sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Um mês

Hoje é aniversário da Emília! Um mês, ê! E eu fui ao shopping comprar um presente de aniversário da minha mãe pra mim (completo 28 aninhos segunda-feira) e nem tive tempo de escrever aqueles posts fofos do tipo:

- ela já puxa o próprio cabelo (não sem se esgoelar de chorar durante o processo);
- puxa a própria orelha (idem);
- sua brincadeira preferida é lamber a fralda que forra o carrinho;
- ela continua vesga;
- continua careca na frente e com um cabelo de pica-pau no alto da cabeça...
- ...E coisa e tal.

E também não tive tempo de escrever como é difícil comprar blusa no pós-parto. Tem de dar pra abrir na frente, não pode aparecer sutiã, não pode apertar no busto, não pode apertar na barriga e last, but not least, não pode ser baranga! Defícel. Saí do shopping com duas camisas. Nada mal, já que durante a gravidez aprendi como é possível viver bem com seis peças de roupa. E você faz os cálculos, vê que uma calça paga uma consulta no pediatra, e enfim... a vida muda.

Parabéns filhinha linda do coração de mami!

+++

Ah! E meu resguardo acabou! Ê! Dra. Obstetra liberou geral. E a alegria da mamãe aqui: "Oba, posso fazer abdominais!". E o marido só balançando a cabeça...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Enquanto não chega o dia do pediatra...

Me digam o que vocês acham:

- Por que o olho direito da minha filha lacrimeja e dá mais remela que o esquerdo?

- Posso limpar o ouvido dela com cotonete?

- Quando o cabelo dela vai voltar a crescer, ó, céus?! Ninguém merece essa careca!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Amamentando - livre demanda, problemas e soluções II

O primeiro passo para fazê-la ficar mais tempo sem mamar foi aumentar o tempo no peito.

Depois que ela entrou nesse esquema de hora em hora, começou a mamar coisa de 5 minutos por vez. Fiquei preocupada porque assim ela nunca chegava no leite gordo. Até achei que era sede, por causa do calor. Mas isso precisava mudar.

Problema 1: ela dorme no peito.

Solução: MAMA NENÉM, QUE A CUCA VEM PEGAR!! Esfrega o dedo na bochecha, aperta a palma da mão. À medida que o sono vai ficando mais difícil de driblar, puxa o braço, aperta a perna, enfim, quase uma violência contra menores. Quando a coisa está mais grave, tiro a roupa, troco a fralda, coisas assim. Assim, consegui até triplicar o tempo de algumas mamadas.

Problema 2: quando ela mama mais tempo, golfa demais.

Solução: Pausas. Dona Marquesa de Rabicó é meio estabanada. Ela abocanha o peito que mais parece um bezerro. Aí se engasga, tosse, cospe, fica vermelha, joga a cabeça pra trás. Uma judiação só. Às vezes eu insistia em continuar, até porque ela queria mais. Aí depois ela golfava mais ainda, chorava durante e depois da mamada. Outras vezes eu ficava com medo de botar mais leite em um recipiente que parecia estar cheio. Só que ela não se enche com 5 minutos de sucção. Ela apenas mama rápido demais às vezes, e não dá tempo de o leite descer. Passei então a interromper as mamadas depois desses ataques, segurando-a na vertical como se tivéssemos terminado. Depois de alguns minutinhos e um belo arroto, coloco-a de volta no peito e ela continua. Faço isso quantas vezes forem necessárias, até eu ter certeza de que ela terminou. Esse procedimento exige um pouco de paciência, porque para ela mamar 20 minutos, por exemplo, gastamos meia hora. É mais complicado também quando estou em público, porque tenho de ficar tirando e colocando ela no peito, e de madrugada, quando estou naquela condição semi-zumbi.

Adotando essas duas medidas – acordá-la quando dorme e fazer pausas quando ela mama rápido demais –, consegui aumentar o tempo de cada mamada de 5 pra 15-20 minutos. Mas ela continuava chorando depois de uma hora. Pensei em duas hipóteses: hábito ou cansaço.

