sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Chatinha

Anteontem cheguei em casa morrendo de sono, doida pra fazer logo minha marmita do dia seguinte e cair na cama. O Rafael tinha ido ver mais filmes do FIC (recusei o convite justamente porque precisava descansar).

Eis que giro o acendedor do fogão e nada. “O gás deve estar fechado”, pensei. Abri o gás, e nada. Abre, fecha, abre, fecha, tenta outra e outra boca. Pego o celular (tu... tu... tu...):

- Oi amor.
- Amoooor. Acabou o gás!
- Tem certeza? Tentou abrir a chave?
- Tentei amor, acabou o gás, eu não consigo cozinhar. Como eu vou fazer, amor, sem a minha marmitinha?
- Liga pra empresa de gás. Eles trazem na hora.
- Ahhh não... vai demorar.
- Vai não, amor, é na hora.
- Mas eu não tenho o telefone.
- Não tem na geladeira?
- Não, todos os ímãs feios foram jogados no lixo na mudança.
- Então liga pra sua mãe e pergunta.
- Não quero. Não quero receber homem do gás, vai demorar, não quero fazer isso sozinha.
- Ué, mas aí você não vai poder cozinhar.
- Mas eu quero dormiiiir... eu tô tão cansada.
- Olha amor, eu posso resolver isso pra você amanhã de manhã. Você quer? Mas aí hoje não tem como eu resolver.
- Ê! Quero! Eu cozinho o brócolis no microondas! Batata no microondas! Olha, e tem minha panela elétrica.
- Ok, amor.
- Mas não esquece, viu? Não esquece que eu não posso ficar sem o meu fogão. Brigada amor.
- De nada.
- Bom filme.

E fui dormir às 20h... tão bom ter marido.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Carta para Emília (senta, que lá vem a história!)

(Super mega longo, fora do cógido de ética da blogagem, mas não deu pra cortar em dois; perdia o sentido. Acho que depois dessa, só semana que vem!)

+++

Emília,

O que dizer pra você nesta hora? Que mamãe anda dormindo pouco e correndo muito, que estou cansada e que às vezes tenho vontade de chorar? Imagino você me olhando com sua carinha inocente, sem entender por que tanta pressa.

Eu mesma não entendo. Às vezes não sei por que trabalho, por que troco de apartamento, por que torno complicadas coisas que seriam tão simples. Como a própria palavra “complicado”. Eu tinha escrito “complexa”, que é quase a mesma coisa, mas lembrei que essa palavra podia ser complicada pra você. E troquei por "complicada".

Dizem que antigamente, no tempo dos seus bisavós, as pessoas faziam menos coisas. As crianças iam pra escola só com uns 7 anos, pouca gente fazia faculdade e muitas mulheres não trabalhavam. Não tinha esse negócio de academia, aula de inglês, cursinho. Claro, também tinha muita criança que trabalhava, principalmente na roça. Sua avó Luzia mesmo trabalhou muito. Aprendeu a costurar ainda criança e com 17 anos já passava o dia fora de casa pra ganhar um pouco de dinheirinho pra poder viver. E ela estudou muito também, pra depois arrumar um trabalho menos sofrido e poder ter uma vida mais confortável. E foi por causa disso que eu pude estudar também e conseguir o meu trabalho, e é por isso que eu posso te dar uma casa, comida, roupas e pagar os médicos.

Então dizem que é por isso que a gente trabalha: pra poder ganhar dinheiro e comprar todas essas coisas. É como uma troca, sabe, Emília? A gente faz alguma coisa pros outros (a gente chama os outros de “sociedade”, ou “comunidade”) e os outros fazem alguma coisa por nós. Por exemplo: se você é um garçom, você serve a comida pras pessoas; se você é advogado, você ajuda seus clientes a se defenderem de alguma injustiça ou a brigarem pelos seus direitos; se você é médico, você cuida da saúde dos seus pacientes. Aí nós pagamos essas pessoas e essas pessoas pagam outras pessoas pra fazerem outras coisas pra elas, e alguém nos paga pra fazermos o nosso trabalho também.

