quarta-feira, 17 de março de 2010

Meus ideais

Estou devendo há um tempão um post sobre as fraldas de pano e outras coisas que eu pretendia usar ou fazer. Demorei porque com poucas semanas de vida da minha filha não dava ainda para chegar a conclusões sobre tudo. Nunca dá, né? Mas, por enquanto, segue aí um resumo dos meus ideias pré-parto e de como eles têm se concretizado na prática.

Fraldas

Sim, estou usando fraldas de pano a maior parte do tempo. As descartáveis ficam para a noite, passeios e ocasiões em que todas as de tecido estão sujas ou molhadas.

Tanto as nacionais (Fralda Bonita) quanto as importadas (estou usando BumGenious e tenho uma amiga que usa Fuzzi Bunz) funcionam bem. Detalhe: se você optar pelas fraldas tamanho único, ajustáveis, provavelmente será necessário que o bebê cresça um pouco antes de usar. Como as perninhas ainda são magras, elas não enchem o buraco e as fraldas vazam. Com um mês e meio, as fraldas já estavam bem justinhas nas coxas da Emília e os vazamentos acabaram. Já minha amiga das Fuzzi bunz teve de esperar a filha completar 3 meses pra conseguir usar as fraldas.

Foram necessárias também algumas lavagens até que o tecido começasse a absorver bem. Ele vem com uma goma.

Quanto à lavagem, estou fazendo o seguinte: as de xixi, ponho direto no cesto, sem passar água ou deixar de molho. As de cocô eu tenho que esfregar bem antes de colocar de molho. Duas vezes por semana a diarista vem e lava tudo na máquina. Eu tento lavar mais uma vez no meio da semana pra não faltar, mas nem sempre consigo e aí entram as descartáveis.

Elas demoram uns dois dias pra secar (porque as minhas não são desmontáveis; minha irmã não achou pra comprar). Quando preciso usar e ainda estão úmidas, coloco na secadora em baixa temperatura.

Dá trabalho? Dá um pouquinho. Quando vou pra casa da minha mãe, por exemplo, levo algumas de pano (que ocupam mais volume na bolsa que as descartáveis) e tenho de trazer no fim do dia um saco cheio de fraldas sujas. As de cocô, tem de esfregar. E, apesar de elas serem seguras para passeios curtos, porque absorvem muito bem, quando estão cheias de xixi você sente o cheiro (cheirinho de desfralde, minha gente! Aaaah aquela caminha molhada!).

Mas, para mim, está valendo a pena. Com a economia em descartáveis, em breve as fraldas de tecido estarão pagas. Além disso, é muito reconfortante deixar de jogar fora diariamente dois sacos cheios de lixo não biodegradável. E ainda confio na história que contam por aí de que com as fraldas de tecido o desfralde é mais fácil. Isso ainda veremos.

Chupeta

Emília continua sem chupeta. Até agora, não precisou. Quando chora, sempre é algo que não se resolve com chupeta: fome, dor, cansaço. Em relação ao sono, ocasião em que a chupeta poderia ser uma aliada, estamos bem. À noite, ela normalmente dorme depois da última mamada. Quando isso não acontece, basta ficarmos com ela no colo, sentadinhos na poltrona, cantando por no máximo meia hora até ela adormecer. É um momento raro e gostoso.

Quanto ao sono diurno, as coisas melhoraram. Pensei nos comentários da Roberta e da Ana e bolei uma estratégia pra facilitar as sonecas: não fazer absolutamente nada. Como eu disse, ela está numa fase de muita atenção. Tudo é estimulante. Mas algo que aparentemente a estava distraindo do sono era a minha presença. Então passei a "abandoná-la" toda vez que dá sinais de cansaço. Coloco o carrinho num canto mais escurinho e deixo lá. Fico só escutando e olhando com o rabo do olho, tomando cuidado pra ela não me ver. Muitas vezes funciona. O importante é que, mesmo quando não dorme, ela tem andado muito feliz e bem-humorada.

Quando a chupar o dedo, ela ainda não descobriu o indicador nem o polegar. Coloca a mão inteira na boca, normalmente quando está ficando com fome. Emília gosta de chupar a mão também quando está de bruços, porque ela fica bem em frente à boca nessa posição. Ontem, estava voltando da casa da minha mãe quando ela começou a resmungar no carro. Coloquei minha mão dentro da cadeirinha pra acalmá-la. Não sei onde ela arrumou consciência corporal para fazer o que fez, mas puxou minha mão em direção à boca com o bracinho e começou a comer meu dedo vorazmente. Aí alguém poderia pensar: "Tá vendo, uma chupeta nesse caso faria ela aguentar até em casa." Mas fome é fome, e chupar coisas de onde não sai leite logo acaba em frustração. Deixei minha tubarãozinha devorar minha mão, mas já sabia que o contentamento não ia durar. O desespero era grande, e em uns cinco minutos ela abriu o berreiro que só acabou quando cheguei em casa e dei o peito.

Enfim, se um dia ela começar a chupar muito o dedo, e o pediatra avaliar que isso está prejudicando a arcada dentária, poderemos avaliar a necessidade da chupeta. Por enquanto, estamos muito bem assim.