Então, com muita paciência, eu e Rafael tentávamos acalmá-la nesses momentos. Como ela é um bebê muito fácil, depois de uns 5 minutos de colo e conversa, ela acabava pegando no sono. E aí ela passou a dormir um pouco entre as mamadas e conseguimos chegar às tão sonhadas 2 horas.

Três dias depois, ela começa o dia às vezes mamando em intervalos de 3h, que vai reduzindo aos poucos ao longo do dia até chegar a 2h, 1h30 no fim da tarde. Como eu disse, ela está bem mais alegre, sem aqueles episódios de irritação sem causa aparente. Imagino que estamos no caminho certo. Mas, como alguém já disse, quando você acha que entendeu tudo, tudo muda. E assim seguimos nós, com muita paciência e amor. Essa mocinha merece.

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E quanto ao tempo pra mim: meninas, a Emília é uma santa. Se eu não tivesse tempo pra mim, de onde surgiriam esses meus posts gigantes?? Mesmo na livre demanda, mamãe aqui está super descansada...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Amamentando: livre demanda, problemas e soluções - Parte I

Graças a Deus não tive grandes problemas na amamentação da Emília. Como disse aqui, a pegada dela foi boa desde o começo. Não tive rachaduras nem empedramento. Claro, durante a apojadura, os seios ficaram cheios e doloridos. A solução foi deixar ela mamar o máximo possível e tirar o excesso de leite com a ordenha manual antes e depois das mamadas.

Ela também ganhou um bom peso até o 10º dia, quando fomos ao pediatra, e continua só no peito até hoje. Agora a produção de leite já está estável e estamos encontramos nosso ritmo. Mas é claro que tive algumas dúvidas e dificuldades no caminho e ainda tenho até hoje. Por isso vou compartilhar meus problemas e as maneiras que encontrei para solucioná-los. Tudo sem nenhuma base científica, apenas com base no faro materno.

A livre demanda

Já tinha lido sobre o assunto e pretendia manter a Emília neste esquema: mama sempre que quiser, o quanto quiser. Cada bebê tem um ritmo de sucção, cada mãe tem um fluxo de leite, portanto ninguém melhor que o bebê para saber quando se alimentar. No hospital, os pediatras também recomendaram a livre demanda e assim ficamos.

O problema da livre demanda é: como ter certeza de que o bebê quer mamar? Claro, ele chora. Mas todas sabemos que os bebês choram por diversas outras razões (apesar de a maioria das vezes ser fome mesmo). Aí entra a nossa sensibilidade pra tentar identificar os sinais e começar a diferenciar os sons e expressões que o bebê faz para saber qual a sua necessidade. Mas nem sempre é óbvio.

Eu tinha essa dúvida antes de a Emília nascer, e acabei achando um pouco mais fácil do que imaginava. Mas outra dúvida surgiu: como saber se o bebê terminou de mamar? Ele larga o peito. Ok. Mas às vezes ele larga e depois quer pegar de novo.

Ele dorme. É bem normal o neném capotar no meio da mamada por causa da ocitocina, mas isso não significa que ele se alimentou bem.

Outro problema da livre demanda é que os períodos em que o bebê pede pra mamar muitas vezes são influenciados pelas atividades que fazemos com ele. Se ele não dorme entre as mamadas, provavelmente esse intervalo será menor. Se confundimos outro choro com fome e oferecemos o seio, provavelmente ele acabará mamando com mais frequência e por menos tempo.

No começo, foi muito fácil manter a livre demanda. A Emília mamava uns 15 minutos em intervalos de 2 a 3h, revezando sono e vigília entre as mamadas. Ela estava bem feliz, chorava pouco e dormia muito bem à noite. Então ela não apenas mamava, mas também dormia em livre demanda.