Hoje a mamãe trabalha pro Governo. Eu escrevo cartas pras pessoas respondendo às dúvidas que elas têm sobre as coisas que o Governo faz. Aí o Governo me paga, com o dinheiro que todas as pessoas (a sociedade, lembra?) dão pra ele. Todo mundo paga um pouquinho de dinheiro pro Governo oferecer os serviços públicos (as ruas da cidade, as escolas e os hospitais públicos, a polícia...), sabia? Até a mamãe, que recebe dinheiro do Governo, devolve uma parte pra ele depois. É assim que funciona, o dinheiro fica rodando por aí, passando de mão em mão, enquanto as pessoas vão trabalhando umas pras outras.

Então o trabalho era pra ser uma coisa legal, uma troca saudável de favores. Acontece que a gente também tem de cuidar das nossas coisas, e não só das dos outros, não é, meu amor? Por exemplo: se eu passasse a minha vida mandando cartas do Governo pros outros, quando é que eu ia poder cuidar de você, te dar de mamar, te dar banho? E quando é que eu ia poder passar tempo com o seu pai, abraçar, conversar? E quando é que eu ia poder descansar também e fazer as coisas de que gosto, como passear no sol, nadar ou ler um livro?

Pois é. Nos dias de hoje, a gente tem de trabalhar o dia inteiro pros outros e sobra muito pouco tempo para viver a nossa vida. Tem gente que trabalha menos. Mamãe queria trabalhar menos. Mas, sabe, Emília? Pra trabalhar menos, você tem de achar uma pessoa que aceite te pagar pra trabalhar menos. Tem gente que diz: “Você tem de trabalhar 8 horas por dia. Se você quiser trabalhar só 6 horas, vou ter de chamar outra pessoa e você vai ficar sem trabalhar.” Mas não era só pagar menos dinheiro e te deixar trabalhar menos? Pois é, eu também acho. Mas não sei por quê, não é assim que funciona. Então eu tenho de trabalhar o dia inteiro porque senão eu não vou poder trabalhar nada, e não vou ganhar nenhum dinheiro.

Toda essa explicação sobre dinheiro e trabalho é pra te dizer que mamãe anda pensando muito na vida e querendo arrumar um jeito pra passar mais tempo com você e o papai. É que muitas vezes a gente trabalha mais pra ganhar mais dinheiro. E nem sempre a gente precisa de todo esse dinheiro pra viver bem. Por exemplo: seu pai também trabalha. Se a gente ficasse só com o dinheiro dele, pode ser que a gente conseguisse viver com menos coisas, mas com mais alegria. Porque a felicidade não vem das coisas, mas das pessoas.

Acontece que a mamãe também gosta de trabalhar. Claro, ficar com você é muito melhor. Mas é como a escolinha: é muito legal ficar em casa brincando, mas se você ficasse em casa o dia todo ia ser muito chato. Na escolinha, você faz amigos e aprende coisas. É a mesma coisa com o trabalho. É legal fazer alguma coisa interessante, que você goste de fazer e faça bem. A mamãe, por exemplo, quer ser tradutora. Os tradutores pegam um texto em uma língua estrangeira (eu gosto do francês) e escrevem na língua deles. Ou pode ser o contrário: pegar um texto em português e passar pra outra língua.

Você vai pensar: “Mas mamãe, você é muito velha pra não ser ainda o que você queria ser quando crecesse!” Mas é assim mesmo, bonequinha. Às vezes demora um tempo pra gente conseguir fazer o que quer. A gente pode ser adulto e ainda querer ser outra coisa quando crescer. Mesmo já sendo crescido.

