segunda-feira, 13 de julho de 2009

Bodas de pérola

Este domingo meus pais comemoraram 30 anos de casados. Nos reunimos em um almoço agradável e demos muita risada. Aqui vai uma historinha em homenagem a esse casal tão incrível.

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Minha irmã mais nova, quarto rebento, nasceu em 29 de junho de 1986. Era copa do mundo e o Brasil brigava pelo tetracampeonato. Seleção brasileira eliminada, e meu pai, quando a Bel nasce, dispara:

- O Brasil não foi tetra, mas eu fui!

Um tempo depois, Isabel chorando no berço. Minha vó não perde a oportunidade:

- É o tetra, Miranda!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Narizinho arrebitado

O bebê é lindo!

Fui hoje fazer a translucência nucal e não tinha ideia do que me esperava. Eu sabia que, com 12 semanas, o bebê já tem bracinhos, dedinhos e tal, e que dava pra ver, mas eu não esperava que fosse tão perfeito!

Primeiro a médica disse que estavam normais coluna, coração, estômago, bexiga. Depois me mostrou as perninhas.

- Doutora, parece que tá ao contrário, tipo perna de pássaro.
- Parece, é? Não, é assim mesmo.
- Ele é tão magrinho, né? Acho que preciso comer mais...
- É, as pernas são magrinhas mesmo.

As mãos e os pés foram o ponto alto. Um, dois, três, quatro, cinco dedinhos! Que beleza! Ele abria e fechava a mão, coisa mais fofa. Então vi o bebê de outro ângulo, meio de lado, e aquelas pernas de pássaro lá atrás.

- Doutora, esse menino parece o Curupira! Os pés, parece que estão ao contrário!
- Meu Deus! Bebezinho, não liga, não. Sua mãe não quis dizer isso. Você é lindo!

A médica era uma fofa, e nessa hora deve ter pensando: “Cruzes, que mãe sem noção! Chamando o filho de Curupira!”. Mas que parecia, parecia.

Acho que a impressão de mãe malévola passou quando ela mostrou o perfil do bebê. Pirei! Ele tem o nariz arrebitado, gente!! É uma sensação! Lindo, lindo, lindo! Eu tenho um nariz de batata nada invejável e o Rafael tem um lindo nariz afilado de italiano. Mas arrebitado é o must dos musts, o que há de mais lindo em narizes.

Pois foi isso: 7 cm de pura gostosura, translucência normal e saúde de touro! E, não menos importante: um narizinho que é uma graça...

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OBS.: Cheguei eufórica ao trabalho e comecei a mostrar as fotos do exame pra altas pessoas desconhecidas dentro do elevador: "Olha o nariz dele, que lindo!". Às vezes a gente perde completamente a noção, né?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sangramento nasal

Não fazia a menor ideia de que sangramentos nasais eram normais na gestação. Há algum tempo venho notando um pouco de sangue no lenço algumas vezes em que assoo o nariz. Apesar de isso não ser comum para mim, não dei bola, porque era muito pouco e não era sempre.

Mas ontem foi demais. Passei o lenço e veio uma gotona de sangue viscoso. Continuei passando, sempre saindo um pouquinho. Sujei dois lenços até concluir que o nariz estava suficientemente limpo. Nada assustador, daquele sangão úmido e vermelho; parecia mais quando um machucadinho em cicatrização abre um pouco. Mas foi o máximo de sangue que já saiu de uma narina minha.

Pois bem. Um pouco preocupada, resolvi pesquisar na internet e descobri que, de fato, isso é perfeitamente comum na gravidez. Olha o que diz o site Babycenter:

Os sangramentos nasais são inconvenientes, incômodos e podem colocá-la em situações desagradáveis, mas não passam de mais um sintoma normal da gravidez. Como seu fluxo de sangue aumenta muito, as veias delicadas do nariz ficam sobrecarregadas. As membranas da narina também podem inchar e secar, especialmente no inverno ou em climas muito secos. Essas mudanças podem fazer as veias se romperem com facilidade, provocando o sangramento.

