segunda-feira, 21 de junho de 2010

O que deixar pronto antes do parto

Quem me lê há algum tempo sabe que sou a rainha da antecedência, especialmente no que diz respeito à maternidade. Planejo, organizo, tudo pra evitar ter de me descabelar depois. E foi assim durante a gestação, o que efetivamente me rendeu um bom sossego no pós-parto. Algumas coisas realmente vale a pena resolver antes de o neném nascer. Outras, nem tanto. Juntei então uma listinha das minhas impressões sobre o planejamento pré-natal, já distante mais de 5 meses do meu parto.

Pediatra

Acabei de mudar de pediatra, o que me faz concluir que não é indispensável escolher, ainda da gestação, o profissional que vai cuidar da saúde do seu bebê. Algumas mães fazem questão de deixar isso acertado para que o pediatra que vai acompanhar o parto seja o mesmo que continuará com a criança depois. No meu caso, fui de plantonista mesmo e marquei a primeira consulta com um médico que atendia meu convênio.

Acho que não dá muito pra saber se o médico que te atendeu na gestação realmente será aquele que você vai querer pra cuidar do seu filho depois. A gente ainda não é mãe e não sabe exatamente o que faz um bom pediatra. Não dá pra saber como ele tratará seu bebê nem se a criança gostará dele. Claro, as visitas prévias podem ser úteis pra descartar logo de cara um médico ruim. Mas a gente gostar de um profissional numa consulta preparatória não significa que continuaremos gostando dele depois que a criança nascer.

Vale, sim, fazer uma lista de pediatras recomendados, ligar nos consultórios para saber quem aceita seu convênio ou, se não aceita, quanto cobra, e se vai estar atendendo no período ao redor da data provável do parto. Assim, quando o bebê nascer, você já terá pra quem ligar pra marcar a consulta dos 10 dias. Provavelmente o pediatra não vai ter vaga e você vai dizer que seu bebê é recém-nascido e vai conseguir um encaixe. Aí você vai convivendo com aquele profissional e, se acontecer algum acidente de percurso, procura outro. Simples assim. Fidelidade, só conjugal.

Creche

Para as mamães que trabalham e optam por deixar seus filhos na creche, eu diria que é útil visitar creches antes do parto, mas não é suficiente nem indispensável. Não é suficiente porque não dá pra bater o martelo quanto à instituição preferida antes de a gente virar mãe de fato. E não é indispensável porque dá tempo de fazer essas visitas durante a licença maternidade, especialmente se sua licença for de 6 meses.

Digo que não dá pra escolher a creche antes pelos mesmos motivos ali de cima, relativos aos pediatras. Só pra exemplificar: quando estava no comecinho da gravidez, visitei uma creche que amei e até já tinha resolvido comigo mesma colocar a Emília lá. Depois que a Emília nasceu, e especialmente depois que ela fez 4 meses, entendi o que faz uma criança daquela idade e que atividades a creche deveria oferecer para garantir seu bom desenvolvimento. Aí lembrei que, naquela visita, os bebês de 4 a 6 meses estavam todos sentados no bebê conforto, quietinhos. Pode ser que eu tenha pego um momento mais relax mesmo, mas hoje não consigo imaginar minha filha o dia inteiro sentada na cadeirinha.

Aquela creche também sofreu uma reforma e está completamente diferente, ou seja: eu teria de visitá-la outra vez. Sem contar que as tarifas mudam, mudam os membros da equipe, as tias, a coordenadora... Então eu digo que é útil fazer uma pesquisa prévia, descobrir quais as creches recomendadas na sua região e até fazer visitas. Mas depois tem que visitar de novo, não tem jeito.

E se a mamãe estiver com medo de não conseguir vaga, vale fazer uma reserva, mas só se for sem compromisso. Eu preenchi uma intenção de matrícula na escolinha onde a Emília vai "estudar" quando ela tinha um mês, mas ainda não paguei nada. Algumas creches não reservam vaga a menos que você já deixe a criança matriculada. Aí eu já acho arriscado, porque a gente pode mudar de ideia.

Pra quem vai de babá, acho que é mais ou menos a mesma coisa. Pesquisa, testa, mas só com o bebê fora da pança é que vai dar pra saber se a moça é de confiança.

Enxoval

Isso sim, tem que estar pronto antes de o bebê nascer. Tem as coisas óbvias, tipo fraldas, roupinhas, berço, carrinho, cadeirinha do carro e tals. Mas tem coisas que dá pra adiantar ainda mais e eu digo que vale a pena.

