quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Os livros (e os filmes) da Emília

Como andei dizendo, já gastei uma grana preta com livros pra nossa filhota. A Marina sugeriu que eu falasse um pouco sobre eles. Não sei se vai dar muito certo, porque é quase tudo pra criança velha, mas vamos lá.

Às vezes me pergunto se eu e meu marido não compramos os livros pra gente mesmo, e usamos a Emília como uma desculpa pra perder o controle.

Ultimamente tenho preferido livros e filmes infantis ou infanto-juvenis aos adultos. E isso começou antes mesmo de eu engravidar. Acho que foi resultado da estafa e da tristeza profunda que senti ano passado. Fiquei muito intolerante aos enredos repletos de violência e de maldade, principalmente em filmes. Eu chorava, ficava impressionada, me lembrava das cenas por dias. Isso fez que o Rafael tivesse de ir muitas vezes sozinho ao cinema (ele é cinéfilo, e eu estava muito cheia de restrições).

Pra me defender disso, e da vida real - e também da vida irreal que os jornais criam, selecionando as desgraças e fazendo parecer que o mundo é só isso -, refugiei-me na fantasia das crianças. Quando tinha torcicolo e ficava em casa, pedia pro Rafael trazer filminhos bobos pra mim. Assisti a Ponte para Terabítia e Meu monstro de estimação e reli toda a coleção de Nárnia. Recentemente, pedi emprestados pro meu pai os livros do George McDonald, que foi próximo de Lewis Carrol (Alice no País das Maravilhas) e inspirou CS Lewis (Nánia). Fantasia pura.

Depois que veio a gravidez, tentamos a aproveitar todas as promoções que surgiam em livros e DVDs e passamos a buscar loucamente os livros do Sítio do Picapau Amarelo da editora Brasiliense (porque a gente não curte muito aquela Emília colorida da Globo. Gente, a Emília é uma boneca fuleira!). E isso foi bem antes de saber o sexo da criança.

Reinações de Narizinho está esgotado, então compramos num sebo um exemplar bem conservado. Achei Memórias de Emília na casa da minha mãe, quando estava fazendo uma limpa nos resquícios da nossa biblioteca. Foi uma surpresa, nem lembrava de ter tido esse livro. Achamos mais alguns da série numa livraria e compramos todos, uns oito. Não lembro exatamente quais, acho que O Picapau Amarelo, Aritimética da Emília, Dom Quixote para Crianças...

Todos esses livros são longos e têm poucas ilustrações, então é só pra criança maior mesmo. A gente comprou porque eles não são mais editados, e vai saber se só sobra a Editora Globo pra apresentar Monteiro Lobato à minha filha...

De DVDs, compramos a preço de banana TODA a coleção dos Looney Tunes. Será que foi pra Emília ou pro Rafael se deliciar com a língua presa do Patolino? Compramos também o Mickey Mouse em cores vivas Vol. 1, da coleção Disney Treasures. Esse foi caro, mas é que esgota. A gente já tinha o volume 2, o Silly Symphonies (DVD lindo maravilhoso perfeito) e o Pato Donald. Daí agora temos todos os que foram lançados no Brasil. Essa coleção é sensacional, recomendo demais.

Voltando aos livros. A febre de compras descontroladas começou quando fomos comprar um presente pra filha de uma amiga. Um livrinho pra ela, doi livrinhos pra Mila. E depois a Cosac Naify fez duas promoções este ano (40%, gente!! Quem resiste a um livro incrível por R$18?)

A conclusão é que o acervo dela agora está bem amplo. Faltam ainda alguns indispensáveis, como Ziraldo. Mas ainda temos muito tempo pra ir comprando aos poucos. Além desses que já mencionei, vejam algumas coisas que ela já tem:

Da Cosac Naify:
- A princesinha medrosa – Jutta Bauer
- Aprendo com meus amigos – Taro Gomi
- Balanço – Keiko Maeo
- Dirceu e Marília – Nelson Cruz
- Fuja do Garabuja – Shel Silverstein
- Káchtanka – Guenádi Spirin, Anton Tchekov
- Mas por quê??! A história de Elvis – Peter Schössow
- Moda, uma história para crianças – Kátia Canton
- Fico à espera... – Davide Cali
- O aprendiz de feiticeiro - Nelson Cruz, J. W. Goethe
- O dariz – Olivier Douzou
- O outro lado - Istvan Banyai
- Onda – Suzy Lee
- Selma – Jutta Bauer
- Será o Benedito! – Mário de Andrade, Odilon Moraes

Outros:
- Fábulas de Esopo, da Cia das Letrinhas
- É a cara da mãe – Roddy Doyle, Ed. Galera Record

Todos folheados, lidos, vistos e aprovados. Alguns têm só ilustrações, como Onda e Balanço. São lindos. Muitos desses são premiados também. Então ficam as sugestões.