Não sei se essas coisas te interessam agora, mas vão te interessar um dia. Sua mãe é uma pessoa muito agitada, que gosta de fazer várias coisas ao mesmo tempo e tem medo de ficar para trás. Mas isso nem sempre é bom, porque a gente se cansa e acaba não sendo uma pessoa tão legal praqueles que a gente ama. Por isso queria que você se lembrasse desses conselhos quando você estiver na dúvida sobre seu futuro.

É importante ser responsável e não é certo pedir ajuda pros outros por preguiça ou pra fazer algo que nós mesmos podemos fazer, porque isso cansa os outros. Mas também a gente não precisa fazer tudo sozinha. E é importante trabalhar e ganhar você mesma seu sustento, porque senão alguém vai ter de trabalhar por você. Mas ninguém precisa trabalhar mais do que aguenta, principalmente se isso atrapalha sua vida familiar. Você também não precisa trabalhar demais pra ter muito dinheiro, porque não vale a pena. É claro que é muito triste não poder pagar um médico e ter de ficar na fila do hospital público, ou pior: não poder comprar comida. Mas ter dinheiro pra pagar um médico ou comprar comida é muito mais simples do que ganhar muito muito dinheiro pra comprar um carro importado ou uma casa com piscina.

E, o mais importante: você pode rever sua vida a qualquer momento e tentar seguir outros caminhos. Nem sempre é fácil. Se você resolver não estudar, por exemplo, pode ser muito difícil depois voltar atrás se você mudar de ideia. Mas você pode perfeitamente ser responsável sem toda essa pressão. E é isso que mamãe está tentando fazer: achar esse equilíbrio.

Não sou perfeita, meu amor, e você também não precisa ser. O importante é tentar melhorar a cada dia e fazer o que é certo, sempre pensando nas pessoas que a gente ama. E como eu tenho pensando em você!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Conselhos para família e amigos de uma recém-mãe

Essa é da Encantadora de Bebês. Não resisti a compartilhar aqui porque praticamente todos os que não têm filhos (ou pelo menos que não têm pessoas próximas o suficiente com bebês) desconhecem esses conselhos. E muitos pais também acabam se esquecendo deles quando se trata dos filhos dos outros.

Claro, a maioria sabe que os primeiros dias de recém-pais são delicados e que é aconselhável parcimônia nas visitas. Mas mesmo assim muita gente espera que poderá segurar o bebê tranquilamente ou que a mãe estará disposta a conversar, ou esquece que a simples presença da visita tira da família a privacidade de que necessitam para conhecerem uns aos outros (pai, mãe e bebê).

Minha irmã mesmo, cheia de boas intenções, disse que pretendia passar uma ou duas horas por dia conosco para ficar com a Emília enquanto eu poderia “fazer minhas coisas”. Segundo a Tracy Hogg, autora do livro de que falei ontem, o ideal seria que minha irmã fosse lá fazer minhas coisas enquanto eu poderia ter um tempo tranquilo com a minha filha.

Vejam o que ela diz:

“Convença todos dos conhecidos, exceto parentes e amigos mais próximos, de não visitarem sua família nos primeiros dias. Se seus pais moram em outra cidade e ficarão hospedados em sua casa nesse período, o melhor que podem fazer por você é cozinhar, limpar e realizar pequenas tarefas. Avise a eles, delicadamente, que pedirá ajuda nos cuidados com o bebê se precisar, mas que gostaria de aproveitar o momento para conhecê-lo melhor sozinha.”

Adorei. Na verdade, eu já tinha essa ideia em mente, mas tinha medo de parecer antipática com essa postura. Agora, com a Dra. Tracy Hogg pra me apoiar, espero que os íntimos entendam que Emília estará off limits até segunda ordem.

P.S.: E minha mãe me disse que quando meu irmão nasceu, trinta pessoas resolveram visitá-lo em grupo. Pense!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Perda total

Não foi o carro que deu PT; fui eu mesma.