Por exemplo: roupinhas pra 6 meses. Super prático ter um guarda-roupa todo pronto pra quando seu bebê crescer (e às vezes eles começam a usar roupa de 6 meses aos 3). Aí o que faltar você vai completando. Eu acabei economizando por ter feito isso, porque depois que a Emília nasceu, tudo o que falta eu compro no primeiro lugar que achar. E quase sempre sai mais caro. Durante a gravidez, eu tinha tempo pra pesquisar, pechinchar, esperar chegar coisas pela internet ou pela irmã que viajou.

O que não comprei antes foram coisas pra comer (babadores de plástico, cadeirinha, prato, colher), só mamadeiras pro caso de ela precisar. Isso porque ela só começaria a comer aos 6 meses. Mas, sabe, me arrependi de não ter pedido pra minha irmã trazer algumas dessas coisas dos EUA. Porque agora é um saco sair pra comprar e, como eu disse, não rola de ficar indo de loja em loja pesquisando preço com um bebê a tiracolo.

Alimentação pós-parto

Importantíssimo. Super recomendo deixar planejado como você, pós-parida, vai se alimentar. Lembrando que você vai estar amamentando por aí de 2h em 2h, provavelmente vai estar cortada em algum lugar, na frente ou embaixo e, ainda que tenha um parto roots facilíssimo, pós-parto é pós-parto e não dá pra sair por aí mexendo panelão de feijão no dia seguinte. Além disso, no 1o mês o Dr. Pediatra não vai deixar você levar a cria àquele restaurante bacanérrimo com ar condicionado, e suas opções de comer fora vão ficar bem restritas. Então, se você não quiser passar o pós-parto comendo China in Box e pizza delivery, eis minhas dicas.

Ali pela 37a semana, enchi meu congelador com feijão, grão de bico, sopas, proteína vegetal, enfim, tudo que dá pra congelar. Também fiz uma super feira com todo tipo de não-perecíveis e abasteci a despensa (aproveitei pra comprar estoque de produtos de limpeza, papel higiênico, aquelas coisas indispensáveis ao nosso dia-a-dia. Uma beleza, passamos quase 2 meses sem precisar ir ao supermercado). Arranjei também um serviço de feira em domicílio, e passei a encomendar frutas, legumes e verduras por e-mail. Depois, arrumei uma pessoa pra vir aqui em casa um dia por semana cozinhar. Finalmente, tinha mamãe que me mandava saladas e umas comidinhas feitas no dia, o que ajudou muito no 1o mês.

+++

Taí o que lembrei. Quem quiser, se esbalde. E quem quiser mais, a palpitaria está aberta.

14 comentários:

Roberta disse...

Ótimas dicas, Lia. Como eu optei por trabalhar em casa e não coloquei Luísa na creche, eu colocaria sim neste item a babá, caso a pessoa vá ter alguém pra dar uma força em casa. Pode ser que não dê certo, mas a coisa pior que existe é você ter que ficar entrevistando gente entre uma mamada e outra.
beijos

Maya disse...

Adorei Lia!
Sabe que eu nem tinha pensado nesse assunto da alimentação pós parto!
É mesmo uma boa idéia deixar umas comidinhas caseiras congeladas!
Bjos!

Sandra - Mamãe e Aprendiz... disse...

Oi Lia! Sempre visito seu blog, mas ainda não havia comentado. Boas suas dicas, com certeza! Minha filha já tem 1 aninho, e realmente muitas coisas que a gente acha que vai 'morrer' se não adquirir antes de o bebê nascer, são mesmo dispensáveis.
Que eu lembre agora, só tenho duas observações para fazer: sobre o chá de bebê, eu não fiz e não fez nenhuma falta mesmo.
E sobre o berço: eu não dei muita atenção (porque eu realmente nem sabia direito o que era importante e o que não era...) e agora que ela cresceu acho falta: a grade regulável-que abaixa- escolhi um berço lindo, mas não abaixa a grade, e agora ela está pesada pra pôr dormindo no berço...
Ah, se puder, dá uma passadinha lá no meu cantinho...
Super beijo pra Emília!

Michelle disse...

Muito legal, adorei as dicas. Obigada!!!

Ana Paula disse...

