sábado, 13 de março de 2010

O bi, o trio e a tetra

Ontem Emília completou dois meses. De presente, ganhou uma visita ao posto de saúde e três vacinas: pólio, rotavírus e tetravalente.

Um dia antes do "mesversário", Emília nos presenteou com dois marcos de desenvolvimento. Primeiro, segurou firme seu primeiro objeto, um brinquedinho simples de plástico. Até então, só tinha agarrado panos e o nosso dedo. Ela ainda não pega o objeto sozinha; eu pus na mão dela. Mas antes ela nem segurava.

Outra gracinha que ela fez foi ficar com a cabeça erguida um tempão quando a colocamos de bruços. Ela já levantava a cabeça e virava pros lados, mas nunca tinha conseguido segurar a posição por tanto tempo.

Aliás, o negócio dela agora é ficar com a cabeça levantada. Quando está no colo, não apoia mais a bochecha no nosso ombro. Fica com o pescocinho esticado, espiando este mundão. Com isso, o golfo passou a cair no chão, no nosso braço e, não sei por que, no bolso da bermuda. Ela adora golfar no meu bolso, parece até que mira. Nessa posição, ela me lembra um suricato, um bicho que parece que foi feito pra ficar de quatro mas gosta mesmo é de ficar em pé!

Dois meses, três vacinas. Primeiro, a gotinha. Ela fez uma cara nunca dantes vista, leia-se: "eca, eca, eca, que trem horrível!". Diz o Rafael que ela até chorou um pouquinho; não me lembro. Depois, tomou gelzinho de rotavírus. Esse parece que não era ruim. Muito bonitinho ela lambendo o negócio e engolindo aos pouquinhos. Mais uma expressão nova.

Depois, a marvada. A tetra. Quatro bactérias. Parece que não doeu muito (pelo menos não tanto quanto a vacina da hepatite), mas a enfermeira avisou: essa vacina costuma dar reação, então se já quiserem passar na farmácia e comprar um paracetamol...

Resolvi esperar. Vai que não dava reação, né? Eu que não queria medicar meu bebezinho à toa. Chegamos em casa, Emília super feliz e sorridente. Mas eu já devia desconfiar que algo estava errado, porque passaram três horas desde a última mamada e ela nada de reclamar. Resolvi dar o peito, ela mamou e dormiu (dormiu, viu, pessoal? Percebam a segunda coisa errada).

Depois de uma meia hora, ela acordou chorando diferente. Dei colo, ela pegou no sono de novo (erradíssimo!). Dormiu mais outra meia hora, e pensei: "ok, ela vai chorar e dormir, chorar e dormir. Só vou dar o remédio se ela tiver febre. Por enquanto, vou administrando com o colo." Mas depois dessa soneca, o berreiro ficou inconsolável (já era meio dia, e ela tinha sido vacinada de manhã cedo). Ofereci o peito - já fazia duas horas desde a última mamada, intervalo padrão dela -, e ela necas de querer. Liguei pro marido e pedi pra ele passar na farmácia.

Por volta das 13h, demos o paracetamol e o efeito parece que foi imediato (terceiro novo sabor do dia e da vida de Emília: remedinho de cereja - eca!). Ela melhorou demais, até riu. E ficou calminha a tarde toda, sem dar trabalho. Mais uma coisa errada. Sem dar trabalho, entenda-se: sem querer mamar, sem fazer xixi (o que não entra, não sai), mole, mole, só deitada, abrindo e fechando os olhos, dormindo a maior parte do tempo. Emília virou uma boneca de pano.

E eu fiz esforço pra ela mamar, menos por causa da fome (ela tem reserva de gordura) que por medo de desidratação. E mamou, ainda que em intervalos de até quase 4h. No fim do dia, ela deu um mamadão de quase meia hora pra tirar o atraso, e mamãe aqui ficou felizona: apetite é igual a vontade de viver.

Mas aí o efeito do remédio foi passando e ela foi piorando. Marido já em casa, notamos que ela estava quentinha. Desembalamos o termômetro e confirmamos a febre: 38o. Mas fazer o quê? Ela já estava medicada; tiramos a temperatura só pra acompanhar a melhora.

