quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Nova lojinha de decoração para pequenos



É da prima de uma amiga. Ela nem precisou me pedir pra divulgar, porque eu amei e não podia deixar vocês de fora.

Nid de Petits, http://www.niddepetits.com.br/.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Floripa com bebê de um ano

E lá vamos nós viajar outra vez.

Não é agora, é nas férias de janeiro, e o destino é Floripa! Queria pedir de quem já fez turismo por lá dicas de programas, restaurantes e, principalmente, hoteis baby friendly.

Sei que várias das minhas leitoras têm maravilhosos blogs de viagens, mas é tanta coisa boa que não estou conseguindo pesquisar postagens sobre Floripa em todos eles. Então quem puder me ajudar, deixem nos comentários os links ou as dicas.

Brigadu!!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tá ruim, mas tá bom!

Emília continua acordando à noite, incontáveis vezes. Ela chora, o pai a pega no colo e ela fica toda suricata, como se estivesse acordando de vez, para todo o sempre. Não encosta no ombro dele, não amolece, não dá margem pra ser ninada. E só volta a dormir no peito (pelo menos aí é imediato).

Então, para evitar as idas e vindas de vez em quando temos apelado para a cama compartilhada.

Não sou defensora da cama compartilhada e nem contrária a ela. Assim como quase tudo na maternidade, é uma prática que pode funcionar para algumas famílias e para outras não.

Antes de passar minhas impressões sobre nossa experiência, quero deixar duas coisas claras:

- li diversos estudos e não vejo nenhum fundamento científico que aponte possíveis problemas emocionais decorrentes da cama compartilhada, como dependência excessiva dos pais, inseguranças e problemas sexuais;
- da mesma forma, não encontrei nenhum dado convincente de que deixar a criança dormir sozinha em seu berço geraria traumas.

Assim, eliminemos esse papo de que uma ou outra prática – leito conjunto ou berço – causaria danos ao bebê e deixemos nosso instinto materno e nosso coração apontarem o caminho (ui, que brega!).

Lá em casa é assim:

Nem eu nem o Rafael somos entusiastas da ideia de dormir junto com Emília. Ele morre de medo de esmagá-la, então passa a noite no cantinho da cama e acorda todo dolorido. Eu tenho o sono super leve, e tenho dificuldades de dormir com aquela coisinha rodopiante ao meu lado. Some-se a isso o fato de que nossa cama é tamanho padrão e não tem espaço sobrando, então dormimos com muito amor, se é que vocês me entendem.

Como Emília nasceu dormindo super bem, foi direto pro bercinho dela e assim foi até os seus 8 meses, por aí. Até que tudo mudou.

Mesmo ela tendo começado a acordar mais de duas vezes por noite ali pelos 4 meses, sempre foi tranquilo devolvê-la ao mundo dos sonhos. Muitas vezes nem era necessário tirá-la do berço, e quando tínhamos de pegá-la no colo ela costumava voltar a dormir rapidamente. Quase sempre quem fazia isso era o Rafael, a menos quando ele estava adoentado ou muito cansado.

De um mês pra cá, mais ou menos, o Rafael não consegue mais acalmá-la. Mesmo sendo bastante flexíveis quanto à possibilidade de aplicar técnicas pra ajudar o bebê a dormir, sempre tivemos a filosofia de não deixá-la chorando, especialmente de madrugada. E não estou falando somente de abandonar o bebê no berço: chorar no colo também não vale no meio da noite. Começou a se esgoelar, peito!

Então foi ficando assim: peito três, quatro, oito, infinitas vezes à noite. E o Rafael, coitado, ficou apenas com o papel de tirar Emília do berço e levá-la pra nossa cama.

E estamos na seguinte situação: a menos que tenha sérios problemas pra pegar no sono, e não consiga adormecer depois de ter transformado meus peitos em duas muxibas, Emília vai pro berço assim que dorme (esse negócio de colocar o bebê acordado no berço às vezes funciona, às vezes não, e quando ela está dando muito trabalho vai pro berço só quando capota). Caso contrário, normalmente quando já estamos cansados, tentamos acalmá-la na nossa cama. A gente avalia se é arriscado devolvê-la pro berço ou se é melhor deixá-la onde está. Nem sempre a gente escolhe certo, mas a paternidade e a maternidade são assim mesmo.

