quarta-feira, 24 de março de 2010

Campanha de vacinação contra gripe A: e o meu bebezinho?

A Mari fez um post sobre a vacinação de gestantes contra a Gripe A. Futucando sobre o assunto, surgiu uma dúvida.

Serão vacinados os seguintes grupos, considerados de risco:
- gestantes;
- crianças de 6 meses a 2 anos;
- pessoas portadoras de algumas doenças crônicas; e
- população saudável de 20 a 39 anos.

E a Emília, que tem 2 meses e meio? No hotsite da campanha, o Ministério da Saúde esclarece que menores de seis meses não serão vacinados porque não há testes que comprovem a resposta imunológica desse grupo à vacina que foi adquirida no Brasil. Daí eu me pergunto: e quando ela tiver seis meses? É pra vacinar?

O site diz que as mulheres que vierem a engravidar deverão ser vacinadas depois da campanha, mas não fala nada sobre os bebezinhos. Então mandei um e-mail pro Ministério e obtive a seguinte resposta: as crianças só serão vacinadas durante a campanha, então os bebês que não completarem seis meses até o seu término não serão vacinados.

Pra quem não gosta de vacinas, boa notícia. Mas eu fiquei foi com meda, porque Emilinha completa 6 meses em pleno inverno e vai direto pra creche. Fazer o quê? Fé em Deus...

E eu e o marido vamos nos vacinar.

terça-feira, 23 de março de 2010

As estrias ocultas

A Lu acabou de publicar um post sobre hidratantes, o que me fez lembrar de um recado importantíssimo que tenho de dar às gestantes.

Você sabe que gravidez dá estria. Sabe que a pele estica e rasga, não só na barriga mas também em outras partes que crescem. Você sabe disso e, pra prevenir, usa hidratante várias vezes ao dia, óleo e coisa e tal. E você está certíssima. Mas tem algo que você não sabe...

Eu tenho estrias, nos seios e na bunda. Herança da adolescência. Brasília é seco pacas e aqui as estrias são muito comuns, mesmo em pessoas baixinhas ou magras (não sou exatamente magra, mas também nunca fui gordinha). Minha mãe não me orientou a usar hidratante na época porque ela não sabia que adolescentes sem sobrepeso tinham isso. Ela nunca teve. As estrias foram aparecer depois da 4a gestação, quando, adivinhem onde ela estava morando? Isso, em Brasília.

Na época, fiz tratamento com ácido retinoico e fiquei bem apresentável. As marcas não somem, mas ficam bem mais discretas. E o dermatologista ensinou a prevenir futuras estrias com hidratação constante.

Engravidei e lembrei de todas as lições. Passei hidratantes específicos para gestantes (durante a gravidez, desenvolvi alergia ao óleo de amêndoas) na barriga toda, nos seios, na bunda, na coxa, na batata, nos braços... Fui exemplar.

Daí estava eu, um mês depois do parto, me olhando orgulhosa de não ter tido umazinha estria sequer. Acontece que comecei a observar uma parte que esteve oculta aos meus olhos durante uns bons meses: LÁ. Lá, sob os pelos. E o que percebi? ESTRIAS!!! Não acreditei. Puxei, repuxei, e era isso mesmo. Reclamei com o marido, desconsolada. Eu tinha me cuidado tão direitinho... "Ah, amor, nem dá pra ver! Não aparece nem no biquini." Isso, papo de homem. Mostro pra minha irmã. "Olha, Lídia, onde apareceram estrias." E ela: "Nossa, tá com estrias mesmo!"

Então, se você acha que cobriu com óleo todas as áreas possíveis de rasgarem, tente mais embaixo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Suor e leite

Meu fã número um reclamou da ausência de postagens. "Estava cuidando da sua filha, querido". Pois florzinha andou meio chorosa hoje de manhã, pra variar quase não sonecou (está sonecando agora. Vamos ver quanto tempo vai durar) e, como resultado, terminei a manhã sem blogar e de pijama! Pessoal, desde que voltei no hospital que não passo a manhã de pijama!

Agora que uma grande amiga me ligou dizendo que vem nos visitar, resolvi trocar de roupa e estou aqui de legging e top. E pra quê? Pra já ir me preparando pra malhar no fim da tarde! Isso mesmo, comecei na academia.

E como é malhar com uma filha de dois meses que só mama no peito? No mínimo, complexo. Pra começar, quinta-feira quase perdi minha avaliação, marcada pra hora do almoço, porque meu marido se atrasou. Chegou em cima da hora e fui sem almoçar - mas o mais importante estava feito: amamentei florzinha logo antes de sair. Aliás, essa é a chave pra essa malhação dar certo. Só saio se ela tiver mamado na última hora.