Achamos que a noite ia ser difícil, mas não foi. À uma da manhã, o Rafael foi lá dar o remédio. Ela chorou, mas voltou a dormir logo em seguida. Quase 4h ela acordou com fome (ótimo sinal!), mamou bem, sugando forte, e voltou a dormir. Hoje de manhã ela ainda chorou um bocadinho, um choro que parece pneu derrapando (quantas novidades! novos sabores, novas caras, novos choros!), mas a temperatura começou a baixar. O apetite ainda não está voraz como antes, mas está voltando. E ela também está mais firminha, com a cabecinha erguida por sobre o nosso ombro, explorando o mundo!



Bem-vinda de volta, minha suricatinha!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Sono diurno

Emília dorme à noite. Maravilha, não? Mas mamãe adoraria que Emília tirasse uns cochilinhos de dia. Pra conveniência de mamãe? Também, por que não? Mamãe adora dormir à tarde. Mas Emília não dorme de dia não porque não tenha sono. Ela boceja várias vezes, pisca os olhos, esfrega as mãos no rosto, se estiver no carrinho, e esfrega o rosto no nosso ombro, se estiver no colo. Às vezes, se o cansaço for muito, acaba chorando. Mas tem tanta coisa mais interessante pra fazer que dormir, né, meu amor?

Então estava eu diligentemente tentando ajudar minha filha a descansar. 2min de soneca e lá estão os olhões abertos. Ai, que teto legal! Ai, que pano legal! Ai, que mamãe legal! Rendi-me. Ela estava boazinha, podia até ficar só no carrinho. Mas quem é que dorme com um bebê acordado ao lado? Daí resolvi tentar enganá-la. Vem pra cama com mamãe, vem! Mamãe vai te ensinar a dormir.

Então estamos nós, deitadas uma de frente pra outra. Um sorrisinho daqui, um bocejinho de lá. Bocejamos as duas. E piscamos os olhos. Abre, fecha, abre, abre, fecha, abre, fecha, fecha, fechoooou... Que esperta! Viu mamãe e fez igual. E lá estava Emília, linda dormindo ao meu lado.

Então resolvo descansar eu também. Viro de barriga pra cima e começo a contar os carneirinhos. Lá pelo décimo carneirinho, sinto um cutucão no braço. Um cutucão! Pensei, ainda de olhos fechados: "ela deve estar agitando os bracinhos e acabou me acertando". Viro de leve a cabeça e abro um dos olhos pra conferir a situação. E lá está ela, com os olhos esbugalhados e a maior cara de desolada: "Poxa, mamãe. Não me deixe só."

Não aguentei. Caí na gargalhada. E o que ela fez? Caiu na gargalhada também. "Haaaaahaha!! Adorei de brincar de piscar!! Agora chega, né, mamãe! Vamos fazer alguma coisa mais legal!"

Eu posso?

quarta-feira, 10 de março de 2010

Sobre puns e arrotos

Sem fugir muito à sempre presente temática do cocô, andei pensando sobre as questões digestivas da Emília. Exceto as vacinas e as cabeçadas que ela dá no meu queixo, problemas gastro-intestinais são a única fonte de dor da Marquesa. É aquele choro do fundo da alma, que rasga nosso coraçãozinho mais que qualquer canção do Rei Roberto.

Por isso fico mais que feliz em ouvir aquele arrotão de macho bêbado, ou aquele "fuuuiinnn" do pum. Gases são bons fora da gente, não dentro. E aí comecei a reparar nos meus próprios movimentos digestivos. Eco. Eu achava que não arrotava (mentira, na gravidez eu arrotava pacas). Achava que não peidava (mentira, na gravidez e no pós parto a coisa ficou meio descontrolada, não perdoava nem elevador!). E reparei que, de vez em quando (de vez em sempre), um gasinho sobe mesmo da barriga. Que coisa. E também, de vez em quando, outro gás inodoro e inaudível desce. Mas, como diria um certo livro, tudo certo: até as princesas soltam pum. E fiquei achando tudo aquilo muito lindo. Como a liberação dos gases nos faz sentir tão leves e contentes!

Daí que, por não querer ver minha filha sofrer, cada vez que ela libera um gás, canto por dentro, com a mais sincera alegria, uma música de autoria de um certo artista cearense: "Peide, peide, peide/ não se reprima!"

sábado, 6 de março de 2010

Cyber Emília



Muito legal este blog, mamãe. Essa Emília deve ser mesmo uma lindona. Gostei.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Os cinco sentidos

O som. Deveria ser a primeira sensação. O choro que não ouvi. E meus olhos, num reflexo, viram aquele serzinho branco, coberto de sangue, erguido por mãos desconhecidas, bem no alto, como um troféu. Esperei, e meus ouvidos receberam a música tão desejada. O choro era o dela.