Ela tem também dois livrinhos para crianças pequenas, desses interativos que permitem abrir portinhas e tal. Um é em italiano, que ensina os nomes dos animais, e outro em francês, que ensina os números e as cores. E, por fim, duas coleções de mini livros em inglês, herdadas da minha irmã mais nova, uma contando a história da Alice no País das Maravilhas e outra sobre um coelhinho (Brer Rabbit).

Ufa! Mas e com todo esse acervo, CADÊ OS LIVRINHOS DE PÔR NA BOCA? Aí eu peço a ajuda de vocês. Todas as vezes que tentei comprar livros de pano ou de plástico, fiquei super desapontada. Ilustrações pavorosas. Não quero estragar tão cedo o senso estético da minha filha, se é que vocês me entendem. Então, se alguém tiver algo para me sugerir, fico muito grata. Se não achar nada, eu mesma vou fabricar os livrinhos.

+++

Este post é parte da blogagem coletiva, de iniciativa da Letícia, que acontece nesta Semana da Leitura e Literatura. Participam também O Astronauta, Meu Projetinho de Vida, Novas Peripécias de Cecília, Pai É Quem Cria, Mamãe Antenada, Pequeno Guia Prático. Conversa para Mãe Dormir, De Mãe Para Mãe, Aprendiz de Mãe, As Peripécias do Rei e Devaneios de Mãe.

5 comentários:

Paloma, a mãe disse...

Lia, a Ciça tem muitos deste livros que vc mencionou (Balanço é uma obra de arte, né não?) e filmes também (acabei comprando toda a coleção dos Treasures, também não resisti).
Sobre livros de pano e de morder (amassar e apertar), há alguns artesanais, eu comprava em SP. Aqui deve ter na Abracabrinque. E já comprei na Cultura e na Saraiva também (se vc não se importar com a bagunça e quiser ir ver uns lá em casa, fica o convite!), mas a maioria ela ganhou. Devo admitir que os que vieram de fora eram mesmo mais bonitos esteticamente, mas muitos deles existem no Brasil, traduzidos.
Beijos

Marina disse...

Lia, adorei!!!
Agora vc falando, eu pensei sobre os filmes... Esses sim tem bastante aqui em casa, pois eu amoooo filme de criança! E tb tem uns que pra mim são "clássicos", pois eu via trilhões de vezes qd criança, ao ponto de saber quase todas as falas, como "A noviça rebelde", "mary poppins", "sete noivas para sete irmãos"...
Os da Disney tem bastante aqui tb, principalmente os clássicos das princesas! hahahahahahah
Olha eu me entregando! rsss


Quanto as livros, a Bia tem reinaões tb, mas uma versão enxuta, pra criança mesmo, ilustrada e tudo!
Minha avó tinha toda coleção do Lobato, que a gente lia, vou ver se ainda tá com ela!

Os livros infantis da Cosac estavam em promoção outro dia num clube de compra on line, mas fiquei perdida com tanta coisa e acabei não comprando nadica de nada!

Marina Guimarães disse...

lia, Silly Symphonies é muito bom, deviam fazer outros sempre. Fantasia tb é ótimo, o antigo é um clássico indispensável, mas o Fantasia 2000 tb tem ótimas animações.
Até eu quero ler esses livro da Emília. Os livros infantis da Cosac Naify são impecaveis, texto, ilustração, design e produção em sintonia. De vez em quando (nas promoções) eu compro um ou outro pra mim e pros meu futuros filhos.

Rafael disse...

Olha só! Agora eu consigo comentar no seu blog!

Patricia disse...

Lia, que mãe sensacional que a Emília vai ter! beijos!

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