Acabei de acordar numa segunda-feira e já estou exausta. O fim de semana foi punk-rock-hard-core. Evento 5ª, evento 6ª, dorme às duas da manhã, acorda do sábado, passa o dia na Leroy Merlin e na TokStok comprando coisa por apartamento, corre pro cinema – tá tendo FIC, o Rafael não resiste –, corre pro aniversário de uma amiga, dorme mais de meia noite. Domingo, chega mais cedo na igreja, prepara o lanche das crianças, sai correndo pra casa da minha mãe, cozinha risoto pra 17 pessoas (eu, não a minha mãe), volta pra casa, resolve montar a mesa que compramos sábado pra varanda, toma banho, chega mais cedo na igreja de novo porque o Rafael vai tocar bateria. Conseguimos ir pra cama um pouco depois das 22h, mas as 8h de sono não são o suficiente pra recarregar as baterias. Ainda mais porque passei mal à noite. Resultado? Este zumbi que agora vos fala.

Mas por que uma gestante de 30 semanas precisa de um fim de semana tão agitado? Porque sou, como dizem no Ceará, aperreada. Não sossego enquanto não estiver tudo pronto, porque detesto aquela correria de última hora. Então escolhi a correria dessa hora que ainda não é a última. E corro, porque queria que o apartamento estivesse 100% pronto antes de minha filha nascer – inclusive com quadros nas paredes e plantas na varanda. E corro também porque às vezes tenho a sensação de que minha super mãe me acha preguiçosa. Mas isso já é outro problema, Freud explica.

E no meio desse turbilhão, nos 5 minutinhos entre uma tarefa de outra, resolvi começar a ler Os Segredos de uma Encantadora de Bebês (Tracy Hogg). E tem uns conselhos para recém-mães que acho que eu deveria adotar já por agora:

“Vá devagar

Você já tem muita coisa para fazer; não se sobrecarregue com tarefas adicionais. (...) Estabeleça prioridades classificando as tarefas em urgente, fazer depois ou pode esperar até que eu me sinta melhor. Se você estiver calma e for sincera ao avaliar cada tarefa, ficará surpresa com a quantidade de coisas que pode deixar para depois.”

Então resolvi que vou procurar algum programa de gerenciamento de tarefas para organizar tudo o que tenho de fazer até o fim do ano. Assim, não vou me sentir culpada quando precisar cochilar no sábado à tarde. E acho que é hora de começar a recusar alguns eventos (especialmente porque fim de ano é uma loucura). Espero que os amigos entendam.

+++

Aproveitando o ensejo, duas recomendações:

1) Os Segredos de uma Encantadora de Bebês, da Tracy Hogg. Comprei há uma semana numa super promoção nas Americanas. Chequem lá se ainda tá valendo, foi uma bagatela. Claro que não posso recomendar o livro como mãe, porque ainda não pude testar os conselhos dela. Foi uma amiga que tem um menino de três meses que me sugeriu e disse que ajuda muito. Eu estou adorando a leitura e achei as recomendações (observar o bebê e respeitá-lo) super válidas.

2) Pras gestantes que trabalham, sugiro que não esperem o último mês pra checar os procedimentos para entrar de licença. Como se eu não tivesse mais nada pra fazer, resolvi ver isso aqui no meu trabalho sexta passada, jurando que iam me xingar dizendo: “tá muito cedo... depois você volta aqui”. Pois descobri que o troço é muito mais burocrático do que eu pensava, e fiquei sabendo que você tem de pedir também auxílio natalidade e auxílio pré-escola, além de solicitar a prorrogação da licença pra ficar fora os 6 meses (o pedido normal é só pros 120 dias). Ah, e a declaração de dependente para o Imposto de Renda. São 5 formulários pra preencher, apresentar, homologar, depois levar na chefia, depois explicar pra pessoa que faz a folha de ponto como fica o preenchimento. E tem que checar também os valores dos auxílios no órgão onde o marido trabalha pra ver qual dos dois solicita o benefício. Não sei se na iniciativa privada ou se em todos os órgãos públicos é tão complicado assim, mas aqui onde eu trabalho dei graças a Deus de ter me informado com antecedência.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Enquanto isso, o pobre do marido...