Mesmo com todo meu sistematismo, ainda não consegui estabelecer uma rotina tão rigorosa ao ponto de conseguir prever os horários das mamadas. Além do mais, como já disse, estamos na livre demanda. Tem dias que ela mama de três em três horas, mas na maior parte das vezes os intervalos são de 2h, 2h30. Já pensei até em colocar os dados (eu anoto tudo) numa planilha pra descobrir algum padrão, mas ainda não tive tempo. Por enquanto, o negócio é eu me programar pra estar em casa no máximo 2h depois do início da última mamada.

Por causa dessa restrição de horários, não voltei pro boxe nem entrei na natação. Tive de me render ao chatíssimo esquema das academias, porque tem uma exatamente na frente da minha casa e eles oferecem atividades o dia inteiro. Se eu perder uma aula, posso ir na próxima. E se tiver qualquer emergência, posso voltar correndo pra casa, sem o risco de ficar presa no trânsito.

Então fui lá, na cara e na coragem, me matriculei e comecei na sexta-feira. Ginástica localizada às 7h, depois de acordar às 6h20 pra amamentar. Que delícia! Passei o fim de semana dolorida e já estou ensaiando o adeus à minha barriga partida ao meio.

Hoje pretendia fazer a mesma coisa, mas algo maravilhoso está acontecendo: minha filhota está se desmamando na madrugada! Ontem foi dormir às 20h e só acordou 5h50!! Olha que crescidona! Teria sido perfeito se meu corpo ainda não estivesse preparado pra amamentar de madrugada. Daí que ela secou um peito e o outro ficou uma bola gigante. Sem condições de malhar "mameta" (perneta, maneta... enfim, com um peito muito maior que o outro).

Mas a ideia da academia era essa mesma: não deu dessa vez, vou na próxima aula. E hoje já avisei o marido: "amor, vou na aula das 18h40. Esteja em casa".

Confesso que é estranho deixar meu bebê pra ir ali fazer uma coisa chatíssima. Mas não consigo viver sem atividade física, e o motivo não é nem um pouco estético. É uma questão de saúde mesmo. E cuidar de criança detona sua coluna e seus tendões, então é bom estar preparada. E tem minhas hérnias, e tem que quero engravidar de novo ano que vem... e quanto mais a gente demora pra retomar, mais difícil fica.

É isso aí. Agora o resguardo acabou de vez.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ainda sobre a orelha - respondendo aos comentários

Não costumo postar duas vezes no mesmo dia, mas para responder aos últimos comentários, só fazendo outro post.

Vocês não entendem nada de orelha! O design, as curvas... enfim, os traços que levam à semelhança entre a minha orelha e a da minha filha.

Só os artistas me entendem, né, Vincent?

A orelha é minha!

Muitas de vocês devem conhecer esta história: você passa nove meses entre náuseas, vômitos, dores nas costas, crises de auto-estima, abstinência alcóolica, inchaços, falta de roupas. Depois, passa 17h em trabalho de parto, só tomando líquidos, sabendo que em breve ficará com a barriga molenga, o músculo abdominal partido ao meio e alguns insistentes quilinhos a mais. Isso tudo, pra quê? Pra criança nascer a cara do pai!

Tudo bem que ela seja parecida com o pai. O pai é lindo. Mas daí vem alguém te dizer que é a FOTOCÓPIA do pai, que ela não tem NADA a ver comigo. E esse alguém, quem é? Ele mesmo, o pai. Ainda bem que a maternidade é incontestável, né? Pior seria se fosse o contrário. Pobre padeiro...

Pior é que é verdade. Minha mãe comparou as fotos da Emília com as fotos minhas e dos meus irmãos bebês, numa inútil tentativa de achar alguma semelhança. É. A mocinha puxou mesmo foi o pai.

E o Rafael, tentando me consolar: "Amor, ela puxou seu sexo! O sexo é grande parte da personalidade de alguém."

Mas aí alguém disse: "Ela tem a sua orelha". Hem?? Orelha? Jesuis, quem é que repara em orelha, a menos que seja de abano?? (Aliás, amo bebês com orelhinha de abano, tipo Dunga dos sete anões! Coisa fofa!). Nem dei bola. Conta outra, vai, fala que ela tem o meu branco do olho.

Mas eis que ontem estava amamentando e reparei que a orelha da Emília estava virando orelha de adulto. Mais durinha, cheinha e branquinha. E olho bem. E reparo nas orelhas do marido. NADA a ver. Meu deus. A orelha é minha!