Não sei quanto tempo depois - o tempo seguia diferente naquele momento confuso -, recebi-a em meus braços. Rígida pelas mantas nas quais estava envolta, protegida contra uma eventual falta de jeito da recém-mãe, trêmula. Vi seu rosto inchado, seus olhos bem abertos. Olhei-a fundo nos olhos, enquanto escutava sua respiração chiada. Não pude tocar sua pele, mas beijei-lhe o rosto sujo repetidas vezes antes de devolvê-la à pediatra.

O tato. Deveria tê-la sentido logo no primeiro minuto. Mas foi só no dia seguinte que toquei seu corpinho nu, só de fralda. Ela parecia contente na encubadora, mesmo cheia de tubos nas mãos e eletrodos no peito. Os olhos bem abertos e a boca pronta para sugar.

O paladar. O dela. Molhei seus lábios com algumas gotas de colostro, antes de colocar meu seio em sua boca. Foi difícil no começo. Nós duas estávamos aprendendo. Mas a cada contato, íamos nos conhecendo.

Depois ela me foi entregue definitivamente. E compreendi que o cheiro de bebê, o cheiro do nosso bebê, é a coisa mais inebriante do mundo. Já tinha ouvido falar desse cheiro. Já tinha sentido não tão de perto o odor mais suave de outros bebês. Mas o cheiro dela era o aroma perfeito para despertar em mim a mais profunda paixão. Ele infesta tudo. Entro na área de serviço, e as roupas dela exalam um aroma muito mais forte que o de sabão de coco. Me debruço sobre o carrinho para tocá-la, e é como se enfiasse o nariz no miolo de uma flor.

E a cada dia, novas sensações. Seu sorriso. Eu sorrio, ela sorri. E sorrio outra vez. Vejo seus olhinhos se apertando, as bochechas se inchando, a boca bem aberta, a gengiva sem dentes, a língua virada. E um sentimento de bem-estar me invade.

E às novas expressões, vêm somar-se os novos sons. Os ruídos indescritíveis, que nosso alfabeto não consegue reproduzir, e que enchem nossa alma de prazer.

É delicioso sentir minha filha.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Impossível não errar

Esta semana estou meio monotemática. Fazer o quê; é isso ou voltar a falar de cocô.

É que, estendendo o assunto "ninguém nunca está satisfeito com a roupa do seu filho", pensei numa série de decisões maternas que sempre vão ser criticadas, de um jeito ou de outro:

Parto:
Se você fizer normal, vai morrer de dor, seu filho vai nascer com a cabeça cônica, sua bexiga vai cair e o sexo nunca mais vai ser o mesmo.
Se fizer cesárea, você é uma desinformada, vítima do sistema médico. Vai ficar internada uma semana e seu filho vai ter asma.

Sling:
Se você usar, seu filho vai ficar com a coluna torta, vai asfixiar e corre o risco de ter traumatismo craniano caindo no chão.
Se não usar, você não é descolada, é uma vítima da indústria infanto-automobilística e seu filho vai ficar traumatizado por não sentir o calor do seu corpo e as batidas do seu coração.

Brinco:
Se você furar a orelha do bebê, você é um monstro que está agredindo uma pequena criatura indefesa. O barulho vai estourar os tímpanos da criança e a tarrachinha vai tirar sangue do pescoço dela.
Se não furar, vão achar que ela é menino. Depois, ela vai sofrer dores profundas pra furar e vai te xingar porque todas as sua amiguinhas usam brinco.

Chupeta:
Se você der, seu filho vai ficar com a dentadura igual à do Freddie Mercury, nunca mais vai mamar e não vai querer largar a chupeta até os 15 anos.
Se você não der, seu filho não vai parar de chorar, nunca mais vai dormir, e seu braço vai cair de tanto embalar.

Mamadeira:
Se você der, seu filho vai ficar com a dentadura igual à do Freddie Mercury, nunca mais vai mamar, vai ficar cheio de alergias e provavelmente vai morrer de câncer.
Se você não der, nunca mais vai ter vida própria, seus peitos vão cair e seu marido não vai mais te querer.

Amamentação:
Se você amamentar até depois de um ano, nunca mais vai ter vida própria, seus peitos vão cair, seu filho vai arrancar seus mamilos com os dentes e depois vai ficar com complexo de édipo.
Se você tirar o peito antes de um ano, seu filho vai ficar cheio de alergias e provavelmente vai morrer de câncer.