Às vezes ela fica no berço até a primeira acordada, ou até a segunda, enfim, até a gente achar que dormiremos melhor com ela na nossa cama que levantando toda hora. A máxima pra decidir onde ela dorme é: ela dorme onde pudermos descansar melhor, todos os três.

Estou com a consciência tranquila a respeito das nossas atitudes, sem ficar achando que eu estraguei Emília dando o peito de madrugada. Eu sempre dei o peito se ela chorava à noite, durante 8 meses, e só agora ela parece estar “dependente” dele pra dormir. Ou seja, não foi algo que eu ensinei – a menos que ela seja burrinha e só conseguiu aprender aos 8 meses.

Parece que foi mesmo uma necessidade que surgiu agora. Não é chupeta, porque ela mama forte, sinto os dutos jorrando leite. Ela come o dia inteiro e mama a noite inteira, o que me faz pensar que talvez ela esteja numa fase de desenvolvimento onde há um gasto metabólico tão alto que ela não dá conta de ingerir todas as calorias necessárias só durante o dia. Pode ser também uma forma de compensar minha ausência durante o dia, por causa do trabalho.

Em todo caso, prefiro errar dando peito e consolo demais que de menos. E, cá entre nós: a qualidade do sono não é a mesma, mas é impagável a sensação de acordar e olhar aquela cara olhudinha e aquele moicano despenteado...

+++

E para quem já pensou em dividir o leito mas teme as consequências sobre sua vida sexual, proponho a cama semi-compartilhada: bebê dorme no berço até despertar no meio da noite, depois vai pra cama dos pais. Daí o casal tem a primeira parte da noite – quando normalmente rolam as coisas, né? – só pra ele.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Tchau!

Esqueci de contar um acontecimento especialmente notável sobre a viagem: no voo de ida, Emília fez amizade com um passageiro alguns bancos atrás do nosso e passou a viagem toda enfiando a cabeça no corredor, dando tchauzinho e gargalhando pro moço. Nem preciso dizer que apaixonou, né? Chegando, vários passageiros comentaram que fofura.

O tchauzinho virou a nova mania de Emília. Ela dá tchau pra janela, pra porta, pra grama e, claro, pra todo mundo. É eu ir saindo da salinha da creche pra ela começar a abanar a mãozinha aberta.

Algumas poucas vezes ela faz isso espontaneamente, como um reflexo, mas na maior parte do tempo é bem consciente. Quando alguém acena, ela acena de volta.

Mas o mais fofo é que você não precisa fazer o gesto pra ela entender: quando ouve a palavra “tchau”, lá está ela balançando a mãozinha. “Dá tchau, Emília!”, e ela obedece, quase sempre com um sorrisão em forma de D.

Delícia de fase. Muito gostoso ver ela começar a compreender as palavras e reagir a elas. E o melhor: a primeira palavra que ela aprendeu não foi o tradicional “não”. Foi “tchau”!

+++

E aproveito pra contar uma grande alegria que tive ontem na creche. Uma das educadoras veio conversar comigo sobre como Emília era dócil e sociável. “Ela toma banho com todas (são três educadoras), come com todas.” Aparentemente, a maioria das crianças seleciona e às vezes não aceita uma delas. Ela comentou que havia uma bebê que estava em fase de adaptação e que chorava o tempo todo. “Nossa esperança é que em breve ela fique igual à Emília!”

É ou não é pra se encher de orgulho?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sem lenço e sem documento

Esse fim de semana a avó do meu marido comemorava seus 80 anos, e lá fomos nós para o interior de Minas. Família toda contente com a visita da ilustre Marquesa de Rabicó, e nós só a bagaceira da mexerica depois de viajar 4 dias de 5.

Sexta, voo pra BH. Sábado, 300km de estrada pra Três Corações. Domingo, descanso. Segunda, volta pra BH e terça finalmente chegamos a Brasília – que, aliás, está linda linda, toda verdinha e com os flamboiants floridos.