Tudo agora faz sentido, ainda mais considerando que estamos em Brasília, em pleno mês de julho, com a seca chegando com força.

Diz que o melhor a fazer para lidar com o problema é pressionar com o dedo a narina que está sangrando e não deitar ou colocar a cabeça para trás. Em todo caso, na minha próxima consulta com a obstetra vou mencionar o caso, só para garantir que está tudo bem.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

E agora?

Quanto mais passeio por blogs de mães, mais desesperada fico com a quantidade de informação. Não são informações desnecessárias: são relatos de situações reais que envolvem toda criança. Vestir, trocar, botar para dormir, alimentar, viajar com um bebê. Aí tem os mil itens que jamais existiram na minha casa, alguns cujos nomes eu desconheço, e que eu nunca podia imaginar que seriam necessários. Quando penso em bebê, penso: berço, roupinhas, fralda, penico. Pronto. E aí tenho certeza que vai ser tudo um grande desastre.

Por um lado, sinto vontade de pesquisar mais, comprar uns livros, fazer aqueles cursos de mãe, trocar ideias com outras mães. Por outro, acho que tudo vai dar certo na hora e que a intuição vai falar mais alto.

A gente decide ser mãe pela fé. Por melhores que sejam nossas condições – marido, casa própria, emprego estável, licença maternidade –, sempre há uma incerteza quanto ao futuro.

Eu, por exemplo, não faço a menor ideia do que vou fazer quando acabar minha licença maternidade. Trabalho 8h por dia e tenho fobia de babá, empregada, ou qualquer pessoa que viva na minha casa mais de dois dias por semana. Os planos iniciais são creche integral e diarista. Mas e quando a criança ficar doente e não puder ir à creche? Minha mãe já avisou: “Não me venha trazer menino doente! Eu odeio doença!” A verdade é que não sei.

E ainda tem os meus sonhos profissionais. Eu queria fazer mestrado, virar uma tradutora de verdade e arrumar um emprego de 6 ou 7h. No meu mundo ideal, eu teria filhos no seguinte cenário: mestre, tradutora juramentada, trabalhando feliz em casa. E, claro, com os meus mesmos 27 anos (se fosse 26, melhor ainda). Mas o cenário nunca vai ser o ideal, então a gente tem de meter as caras mesmo.

Quem é cristão conhece aquela história em que Pedro, a convite de Jesus, anda sobre as águas. Minha irmã lembrou essa imagem ontem e eu acho que ela se aplica perfeitamente à maternidade. Você olha racionalmente e tem certeza que não dá, que vai afundar. Mas, pela fé, você mete o pé na água e anda.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Preferencial

Grávida sem barriga. Entrar ou não entrar na preferencial? Eis a questão. No comecinho da gestação, preferi continuar a vida normal, até porque como não sentia mal estar nenhum, não me achava menos capacitada a esperar que os demais. E ainda tinha o Rafael que dizia: “Mas esse negócio de preferencial é pra qualquer grávida ou só pra grávida com barriga?” Sem comentários, né?

Enfim. Semana passada, como já disse, tive dois contratempos médicos: um torcicolo e, em seguida, uma provável virose que me trouxe febre e dores no corpo. O pronto-socorro foi indispensável – no primeiro caso, porque meu ortopedista só poderia me atender uma semana depois e, no segundo, porque era domingo. E hospital vocês já sabem: mesmo particular, o básico é esperar 1h. E eu já fui determinada: desta vez, não vou esperar.