Alimentação:
Se você permitir o consumo de porcarias, seu filho vai ficar obeso mórbido e provavelmente vai morrer de câncer.
Se não permitir, seu filho nunca vai saber o que é bom, vai ser infeliz e traumatizado.

Disciplina:
Se você bater, você é uma covarde e seu filho vai sofrer traumas eternos.
Se não bater, seu filho vai virar um delinquente.

Televisão:
Se você deixar seu filho assistir, ele vai virar uma máquina consumista, começar a falar um monte de palavrão e nunca mais vai ler um livro.
Se não deixar, ele vai ficar alienado e traumatizado. Quando, daqui a 20 anos, os jovens da geração dele estiverem discutindo: "Cara, lembra da caverna do dragão? E da Porta da Esperança? E da nave da Xuxa? E do Mister M?" (com as devidas atualizações, é claro), ele vai ficar boiando e vai te odiar pro resto da vida.

No fim das contas, de todo jeito seu filho vai morrer ou sofrer traumas eternos, igual ao Roberto Carlos.

terça-feira, 2 de março de 2010

Aula de etiqueta

Depois do post e dos comentários de ontem, resolvi estender o tema dos palpites e propor regras simples de etiqueta no trato de mães com bebês. Não sei se todas vão concordar, mas pra mim o mundo seria bem mais agradável se todos agissem com certa noção.

Fiquei pensando que um dia nós também, jovens mães, seremos velhas corocas e olharemos com desdém as mães da nova geração. Imagino um bebê no seu carrinho voador e nós, balançando a cabeça: "Tadinho, vai ficar enjoado nesse troço."

Mas enquanto os pequenos estão sob a nossa tutela, é a gente que manda!

1) "Não me pegue não, não, não, me deixe à vontade..."

Evite pedir pra pegar os filhos dos outros em lugares onde outras pessoas vão querer fazer o mesmo. Por exemplo: você leva seu filho pela primeira vez na igreja, um mezinho de vida. Uma (porque são sempre as mulheres) pega. Ok. Aí a outra pede. Ok. Aí a terceira. E o bebezinho começa a fazer aquela cara, meio sei entender o que está acontecendo. Na quarta, já começa a reclamar. E em poucos minutos você tem uma criança hiperestimulada, com um choro desconsolado. Só nos resta sumir com a cria.

Enfim, não participe da corrente que faz o neném passar de mão em mão. Se fizer questão de pegar, espere o momento ideal, em que mãe e bebê estejam dispostos. Também evite ficar monopolizando a criança; colo tem limite. E jamais diga: "A fulana é tão possessiva, não deixa ninguém chegar perto do bebê. Vai ficar uma criança grudenta, dessas que não saem da barra da mãe." A fulana vai querer treinar tiro ao alvo na sua cara.

2) Higiene

Ontem minha linda irmã deu um excelente exemplo de como não higienizar as mãos para pegar o bebê. Emília precisando ficar um pouco na vertical, ela se oferece para o trabalho. "Ah, mas eu preciso lavar as mãos antes", diz ela, sabiamente. Ofereço álcool gel, mais prático e rápido. Ela passa o álcool, depois sopra as palmas das mãos e esfrega na calça que usou o dia inteiro. Ainda bem que o germes dela são familiares...

E lembre-se: o PIOR lugar para você pegar num bebê são as mãos. É a mão que ele enfia na boca o dia inteiro. Aí você espirra, pega no corrimão, pega na maçaneta, pega na mão do bebê e, vupt! Toda a nojeira pra dentro da boquinha. Então, se for pegar nas mãozinhas do bebê, não deixe de lavar muito bem as suas antes. Tipo aquela lavagem dos cartazes da gripe suína, please.

3) Temperatura

Como disse a Lili nos comentários de ontem, pode te dar uma tremenda agonia vem um neném todo encapotado no calor deste verão. Mas a mãe é quem sabe. Depois que a Emília nasceu, descobri que, assim como os adultos, os bebês têm sensações térmicas diferentes. Uns são mais calorentos (como a Emília), outros mais sensíveis ao frio. Às vezes o neném que tá empacotado nasceu pré-maturo, tem asma, sei lá. Daí que é perfeitamente normal que em um mesmo ambiente alguns bebês estejam de mantinha e outros de pernas de fora, todos contentes com sua temperatura. E se não estiverem, não é problema seu. Enfim, não se meta.