- Amor, fiz as listas da minha mala e da Mila. A tua tu te vira.
- Eu vi. Pai não tem importancia mesmo.

Mala da maternidade II - Resultado da enquete

Dessa vez foi difícil compilar todos os comentários e chegar a uma conclusão. Pelo visto esse negócio de mala de maternidade é tão pessoal como mala de viagem. Minha mãe me disse, quando voltei das feira da gestante: "Nossa, eu não usei nada disso, sutiã e almofada de amamentação, carrinho, balde... hoje as coisas estão modernas!". Isso porque eu ainda não falei pra ela da bomba de leite elétrica, das conchas de silicone e da pomada de lanolina.

Essa divagação foi pra mostrar como as necessidades são diferentes de pessoa pra pessoa. O que foi unânime nos comentários foram as havaianas. O resto eu adaptei e, até agora, minha mala está assim:

Eu:
- 2 camisolas
- 1 vestido soltinho para sair da maternidade (ir vestida com outro)
- 6 calcinhas
- 1 cinta
- 2 sutiãs de amamentação (ir vestida com outro)
- absorventes para seios
- 1 concha de amamentação
- 1 par de havaianas
- itens de higiene pessoal (shampoo, condicionador, sabonete, hidratante, escova, pasta e pente)
- máquina fotográfica
- enfeite de porta

Ela:
- 6 bodies, 3 calças sem pé e 2 meias
- 1 mantinha
- 5 fraldas de boca
- escova de cabelo macia

E umas frutinhas, conforme conselho da Thaty.

Mas não tem macacão?? Não, porque minha amiga disse que perde super rápido e que ela não vai usar macacão no verão. Mas e o ar condicionado do hospital? Pede pra baixar. Mas e se mesmo assim estiver muito frio pra um recém-nascido? Enrola na manta. Abraça. Deixa no peito. Sei lá, meu!

Ainda posso mudar de ideia (essa amiga minha acabou de ter o segundo filho e vou conversar com ela de novo pra conferir se é isso mesmo), mas por enquanto, c'est ça. Não é que eu não queira levar os macacões; eu não quero é comprar mesmo.

Alguns itens podem ser comprados nas farmácias ao lado do hospital, por isso não vou levar, tipo fraldas descartáveis e absorventes.

E resolvi que vou levar mala de parto normal mesmo, pela fé.

E vivam as enquetes!

+++

Conversei com a minha amiga e ela disse que é isso mesmo: levou os conjuntos de body com calça e deu tudo certo. "Por via das dúvidas, leve um casaquinho!" Hahaha adorei! Vou comprar um casaquinho, até pra atender aos apelos desesperados da Roberta por algo mais quentinho.

Ah, e já acrescentei a Lansinoh à lista.

Gente, e olha que prático: no hospital onde minha amiga deu à luz ao seu segundo bebê, em BH, eles oferecem todas as roupinhas de bebê! Você só tem de levar uma pra ele sair do hospital. Tudo bem que é meio ridículo fotos do bebê com aquela logomarca do hospital, mas que é uma mão na roda, isso é!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mala da maternidade

Eu sei, galera, que tá cedo, mas já quero me preparar pra essa bendita mala caso eu tenha de comprar mais alguma coisa (e tá tendo feira até domingo, altas bagatelas).

Acho que já li sobre isso em algum blog, mas não me lembro qual ou quais e trago o assunto de novo à tona: o que é necessário levar pra maternidade?

Listas por aí é o que não falta. Tem umas que dariam até excesso de bagagem num voo nacional. Então a ideia é enxugar a lista, esperando por um parto normal de internação curta. Na boa: se for necessária uma cirurgia, dá pra pedir pra mamãe ir lá em casa buscar mais roupas, não é mesmo?