Ocorre que a moçoila foi crescendo (como um dia faz diferença nessa fase!) e resolveu que ia passar o dia acordada. Até aí tudo bem, porque ela continuou dormindo bem à noite. Mas o que a gente faz quando está acordado? Come! E passou a querer mamar quase que de hora em hora. Novamente, não reclamei. Estou à disposição. Inclusive incentivei esse comportamento depois da crise do refluxo, já que mamando em menores quantidades o estômago dela ficava menos sobrecarregado. Mas a bonequinha, que continuou anjinha, foi ficando um pouco mais irritada. Começava a chorar logo que queria mamar, sem dar os sinais de fome antes, e passou a ficar bem sensível também no fim da tarde. Um dia, ela acordou à noite pela primeira vez sem ser por fome. Não quis o peito. Segurei-a no colo e ela soltou dois arrotões e dois puns. Depois voltou a dormir. Aí decidi que precisava mudar esta rotina. Minha menina estava ficando cansada e com gases.

Amanheci o dia seguinte determinada a fazê-la dormir pelo menos um pouco entre a maioria das mamadas, passando os intervalos de 1h pra 2h. Uh, que ambição! O resultado? A mudança de rotina foi um sucesso desde o primeiro dia. Florzinha está feliz, feliz, e acredito que mais bem alimentada. Amanhã conto como fiz as mudanças, as pedras no caminho e as soluções que meu instinto me apontou. Até!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Bela Emília

Imagino que toda mãe de menina já se pegou chamando sua filha de "minha florzinha". Pois muitos anos depois de escolher o nome da minha menina, descubro que Emília também é nome de flor.

Pequenininha, de um azul clarinho, singela, flor de rua. Bela Emília. Adorei.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ele é mais, eu sou menos – sobre a incompatibilidade sanguínea

Sou O-. Ele, A+. Nunca dei bola pra isso, até engravidar. Tinha aprendido na escola sobre a eristoblastose fetal, ou doença hemolítica do recém-nascido. “Mas não se preocupe”, me diziam. “Só dá problema no segundo filho”. Legal. Só que eu queria e continuo querendo três.

No início da gestação comecei a pesquisar sobre o assunto. Não achei nada que me deixasse completamente tranquila. Apenas com o acompanhamento pré-natal e o tempo comecei a sossegar. O começo da gravidez é assim mesmo, cheio de inseguranças: será que não é um falso positivo?, será que o saco embrionário está mesmo lá?, será que o bebê está saudável? Pra mim, essas inseguranças diminuíram muito a partir do segundo trimestre, e relaxei também quanto à incompatibilidade dos fatores RH meu e do meu marido.

E qual o problema da incompatibilidade sanguínea?

Quando a mãe tem RH negativo e o pai tem RH positivo, o bebê pode herdar o fator sanguíneo do pai. No nascimento – seja de parto normal ou cesáreo –, o sangue do bebê pode entrar em contato com o sangue da mãe. O organismo da mãe então interpreta a presença do fator positivo como um estranho e desenvolve anticorpos para combatê-lo. Numa gestação seguinte, caso o próximo bebê também tenha RH positivo, esses anticorpos o atacarão ainda no útero. Normalmente não há problemas com o primeiro filho porque o sangue não atravessa a placenta. Mas os anticorpos, que a mãe desenvolveu no primeiro parto, atravessam.

O ataque dos anticorpos ao feto destrói suas hemácias e pode causar desde icterícia até uma anemia severa, que pode levar à morte do embrião. Em alguns casos, pode-se fazer uma transfusão sanguínea com o bebê ainda no útero, procedimento que também traz riscos. Em outras situações, o parto é feito antes que a gestação chegue a termo.

Prevenindo problemas

Em algumas situações excepcionais, o sangue da mãe pode entrar em contato com o sangue do bebê ainda no útero. Ela criará anticorpos que já começarão a atacar o primeiro filho. Nesses casos, é feita a transfusão ou o parto prematuro. Mas, via de regra, isso não acontece e é bem fácil prevenir problemas com os filhos seguintes.