Digno de nota é o fato de que moizinha, uma das mães mais organizadas da blogosfera, esqueci de levar a certidão de nascimento da Emília pro aeroporto. Não riam, é verdade.

A Paloma sugeriu que eu fizesse uma mini certidão, do tamanho de um RG, pra manter na carteira evitar que isso acontecesse. Ocorre que eu já tinha uma certidão dessas, e mesmo assim ela ficou em casa.

Eu tenho uma justificativa, vai. Quando eu estava de licença, mantinha todos os documentos da Emília na bolsa dela – certidão e cartão de vacina –, que eu carregava pra todo lado. Como agora ela vai à creche e leva essa bolsa, deixei tudo numa pasta. Mas lição aprendida e divulgada: mantenham as certidão dos seus filhos na bolsa de vocês, até porque – toc, toc – você pode precisar levá-lo a uma emergência ou coisa do tipo.

Resumo da ópera: liguei pra minha irmã, que atravessou a cidade pra buscar o documento na minha casa e novamente pra entregá-lo no aeroporto. Por segundos não perdemos o voo.

E a segunda nota: vocês sabiam que existem aviões sem trocador??!?! Pois existem. Na viagem de ida, Emília fez cocô e lá fui eu ao banheiro trocar. Olha, olha, cadê o trocador? Fui perguntar pro comissário. Daí ele disse que ia ver no outro banheiro e me voltou com a notícia: “Desculpe, senhora, mas esta é uma das aeronaves que não possuem trocador nos toaletes.”

Graças aos céus que era um micrococozinho, praticamente inodoro, e deu pra segurar a onda até chegar. Mas vocês já imaginaram que o desfecho poderia ser bem mais escatológico.

No mais, seria tanto pra contar que prefiro não contar nada e deixar pra vocês só essas duas dicas: não esqueçam os documentos do seu filho e pensem no cocô antes de comprar passagem na companhia mais barata. E boa viagem.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Nove meses

Viajei este feriadão e não avisei. Peço perdão aos meus fãs (ok, os fãs são da Emília, mas finge que, né?).

Muita coisa pra contar e pouquíssimo tempo, então faço um post relâmpago de mesversário pra dizer que Emília ainda não engatinha, mas faz o maior esforço.



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Primeiro aniversário do papai

Ontem foi aniversário do Rafael e planejamos um cineminha pra depois que a Emília dormisse. Combinei com minhas irmãs pra irem lá pra casa e nos ligarem em caso de alguma emergência.

Mas como na vida de pais tudo o que se planeja pode ser desplanejado a qualquer momento, as comemorações não saíram bem como a gente pensava.

Primeiro, a Emília teve febre. Isso foi na segunda, mas teve de ficar ontem em casa em observação. Apesar de ela estar bem, ficamos com medo de ir ao cinema, que era longe, e cogitamos trocar a programação por um jantarzinho perto de casa.

Mas aí ela resolveu não dormir. Passou de 20h e nada de Emília tirar a pilha. Ok, não dava mesmo pra ir no cinema (o filme começava às 20h30). O tempo ia passando, minhas irmãs chegando e meu estômago roncando. Eu deitada com Emília na minha cama, cantando:

“Abelhinha estava tão cansada, tão cansada...” – e Emília respondia: NANANA! DADADA!!

“Parou e ficou quietinha, tão quietinha...” – e Emília chutava minha barriga, rolava de bruços e começava a se arrastar de ré até o pé da cama. Eu a colocava de volta na altura da cabeceira e ela descia, igual rolo de máquina de escrever, que vai escorregando até você dar um tabefe e ele voltar. E recomeçava...

Daí desisti. Peguei Emília e fomos todos pra sala. Daí descobri que minha irmã tinha pedido pizza. Duas pizzas, só pra ela (a outra irmã tá na dieta de lactose).

“Então, irmã, eu tava com fome e pedi uma pizza. Daí tava na promoção e ganhei outra!”

Muito conveniente! E assim passamos o aniversário, nós cinco (Emília, Rafael, eu e minhas duas irmãs), comendo pizza em casa. Ainda bem que não era aniversário de casamento...

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