Algumas pessoas têm perguntado, desde que comecei a falar da introdução de alimentos, se a Emília não toma mamadeira. Andei respondendo nos blogs, mas como muita gente se interessou pelo assunto resolvi falar sobre isso aqui.
Enquanto ficou no aleitamento exclusivo, até 5 meses e meio, Emília não tomou mamadeira nem copinho. Só peito. Só depois de 2 semanas de introdução de alimentos, já com seis meses, é que fui tentar pela primeira vez o copinho de aprendizagem (com aquele bico achatado e molinho. O líquido só sai se o bebê sugar). Comecei oferecendo água, depois suco. Ela adorou a brincadeira: ficava mordendo o bico e nada de sugar. Percebi que de vez em quando ela dava uma sugadinha e vi que ela estava bebendo, mesmo que pouquinho. E oferecia sem compromisso, deixando ela brincar com o copinho.
Mas o tempo foi passando e nada de ela beber de verdade. Supus que era porque de tanto mamar ela não precisava de líquidos. Só por desencargo, tentei um bico de mamadeira tradicional e foi a mesma coisa: morde, morde, morde.
E assim a coisa foi até hoje. Daí minha preocupação com a questão peito-comidinhas-líquidos-creche. Porque se ela tomasse líquido no copinho, leite ordenhado eu tenho o suficiente. Resolveria a questão de ela comer pouco; eu poderia ficar mandando meu leite pra escolinha até ela engrenar nos sólidos.
Como eu contei
ontem, ela parece que sabe beber do copo igual adulto. Hoje tentei de novo o copo sem a tampa e ela deu umas boas goladas. Só que isso só funciona pra oferecer água, primeiro porque faz a maior bagunça, depois porque se ela tomasse leite desse jeito eu ia ter que ordenhar o triplo do que ela precisa.
E fazendo assim a ligação com o terceiro dia de adaptação na creche, decidi com a educadora que amanhã ela vai tentar oferecer meu leite no copinho depois do lanche. Só deus sabe se ela vai beber. Se não, olha o leite derramado!
Aconteceu exatamente o que eu temia. Com a fome apertando, ela foi ficando sensível. Daí, na hora do banho, começou a berrar ao tirar a roupa. Parou de chorar na água e voltou a se esgoelar quando a tia foi pôr a roupa (detalhe: eu estava beeeem longe da salinha, lá na recepção, mas conseguia ouvir o choro e identificar claramente que era comigo).
Já era a hora do almoço dos pequenos quando me chamaram pra oferecer a refeição (eles pedem pro responsável fazer isso só da primeira vez, pra educadora ver como é feito em casa). Emília até segurou bem a onda e abriu a boca pra umas duas colheradas de papinha, mas começou a chorar muito (olha que dó: ela abrindo a boca, aceitando a papinha e chorando. Como se dissesse: "eu tô com fome, por isso tô comendo - e olha que a papinha tá boa, viu? -, mas eu queria mesmo era o peito".) Aí eu disse pra tia: "Se fosse em casa, eu daria o mamá e ofereceria a papinha depois". Ela prontamente concordou.
Superficialmente, parece que hoje não deu certo. Mas não aconteceu nada de diferente dos outros dias, apenas Emília ficou mais tempo e provou pro mundo que ainda precisa mamar bastante. Ontem foi tudo lindo, mas a gente saiu de lá mais cedo e ela foi direto pro peito. Ou seja.
Então amanhã a educadora tenta o copinho com o leite, e se não der certo eu estarei lá. Enquanto isso, vou fazendo minha parte em casa, tentando oferecer o máximo de líquidos no copinho (já fiz um suco delicioso pro lanchinho de daqui a pouco), e torcendo pra ela beber cada vez mais. E estou otimista, viu? As comidinhas tiveram um avanço considerável: agora ela abre a boca, pede mais, e mesmo comendo pouquinho, já tá fazendo um cocô bem mais firme. Nem lavo mais a fralda direto na pia; antes eu jogo o excesso na privada, senão o ralo fica cheio de pedaços.
Por hoje é só, pessoal. Amanhã tem mais.
Ah: e sobre a máxima de que a adaptação é mais nossa que deles. Gentes, achei não. Pra mim tem sido bem fácil. Pra minha Florzinha é que a coisa apertou.