Vejam só se não é verdade...



Orelha de papai.



Orelha de mamãe.



Orelha de florzinha.

É ou não é minha filha??

quarta-feira, 17 de março de 2010

Meus ideais

Estou devendo há um tempão um post sobre as fraldas de pano e outras coisas que eu pretendia usar ou fazer. Demorei porque com poucas semanas de vida da minha filha não dava ainda para chegar a conclusões sobre tudo. Nunca dá, né? Mas, por enquanto, segue aí um resumo dos meus ideias pré-parto e de como eles têm se concretizado na prática.

Fraldas

Sim, estou usando fraldas de pano a maior parte do tempo. As descartáveis ficam para a noite, passeios e ocasiões em que todas as de tecido estão sujas ou molhadas.

Tanto as nacionais (Fralda Bonita) quanto as importadas (estou usando BumGenious e tenho uma amiga que usa Fuzzi Bunz) funcionam bem. Detalhe: se você optar pelas fraldas tamanho único, ajustáveis, provavelmente será necessário que o bebê cresça um pouco antes de usar. Como as perninhas ainda são magras, elas não enchem o buraco e as fraldas vazam. Com um mês e meio, as fraldas já estavam bem justinhas nas coxas da Emília e os vazamentos acabaram. Já minha amiga das Fuzzi bunz teve de esperar a filha completar 3 meses pra conseguir usar as fraldas.

Foram necessárias também algumas lavagens até que o tecido começasse a absorver bem. Ele vem com uma goma.

Quanto à lavagem, estou fazendo o seguinte: as de xixi, ponho direto no cesto, sem passar água ou deixar de molho. As de cocô eu tenho que esfregar bem antes de colocar de molho. Duas vezes por semana a diarista vem e lava tudo na máquina. Eu tento lavar mais uma vez no meio da semana pra não faltar, mas nem sempre consigo e aí entram as descartáveis.

Elas demoram uns dois dias pra secar (porque as minhas não são desmontáveis; minha irmã não achou pra comprar). Quando preciso usar e ainda estão úmidas, coloco na secadora em baixa temperatura.

Dá trabalho? Dá um pouquinho. Quando vou pra casa da minha mãe, por exemplo, levo algumas de pano (que ocupam mais volume na bolsa que as descartáveis) e tenho de trazer no fim do dia um saco cheio de fraldas sujas. As de cocô, tem de esfregar. E, apesar de elas serem seguras para passeios curtos, porque absorvem muito bem, quando estão cheias de xixi você sente o cheiro (cheirinho de desfralde, minha gente! Aaaah aquela caminha molhada!).

Mas, para mim, está valendo a pena. Com a economia em descartáveis, em breve as fraldas de tecido estarão pagas. Além disso, é muito reconfortante deixar de jogar fora diariamente dois sacos cheios de lixo não biodegradável. E ainda confio na história que contam por aí de que com as fraldas de tecido o desfralde é mais fácil. Isso ainda veremos.

Chupeta

Emília continua sem chupeta. Até agora, não precisou. Quando chora, sempre é algo que não se resolve com chupeta: fome, dor, cansaço. Em relação ao sono, ocasião em que a chupeta poderia ser uma aliada, estamos bem. À noite, ela normalmente dorme depois da última mamada. Quando isso não acontece, basta ficarmos com ela no colo, sentadinhos na poltrona, cantando por no máximo meia hora até ela adormecer. É um momento raro e gostoso.

Quanto ao sono diurno, as coisas melhoraram. Pensei nos comentários da Roberta e da Ana e bolei uma estratégia pra facilitar as sonecas: não fazer absolutamente nada. Como eu disse, ela está numa fase de muita atenção. Tudo é estimulante. Mas algo que aparentemente a estava distraindo do sono era a minha presença. Então passei a "abandoná-la" toda vez que dá sinais de cansaço. Coloco o carrinho num canto mais escurinho e deixo lá. Fico só escutando e olhando com o rabo do olho, tomando cuidado pra ela não me ver. Muitas vezes funciona. O importante é que, mesmo quando não dorme, ela tem andado muito feliz e bem-humorada.