O primeiro passo é fazer um exame pra detectar a presença desses anticorpos no sangue da mãe. Mesmo sendo a primeira gestação, ela pode já ter entrado em contato antes com um sangue de fator positivo, em uma transfusão, por exemplo. Além disso, existem esses casos raros que mencionei acima em que há contato sanguíneo dentro do útero. Esse exame se chama Coombs direto e é pedido a todas as gestantes RH negativo quando o pai é RH positivo.

Estando tudo bem, a mulher toma uma vacina (na verdade, é um soro) chamada Rhogan em torno da 29ª semana de gestação. Ela vai prevenir a criação dos anticorpos quando o sangue da mãe e do bebê se encontrarem.

Depois do parto, é feito o exame de tipagem sanguínea do bebê. Caso ele herde o sangue da mãe, nada mais precisa ser feito. Caso a criança tenha fator RH positivo, a mãe recebe mais uma dose da Rhogan. Há um prazo para essa segunda dose, 72h após o parto, se não me engano.
Com esses cuidados, a chance de ocorrerem problemas com as gestações seguintes é bastante pequena – menos de 1%, de acordo com minhas pesquisas.

Meu caso

Meu Coombs deu negativo, como esperado. Tomei a Rhogan na 29ª semana (não dói, viu pessoal?). Depois disso a médica não pede mais o Coombs, porque o resultado pode dar alterado devido à vacina.

No dia seguinte ao parto, deram o resultado da tipagem sanguínea da Emília: A+. Tomei então a segunda dose da Rhogan.

Ela não teve anemia e nem mesmo uma leve icterícia. Ficou branquinha o tempo todo.
Na próxima gestação, farei novamente os mesmo procedimentos: exame de sangue e vacinas.

E o resto é mito...

- Casais com incompatibilidade sanguínea só podem ter um filho – como eu disse, com a prevenção é muito improvável que haja problemas nas gestações seguintes.

- Se a mulher for RH positivo e o marido, negativo, também pode haver problemas – a doença hemolítica do recém-nascido só pode ocorrer se a mãe tiver fator negativo e o bebê tiver fator positivo.

- Só bebês com fator RH diferente da mãe desenvolvem icterícia – a incompatibilidade ABO também pode causar icterícia. É bastante comum, inclusive.

- Quando o casal tem incompatibilidade sanguínea, os filhos seguintes nascem mongoloides! – nem preciso comentar, mas foi algo que ouvi durante a gestação...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sobre o parto normal (e respondendo aos comentários...)

Depois da minha experiência de parto, posso fazer algumas considerações. A primeira é que o parto normal é uma conquista e um privilégio. Uma conquista porque depende da sua força de vontade e da sua preparação. Um privilégio porque depende também de vários outros fatores que estão fora do nosso controle.

A OMS recomenda em torno de 10% de partos cirúrgicos. Ou seja: em aproximadamente 10% dos casos, a cesariana de fato é indicada para o bem da mãe e/ou do bebê. E isso pode acontecer conosco mesmo que tenhamos tomado todos os cuidados para facilitar um parto vaginal. Além disso, dos 90% de partos que deveriam ser normais, alguns deles precisam de alguma intervenção para acontecer. A OMS lista as situações em que são indicadas indução do parto, ruptura da bolsa, episiotomia, analgesia e outros procedimentos. Nada disso deve ser feito como rotina, sabemos disso. Mas isso não significa que essas intervenções não possam e devam ser usadas em situações específicas.

Dizem que parto normal não é para todo mundo. Eu concordo, mas não porque ache que algumas mulheres sejam menos corajosas ou fortes do que outras. Não acho que quem faz cesariana por opção ou porque o médico disse que é a melhor alternativa seja fraca. Acho que o parto normal não é pra todo mundo porque às vezes simplesmente não dá. E o parto natural, sem intervenções, esse sim é um privilégio ainda maior.

Nunca achei que meu parto fosse ser super rápido. Mas também não imaginava que ia ser tão difícil. Com minha experiência, aprendi que é um presente conseguir o parto com o qual sonhamos. Porque não é fácil pra todo mundo.

