por muito tempo.

O Rafael acha que na segunda ela teve refluxo e que na terça ela estava melhor mas ainda estava assustada, com a memória da dor. Daí toda vez que tinha um golfinho ela ficava com medo. Uma explicação bem psicológica, de repente faz sentido.

Só sei que foi um aperto no coração, chorei um monte. Dá muita dó ver uma criancinha tão indefesa sofrendo e não poder fazer nada. Mas, enfim, foi a paparicação total, demos a ela todo o conforto que podíamos. E hoje ela está lá, toda independente, observando atenta o pára-sol do carrinho. Bem-vinda de volta, minha filha!

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