Quando a chupar o dedo, ela ainda não descobriu o indicador nem o polegar. Coloca a mão inteira na boca, normalmente quando está ficando com fome. Emília gosta de chupar a mão também quando está de bruços, porque ela fica bem em frente à boca nessa posição. Ontem, estava voltando da casa da minha mãe quando ela começou a resmungar no carro. Coloquei minha mão dentro da cadeirinha pra acalmá-la. Não sei onde ela arrumou consciência corporal para fazer o que fez, mas puxou minha mão em direção à boca com o bracinho e começou a comer meu dedo vorazmente. Aí alguém poderia pensar: "Tá vendo, uma chupeta nesse caso faria ela aguentar até em casa." Mas fome é fome, e chupar coisas de onde não sai leite logo acaba em frustração. Deixei minha tubarãozinha devorar minha mão, mas já sabia que o contentamento não ia durar. O desespero era grande, e em uns cinco minutos ela abriu o berreiro que só acabou quando cheguei em casa e dei o peito.

Enfim, se um dia ela começar a chupar muito o dedo, e o pediatra avaliar que isso está prejudicando a arcada dentária, poderemos avaliar a necessidade da chupeta. Por enquanto, estamos muito bem assim.

Sling

Não rolou assim, logo de cara. Mas insisti, peguei o jeito e hoje a Emília fica bem tranquila no sling. No fim das contas, sling não substitui carrinho nem colo. Há momentos ideais pra cada um.

Prefiro o carrinho quando vou andar longas distâncias, quando vou ficar em pé durante muito tempo ou quando vou a um lugar onde a Emília pode querer dormir. Prefiro que ela durma sempre no carrinho, pra não associar sono a colo.

Prefiro o sling quando a distância não compensa o trabalho de levar o carrinho, especialmente se o deslocamento incluir viagem de carro. O sling é perfeito também para realizar algumas atividades que exigem que as mãs estejam livres. Por exemplo: hoje fui visitar uma academia (vou começar a malhar, minha gente! Mas isso é assunto pra outro post) que fica numa sobreloja. É uma baita escadaria. O sling foi perfeito. Aproveitei o passeio pra olhar umas roupas na loja ao lado, e podia passar os cabides tranquilamente com a Emília penduradinha.

Prefiro sair com a Emília no colo quando o passeio é muito curto e quando poderá ser necessário trocá-la de colo. No sling é mais complicado ficar colocando e tirando o bebê para, por exemplo, ir ao banheiro. Então quando sei que é só sair do carro e ir ali, eu e o Rafael revezamos com a Emília no colo mesmo.

Por enquanto é isso... meu outro ideal era começar a me exercitar o quanto antes após o parto, mas, como eu disse, fica prum próximo post!

segunda-feira, 15 de março de 2010

O salto

Esse sábado minha diarista faltou ao trabalho porque o filho de 13 anos estava no hospital. Fratura no crânio e no braço. Ela veio no domingo e me contou o ocorrido: na escola, uma menina estava descendo a escada de salto alto, tropeçou e saiu arrastando todo mundo escada abaixo. Três pessoas se machucaram, e o caso dele foi o mais grave.

Leio muito em blogs por aí críticas às Suris Cruises da vida, que começam a usar salto mal aprendem a andar. Mas meninas de 13 anos também não deveriam estar usando salto alto, muito menos na escola.

Primeiro, o problema da erotização precoce. O salto é fetiche, é sexy, é coisa de mulher - não de menina. Não dá pra correr, não dá pra brincar de saltinho.

Mas tem também os não menos sérios problemas da segurança e da saúde. Da segurança, não preciso falar. A história da minha diarista já fala o bastante. Quanto à saúde, o uso constante de saltos de mais de 4cm desloca o peso do calcanhar para as pontas dos dedos, causando joanetes, lesões nos ligamentos e outros problemas ortopédicos - isso em adultos. Em crianças, que ainda não estão com o esqueleto formado, as consequências são piores, principalmente sobre a coluna.

A maioria dos leitores deste blog são mães/pais de crianças pequenas, mas a gente sempre pensa no futuro. É bem fácil falar: minha filha de 3 anos não usa salto. Mas e quando ela tiver 10, 12 anos, insinuando virar moça, e quiser sair desfilando de salto por aí?

O certo é: salto, só depois que o esqueleto estiver completamente formado - e, mesmo assim, com moderação. Não digo que vou proibir minha filha de subir uns 4cm numa festinha ou coisa assim. Mas sair tortinha pra escola, jamais!

E aviso às mamães também: salto de mais de 4cm faz mal. Se for fino, se não for centrado no meio do calcanhar e se o sapato tiver o bico fino, os problemas só se agravam. Tem um texto muito legal aqui sobre os cuidados que devem ser tomados pra evitar lesões.

Claro que é muito bom estar poderosa de vez em quando (principalmente pra quem é cotoca como eu). Mas se você revezar o salto com sapatilha pra ir ao trabalho, seu esqueleto vai agradecer.

OBS.: Minha diarista disse que o salto é proibido na escola, mas que as meninas usam mesmo assim.

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