A mala da mãe até que eu achei razoável. Vejam a lista da Johnsons, comentada por mim e abertíssima a comentários alheios:

- 01 pacote de absorvente próprio para o pós-parto; ok

- 01 chinelo de quarto; Algum problema se for havaianas? Não tenho chinelo de quarto e nem pretendo ter.

- 03 jogos de camisolas apropriadas para amamentação; Ó, eu até aceito levar mais de uma porque pode vazar o sangue e tal. Mas duas tá de bom tamanho. Uma já comprei, como disse ontem, e a outra vou pedir emprestada pra minha mãe. As minhas não têm a menor condição, todas compradas pra lua de mel, sensuais, curtas e transparentes.

- 06 calcinhas de tamanho maior do que usava antes de engravidar; Taí, Paloma, foi por isso que comprei as calçolas!! Hehe. Mas li em outro lugar pra não levar calcinhas novas porque pode não ficar confortável... eu mereço! Será que levo 3 velhas e 3 novas?

- 01 cinta pós-parto; Ok, já que já comprei a bendita, vai na mala.

- 01 roupa para o dia de alta; Pensei comigo: não pode ser a mesma roupa do dia de entrada? Mas depois lembrei que vou estar uns tamanhos menor, né?

- 02 sutiãs de amamentação; ok

- Protetores para os seios; ok

- Máquina fotográfica; ok

- Produtos de higiene íntima: escova dental, escova de cabelos, shampoo, sabonete, creme dental, toalhas. Toalhas? O hospital não dá toalhas? Que favela. Vou me informar.

Agora a mala sem alça da minha linda filha:

- 01 creme contra assaduras; Que coisa mais Johnsons! Mas não custa levar um Hipoglós, já tem um monte lá em casa mesmo.

- 01 pacote de fraldas descartáveis; Achei que o hospital providenciava as fraldas. Mais uma vez, que favela! E também não diz o tamanho do pacote; suponho que seja pequeno, né?, 15 fraldas e tal.

- 03 conjuntos pagão com calça; Já me disseram e redisseram que pagão é inútil. Vou levar os bodies sem perna e as calças, 3 de cada, rola?

- 03 conjuntos de lã (de acordo com o clima); como vai ser verão, suponho que posso ignorar este item.

- 03 macacões de recém-nascido; no entendi (o “no” é em homenagem ao Rei). Os 3 conjuntos de pagão com calça lá em cima não bastam? Ó, vou comprar só 3 calças de RN (P, na verdade, porque a Emília é coxuda), conforme conselho de uma amiga mãe de dois. Então é só o que dá pra levar. Posso levar mais bodies, mas também vou comprar tudo sem perna, conforme conselho dessa mesma amiga.

- 02 lençóis de bercinho; Favela ôooo... o hospital não providencia isso?

- 01 manta (de acordo com a estação); Ok, vou levar. Ganhei tantas mantinhas que tô fazendo coleção, agora tem que usar.

- 01 escovinha macia para cabelos; Diz que só se o neném for cabeludo, e ela já tem Megahair, deu pra ver no ultra. Então vou levar.

- 02 sapatinhos e luvas de lã (no frio); substituir por 2 meias, certo?

- As lembrancinhas; sou má, fria e cruel, não vai ter lembrancinhas.

- Enfeite de porta (que já pode ter o nome do bebê); talvez.

- Assento bebê-conforto para o carro. Isso não vai na mala, né? Claro, já vou deixar o assento montadinho no carro.

Tem umas listas que ainda acrescentam toucas e sapatinhos, fala sério. Achei meio muito essas roupas do bebê. Sei que são pequenininhas, não ocupam espaço, mas levar muita bagagem só dá trabalho. Então me digam aí se precisa levar tanta roupa ou se 3 bodies e 3 calças bastam pra uma internação curta.

Ah, e com toda essa parafernália, não botaram fraldas de boca na lista. Disso precisa, né?


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