4) Choro

Todos os bebês choram. Os que não choram são mongoizinhos, como diz minha irmã. Então é bem possível que um bebê chore em público. Então, lembre-se:

- Ninguém está tão incomodado com o choro do bebê quanto a mãe; ela, mais que ninguém, quer ver seu filho bem. Então não pense que ela não está fazendo nada a respeito.
- A mãe não está torturando o bebê.
- Você não sabe resolver o problema do bebê, então mantenha distância.
- Se você tentar ajudar, pode deixar a mãe tensa. O bebê sente a tensão e chora mais ainda.
- Se o bebê começar a chorar nos seus braços, entregue-o imediatamente para a mãe, a menos que ela te oriente de outra forma. Por exemplo, às vezes encorajo meus irmãos a não se desesperarem com um pequeno resmungo. Pode ser só um desconforto gástrico, então recomendo que fiquem com ela na vertical. Muitas vezes resolve, e eles se sentem mais seguros.

5) Posso..?

Sempre que for fazer qualquer coisa em relação ao bebê - tocar, pegar, oferecer um brinquedo -, peça autorização. A mãe saberá dizer se o momento é adequado. Um bom exemplo: Emília estava no carrinho e o hipopótamo dela estava pendurado pra fora. Meu irmão perguntou: "Posso colocar o hipopótamo pra dentro?" Respondi: "Não, eu justamente acabei de colocar ele pra fora porque ela estava ficando meio agitada". Depois, eu trocando a fralda, ele pergunta: "Posso ajudar?" Eu digo: "Claro, pode trocar que eu te oriento". Um gentlement esse meu irmão.

E se você pergunta se pode pegar na mãozinha antes de fazê-lo, dá tempo de a mãe dizer: "Claro, só lave as mãos antes."

6) Visitas

Todo mundo já leu no e-family, do guia do bebê da uol, no site da crescer, todas aquelas regras pra visitar bebês: só depois de um mês, só fique meia hora, blablabla. Não acho que essas regras sejam universais. Eu, por exemplo, fui abençoada com uma criança super tranquila e já na segunda semana chamei algumas pessoas mais íntimas pra visitar. Também recebi visitas um pouco longas que não incomodaram em nada. Tudo depende no momento.

O que eu acho importante para garantir uma visita agradável é:

- consulte os pais sobre o melhor horário para as visitas. Ver Emília a partir das 18h é perda de tempo. Nesse horário, ela costuma dar um mamadão. Às 19h, já começamos a diminuir o movimento e as luzes da casa, e às 20h mais ou menos é hora do banho. Tem crianças que dormem mais tarde. Enfim, pergunte.
- sinta se o bebê está bem ou não. Se ele estiver irritado e você perceber que os pais estão precisando lhe dedicar mais atenção, abrevie a visita. É muito ruim administrar um bebê nervoso e uma visita ao mesmo tempo.

7) Se conselho fosse bom...

Quando você estiver com a língua coçando pra fazer uma sugestão brilhante que garantirá a alegria do bebê, resista ao Tinhoso. Quando você tiver certeza que o bebê está sofrendo, contenha-se. Uma amiga ontem me contou que estava no shopping, segurando a filha numa posição inusitada que ela adora. Aí veio uma ilustre desconhecida e a repreendeu: "Segura essa menina direito!"

E lembre-se:

- Niguém conhece melhor o bebê e suas necessidades que a mãe e o pai. Mesmo que sejam pais de primeira viagem, eles sabem cuidar do próprio filho melhor que ninguém. E é só na prática que eles vão aprendendo.
- Mesmo que você seja experiente, mãe de vários filhos, o seu jeito de criá-los não é o único válido. Cada criança é diferente e cada pai e mãe têm valores e princípios distintos. Então não pense que você faria melhor. Se você teve seus filhos, eles cresceram e você está com saudades, segure a onda: agora é a vez da outra. E lembre-se de que um dia você também foi mãe de primeira viagem, e provavelmente também ficou incomodada com outras pessoas te dizendo como cuidar do seu filho.
- Por mais que você seja apaixonada pela criança, ninguém, nem vó, vô, tia, tio, ama mais o bebê que a mãe e o pai. E ninguém mais que eles quer ver a criança feliz.

E, se no fim das contas, você continuar achando que os pais não merecem a criança, que ela vai morrer na mão da mamãe bruxa, chama o juizado!!

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