Acredito que aquela enfermeira que me ajudou foi um anjo mandado por Deus para salvar o meu parto. No mais profundo do meu coração, eu queria muito que minha filha nascesse sem uma intervenção cirúrgica. Nem eu mesma sabia que queria isso tanto assim. Meu marido me disse: “Eu tentei te preparar para a possibilidade de ter de fazer uma cesárea. Mas pelo visto eu não consegui.” E por quê? Se você parar pra pensar, não é tão importante assim a forma como nossos filhos vêm ao mundo. Mas esse desejo pelo parto normal não é algo que se explica racionalmente.

Dou graças a Deus por ter conseguido o parto vaginal, mesmo com todas as intervenções que tiveram de ser feitas. Sei que podia ter sido muito diferente, e sei que pra muita gente é. Muitas mulheres que sonham com o parto normal são submetidas a uma cesariana. Algumas por uma filosofia infeliz que ainda rege grande parte do corpo médico em nosso país. Mas outras porque tinha de ser mesmo. Entendo e defendo a luta pelo “empoderamento” da mulher no pré-natal e no parto. Mas acredito que não temos todo esse poder, mesmo se quisermos. Como eu disse: o parto normal é uma conquista, mas também é um privilégio. É um milagre. E pela graça, pude fazer parte desse milagre.

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E sobre alguns dos comentários:

- Ana, é duro admitir, mas existe uma vantagem no fato de reinarem as cesáreas nos hospitais brasileiros: a estrutura para parto normal fica disponível exclusivamente pra você. A enfermeira que me ajudou não deveria trabalhar na terça à tarde. Quando soube que havia alguém tentando parto normal no hospital, resolveu ficar. Bola, cadeira, enfermeira, sala de parto: tudo só pra mim. Uma beleza. Aliás, adorei o hospital. Tirando algumas enfermeiras, auxiliares de enfermagem e pediatras que já chegam apertando seu peito pra ver seu colostro, achei muito bom o parto hospitalar. Comidinha gostosa (e veio tudo vegetariano pra mim), remedinhos nos horários certos, ajuda pra amamentar, serviço de quarto... uma tranquilidade pra uma recém-parida.

- Nina, o rompimento da bolsa é feito em alguns casos pra acelerar um trabalho de parto que está andando muito devagar e pra verificar as condições do líquido amniótico. Não tinha conversado sobre isso previamente com minha médica. Na próxima gestação, que pretendo acompanhar com ela, vou perguntar mais sobre o assunto.

- Jussara, a manobra de empurrar a barriga pra ajudar o bebê a sair, no meu caso, foi feita apenas no finzinho do parto e porque a Emília estava presa no canal. Já fazia uma meia hora que a cabeça dela estava visível e todos acreditavam que faltavam poucas contrações. Inclusive eu estava de cócoras, no chão, no momento em que a médica achava que ela sairia. Mas estava demorando tanto, e eu já estava quase perdendo a consciência, que chamaram alguém pra dar o empurrão. Eu não senti dor nenhuma, nem na hora e nem depois.

Quanto à eristoblastose fetal, vou fazer um post só pra falar sobre isso, ok?

- Cíntia, quanto à dor do parto. Acho sim que eu teria agüentado até o fim sem anestesia. Dizem que você esquece completamente da dor depois, né? No dia seguinte eu me lembrava muito bem, mas agora confesso que esqueci mesmo. Olhando pra trás, eu diria que a pior coisa do meu parto foi achar que minha filha não ia nascer nunca; a sensação de que todo o meu esforço era em vão e de que o TP não estava evoluindo. A dor durante o TP ativo é suportável e ajuda você a reconhecer o pico da contração, que é quando tem de fazer força. No final dói mais mesmo (na última meia hora de parto a anestesia já quase não fazia efeito). Mas, sei lá, é tanta informação... a dor é só mais uma coisa pra prestar atenção. Enfim: no próximo vou tentar sem anestesia de novo!

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