Sling

Não rolou assim, logo de cara. Mas insisti, peguei o jeito e hoje a Emília fica bem tranquila no sling. No fim das contas, sling não substitui carrinho nem colo. Há momentos ideais pra cada um.

Prefiro o carrinho quando vou andar longas distâncias, quando vou ficar em pé durante muito tempo ou quando vou a um lugar onde a Emília pode querer dormir. Prefiro que ela durma sempre no carrinho, pra não associar sono a colo.

Prefiro o sling quando a distância não compensa o trabalho de levar o carrinho, especialmente se o deslocamento incluir viagem de carro. O sling é perfeito também para realizar algumas atividades que exigem que as mãs estejam livres. Por exemplo: hoje fui visitar uma academia (vou começar a malhar, minha gente! Mas isso é assunto pra outro post) que fica numa sobreloja. É uma baita escadaria. O sling foi perfeito. Aproveitei o passeio pra olhar umas roupas na loja ao lado, e podia passar os cabides tranquilamente com a Emília penduradinha.

Prefiro sair com a Emília no colo quando o passeio é muito curto e quando poderá ser necessário trocá-la de colo. No sling é mais complicado ficar colocando e tirando o bebê para, por exemplo, ir ao banheiro. Então quando sei que é só sair do carro e ir ali, eu e o Rafael revezamos com a Emília no colo mesmo.

Por enquanto é isso... meu outro ideal era começar a me exercitar o quanto antes após o parto, mas, como eu disse, fica prum próximo post!

7 comentários:

Micheli disse...

Não tive pique para usar fraldas de pano. Meu marido até veio com um discurso de proteção da natureza, mas aqui não rolou. Acho legal quem consegue. Já a chupeta até criamos problemas na família por sermos contra. A Clara nunca precisou disso para se acalmar. Só que lá pelo terceiro mês, ela chupava o dedo boa parte da noite. Comprei a chupeta chorando, mas achei melhor trocar. Só que ela largou, sim, o dedo, mas também não quis a chupeta. Pegou mais tarde, aos seis meses, quando, já que não tinha o dedo, queria que meu peito fose chupeta durante todo o seu sono. Aí eu dava só para ela me largar e colocá-la no berço. Largava já em seguida. O problema é que conforme foi crescendo, se apegou, embora só use para dormir. hoje ela já sabe pedir. Mas não desisti, já estou na campanha para tirar de vez. Eu apóio quem consegue não dar, acho o melhor caminho. No meu caso, era preferível a chupeta ao dedo, então não tive muita escolha. Mas ela já tem seus dias contados no que depender de mim, até os dois anos ainda pode-se reverter problemas dentários.
Um beijo.

Patrícia Boudakian disse...

Adorei seu blog. Conheci pelas mamães da blogosfera. Ainda tenho uma história meio torta e bem recente com a maternidade, mas em breve serei mãe. Vou te seguir, tá? Beijo!

Marina Guimarães disse...

uma outra vantagem da fralda de pano é o conforto do bebê. eu não lembro de quando usava fralda, mas lembro muito bem da sensação ruim de usar absorvente em dias de calor, e imaginava que se o absorvente cobrisse toda a minha bunda ia ser uma sensação desesperadora. eu agora uso absorvente de pano e estou muito, muito, mais feliz. acho que a fralda de pano só se torna desconfortavel se demorar muito pra trocar e ficar encharcada.
tb quero filhos de fraldas de plástico, sem chupeta e com sling.
;)

Barbara disse...

Eu sou daquelas naturebas que quer usar produtos naturais, fralda de pano (vou tentar, pelo menos) e se puder meus filhos nao vao nem conhecer mamadeira!
Mas sobre chupeta a minha opiniao eh bem diferente: eu comprei uma, espero que ele nao use, mas uso meu caso como exemplo do que nao quero que aconteca.
Eu nunca gostei de chupeta, mas chupei dedo ate os seis anos! E como o dedo nao tem como tirar/esconder/jogar fora, nao havia NADA no mundo que me fizesse parar com a mania.
Eu dormia sem o dedo na boca e acordava com ele la. As vezes colocava esparadrapo no dedo, funcionava, mas era so tirar que voltava tudo.
(por sorte, meus dentes continuaram alinhados, fiquei bem pouco dentuca e um aparelho rapido resolveu o problema)
Justamente por isso resolvi nao ser radical: se o rapazinho quiser chupar chupeta, que chupe! Comprei uma sem BPA, supostamente anatomica, e seja o que deus quiser.

Barbara - www.baxt.net/blog

Ro Souza disse...

Lia, só uma dúvida sobre as fraldas de pano...como vc faz com o berço? com os vazamentos tem q trocar o lençol toda troca de fralda de xixi. Aqui em casa comecei a usar as fraldas de pano e me enrolei com os lençois molhados...

Lia disse...

Ro, como eu disse, as fraldas não vazam mais desde que a Emília engordou o suficiente para as coxas preencherem todo o buraco das pernas. Realmente, se ficasse vazando sempre e tivesse de ficar trocando os lençóis a cada xixi, não rolava...

Ro Souza disse...

Ai ai...vou ter q esperar mais um pouco. as perninhas da Moema ainda não preenchem a fralda e lá vem vazamento! hihih

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