Valeu demais !
Bjs

Luíza Diener disse...

demais mesmo, lia!
e eu estava bem com esse lance de deixar pra comprar algumas coisas só quando o bebê crescesse. mas acho que vale mesmo a pena encomendar algumas coisas logo agora, especialmente as canadenses livres de tóxicos

piscardeolhos disse...

bem útil, flor.
só tenho uma observação: sou tão fiel ao pediatra quanto ao marido :)
mas é porque o meu merece fidelidade.
quando fui à consulta pré-parto eu já sabia que ele era super pró-amamentação, contra medicação desnecessária e excelente em diagnosticar os ... toc toc toc (bate na madeira 3 vezes) .
sabia também que ele não aceitava convênio algum.
o pediatra passa a ter uma super importância - na minha opinião - depois que a criança entra na escola.
porque é aí que elas passam a ficar doentinhas (antes disso dificilmente rola febre, resfriados e afins - a não ser que o bebê conviva com pessoas doentes, claro).
a partir dessa fase são importantes duas coisas:
1. a disponibilidade do pediatra, que tem sim que retornar ligação e atender telefone as 3 da manhã.
2. a capacidade de olhar a doença de uma maneira calma, sóbria e ponderada - nada de receitar antibiótico sem necessidade! temos que lembrar que antibiótico mata as bactérias ruins E as boas também, debilitando o sistema imunológico da criança e criando uma gama de bactérias super poderosas no mundo (assunto pra discutir em mesa de bar...)
o item 2 parece óbvio mas não é.
vc vai perceber que vai ter um monte de bebê com a emília tomando tudo que é tipo de medicamento porque o pediatra receitou.
soy contra!
remédio tem que dar quando precisa (sim, eu dou anti-febril) e não porque o pediatra não quer se incomodar.
enfim, acho a escolha do pediatra importantíssima.
e se vc não estiver feliz - pé na bunda dele!

Christina Frenzel disse...

Lia, adorei as dicas - queria ter pensado nelas antes da Ciça nascer rsss
Mas olha, pediatra é uma coisa séria mesmo. Em pouco mais de 3 anos de vida a Ciça ja teve, por alto, 5 pediatras. Num só ano trocamos 3 vezes até acertamos com o atual, há mais de 2 anos =)
Creche também é um problema sério... Todas têm seus problemas e defeitos, é impossível a creche 'perfeita'. Acertamos na da Ciça, mas sempre fico ouvindo atenda o que as mães de outras têm a dizer...

A gente não sossega, né?

Beijos

Sarah disse...

Nossa Lia, que invejinha da sua mega organização! Principalmente no último quesito, o alimentação pós-parto. Por que vc não fez esse post tipo 1 ano e meio atrás hein?? :P
beijo!

Hilan Diener disse...

mandei pra luiza! ler! temos que correr! hahaah

Ju Dalzoto disse...

Oi Lia!!

Nem sei como cheguei até aqui, mas adorei conhecer seu blog e suas idéias!!!

Belas dicas!!! Tb gosto muito planejar e organizar as coisas pra não ter imprevistos ou pelo menos está mais ou menos preparada se eles aparecerem ;)

Bjokas pra vcs! Linda sua filhota! Parabéns!

Patrícia Boudakian disse...

Menina do céu, eu juro que queria ser assim como você mas não consigo. Tento me programar e fazer as coisas com antecedência, mas sempre deixo tudo pra última hora. É fogo, viu! Quem sabe quando estiver grávida não mudo o curso das coisas e começo a ser mais organizada... será?
Adoro seu blog, viu? Espero que goste do meu canto tb, apareça!
beijos!

Lua Ugalde disse...

Adorei as dicas Lia! Como estou morando com a minha Mammy não me importei muito com a comida, pois ela fazia todos os dias...mas enxoval, é o que há de bom deixar preparado antes, pq o baby pode fazer uma surpesa como foi o meu caso: Ele nasceu tão grandão que as roupinhas que levei para a maternidade( e outras que ficaram em casa)não deram nele!
Bjooos!

www.devaneiosmaternos.blogspot.com

Lia disse...

Chris e Rô, super concordo com a máxima importância do pediatra. É por isso mesmo que eu acho que nem sempre dá pra achar o Dr. certo sem levar o bebê, né? Eu dei muita sorte, o médico que atendia (do verbo não atende mais) meu convênio era maravilhoso. Mas como agora eu tenho que pagar, peguei logo um que não atende convênio nenhum pra ter um tratamento mais exclusivo.

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