Primeira visita ao pronto-socorro, terça de manhã. Cheguei já encoleirada (leia-se: usando o colar cervical) e com uma blusa soltinha. Olhei os guichês de atendimento e fiquei procurando a fila preferencial. “Posso ajudar?”, disse uma mocinha simpática. O hospital tinha mudado o esquema de senhas e trocado aquele rolo mecânico por uma máquina digital. Ou seja, nada mais de senha para os mortais e fila para atendimento preferencial: agora havia senhas específicas para cada caso. Muito mais adequado do que aquela farofa de gente na fila, velhinhos, pessoas de muleta, grávidas barrigudas e famílias com uma penca de crianças chorando no colo, todos esperando atendimento em pé. Nesses casos, às vezes é até preferível pegar uma senha normal e esperar sentadinho. “Atendimento para gestante, por favor”, respondi. Imaginei que a moça ia me olhar torto, de repente pedir um comprovante da gestação, mas nada. Tirou na hora a senha preferencial e eu fui sentar-me confortavelmente na sala de espera. Depois de um ou dois minutos, fui chamada ao guichê. Aaaaaah, que maravilha! Primeira experiência com atendimento preferencial, nota dez! No domingo, quando voltei ao pronto-socorro, foi igualmente tranqüilo, até porque eu já conhecia o esquema.

Agora que eu estava me sentido super preferencial, resolvi finalmente pedir uma credencial para usar as vagas especiais no estacionamento do meu trabalho. Normalmente eu não preciso disso, porque chego cedo e sempre acho boas vagas. Mas sexta que vem vou fazer um ultrassom de manhã e não faço a menor ideia se haverá vagas quando eu chegar. Consultei a Gerência de Logística para confirmar se havia de fato vagas reservadas para gestantes e fui fazer meu cadastro. Levei meu Beta para provar o que minha barriga não podia provar, mas não foi necessário. Recebi na hora um papelão azul plastificado com o desenho de um bonequinho com muletas... Grávida, manca, quem se importa?

Sei que muitas grávidas têm péssimas experiências de atendimento preferencial pra contar, mas até agora acho que me dei bem por um motivo: quando vejo que o lugar é zoneado, tipo não tem senhas específicas pra cada caso, já nem me arrisco. Talvez, quando tiver alguma barriga, eu me arrisque. Aí conto pra vocês.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sobre uma mãe doente

Um suadouro sem fim. Deve ser a febre passando. Tenho frio, coloco o casaco. Depois, um calor insuportável, e o casaco tem de sair depressa. As dores no corpo ainda me deixam mole, com vontade de chorar.

Quando se está grávida, é difícil sabe o que é o quê. Se as emoções são fruto dos hormônios ou de algum vírus. Se foram os hormônios que deixaram o vírus entrar, se foi o vírus que desregulou os hormônios. Ou se é um vírus mesmo que está causando tudo isso.

E a preocupação com o bebê. Qualquer espirro, qualquer palpitação, e a dúvida se o bebezinho também não está dodoi.

Esse negócio de carregar um embrião no ventre é muita responsabilidade. Eu sei, deve ser só uma prévia do que vem depois. Mas antes eu podia encher a cara, comer porcarias, ficar sem comer, malhar até sentir dores no corpo inteiro, ficar sem malhar, e eu só prejudicava a mim mesma. Agora, até quando gripo me sinto culpada. “Ai, meu Deus; e se estragar o bebê?”

E fora os comentários, que, tão cedo, já começaram a aparecer. Como tenho RH negativo e meu marido tem RH positivo, há toda uma lista de preocupações e cuidados. Mas por esta eu não esperava. Alguém cuja identidade eu prefiro preservar recomendou: “Não tenha mais de dois filhos, senão o terceiro nasce mongol!”

Eu mereço?

Dodoi

Tão novinho este blog e já abandonado por tanto tempo...

Primeiro foi um torcicolo, minha doença crônica. Depois, um fim de semana de molho, com febre e dores no corpo. Ainda estou molinha, trabalhando a duras penas. (Sem contar que ainda lasquei meu dente e essa semana tenho de ir ao dentista consertá-lo! E como eu odeio dentista...).

Enfim, o raciocínio, a criatividade e a disposição pra postar qualquer coisa que seja foram pro buraco. Vou retornando aos poucos.

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