sexta-feira, 29 de julho de 2011

Esqueci como ela era maravilhosa...

"Mais linda que a maior lindeza do mundo. Mais perfeita que a maior perfeição do mundo. Mais adorável do que o ser mais dócil que existe. Mais boazinha que um bebê anjo. Com vocês, Emília: o bebê santo."

Escrevi isso em 16 de janeiro de 2010, quando minha pequena Emília tinha apenas 4 dias. Os meses passaram, e ela continuou revelando sua personalidade doce. Sempre disse que ela não dava trabalho nenhum. E não dava mesmo. Ficar com ela, apesar de ser um dever, tomar tempo e energia, era a melhor tarefa do mundo.

Ela foi crescendo, e voltei ao trabalho. Com isso, vimos alterações no seu padrão de sono. Ela também começou a mostrar traços de sua personalidade forte e seu lado arteiro. No início deste ano, já perfeitamente capaz de se locomover sobre as duas pernas, começou a morder os coleguinhas da creche. Revelou seu lado possessivo, tanto se recusando a emprestar qualquer brinquedo quanto querendo o que estava nas mãos dos outros. Continuou uma criança deliciosa, mas sempre havia aquele "mas". Emília é muito doce, "mas" não gosta de ser contrariada. É um amor de criança, "mas" às vezes dá uma de difícil.

Nunca reclamei e sempre procurei não rotular minha filha. Sempre atribuí esses episódios de "desvio comportamental" à idade, ao fluxo natural do crescimento, à sua descoberta enquanto indivíduo.

Então eis-me aqui, hiper-grávida, com um bebê já bem pesado pressionando meu púbis, e sozinha com minha Emília sapeca. Algumas pessoas até me perguntaram se seria uma boa ideia eu ficar só com ela nas férias, já que minha gestação estaria muito avançada e a coisa prometia ser muito cansativa. Segui meu faro e assumi eu mesma minha responsabilidade, a filha que botei no mundo.

Nessas situações, muitas vezes a gente se diz: "Nossa, eu amo meu filho, mas duas semanas sozinha com ele está bom, né?". Pois eu descobri exatamente o contrário. É muito, mas muito mais fácil ficar com Emília no esquema dedicação total (com ajuda da família pra eu dar uma escapulida aqui e ali pra fazer ginástica) que no esquema mãe-profissional-em-tempo-integral.

Emília está cooperando como fazia quando era um recém-nascido. Exige atenção, claro - e não estou aqui pra isso? -, mas demonstra um grau de maturidade absurdo quando eu preciso fazer outra coisa que não brincar com ela.

Hoje de manhã resolvi fazer uma atividade diferente: tinta guache na varanda. Brincamos, nos melecamos, e fomos direto pro banho. Depois limpei a varanda, esfreguei as roupas sujas, tudo com ela ao meu lado. Quando todo o processo terminou, já passava do meio da manhã e eu precisava fazer o almoço. Ela queria brincar de "bão" (bolinha de sabão). Daí eu disse a ela que brincaríamos um pouquinho, e que depois mamãe tinha de fazer o almoço. Quando ela cansou das bolinhas, pegou um lego e foi brincar sentadinha no chão da sala. Fiz o almoço todinho enquanto ela me esperava.

Ontem o Rafael ficou preso numa reunião no trabalho e chegou super tarde. Ainda atrasei o banho da Emília pra ele poder vê-la um pouquinho. Ela esperou pacientemente, com muito sono. Tomou banho com ele, como de praxe, e fui fazer o resto do ritual: trocar roupa, escovar dentes, dar massagem e dar o mamá. Depois do mamá, ela continuou acordada, na caminha, virando de um lado para o outro enquanto eu cantava pra ela e fazia carinho nas costas. Quando o pai acabou o banho, assomou à porta do quarto e fez sinal perguntando se eu queria que ele a levasse pra rede. Chamei-o com a mão. Quando o viu, Emília foi logo abrindo os bracinhos e acenando: "Tchau, mamãe, tchau!". Ela ficou esse tempo todo segurando as pálpebras, esperando pelo pai.

E nem só comigo, nem só com o pai ela está um amor. Da última vez que deixei Emília com minha mãe para ir à ioga, ao agradecê-la, ela disse: "Nem precisa agradecer. É um prazer cuidar da Mimi."

O fato é que vejo nela, com um ano e meio, a mesma menina que me encantou nos seus primeiros dias de vida. E não acho que ela tenha mudado. Na sua essência, ela continua a mesma. Claro que o comportamento muda conforme as circunstâncias; mas a nossa visão também muda, dependendo da nossa disposição para entrar no coração das nossas crianças.

Agora, simplesmente acho minha filha adorável, sem "mas". Mais do que ela, meu olhar mudou.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Férias com Emília - respostas

Pelo visto enganei muita gente... Vamos ao balanço atual das nossas férias:

1) Por passar o dia comigo, ela começou a querer mamar em outros horários que não à noite e de manhã cedo, regredindo no lento e gradual processo de desmame. - Péeeeem! Falso!!

Tudo continua na mesma. Verdade que ela às vezes, do nada, olha pra mim e fala "mamá". Mas ela também olha pra banana e fala "mnão", olha pro pão e diz "pão", olha pra garrafa e fala "ábua". Mas não necessariamente ela quer comer a banana ou o pão ou tomar a água. É tipo dizendo: "olha, esse é o mamá da mamãe".

Mesmo antes das férias, eventualmente ela de fato pede pra mamar durante o dia. Uma fórmula que é batata pra ela querer mamar é levá-la num lugar novo, com muita gente, onde ela se sente insegura. Aí ela começa a pedir "mamá, mamá, mamá!", choramingando.

Mas normalmente dá pra distrai-la. Se for fome, com alguma outra comida. Se for sono, levando-a pra passear. E se for necessidade de chamego e segurança mesmo, posso dar o mamá durante o dia, por que não?

O fato é que estamos as duas muito tranquilas quanto ao nosso relacionamento mamístico, e não estou nem um pouco preocupada com a chegada iminente do bebê. Acho que o nó todo da questão do desmame é esse: como a mãe se sente? E eu estou ótima, obrigada!

2) Ela está menos grudada comigo e faz festa quando o pai chega do trabalho. - Verdade!

Esse quase todas acertaram. É óbvio que uma criança que passa 10h por dia longe da mãe não vai querer largá-la nos momentos em que estão juntas. O mesmo não acontece com uma criança saciada de amor, atenção e, não menos importante: tempo junto com a mãe.

3) Ela está dormindo melhor à noite. - Verdade!

Essa também acho que todas acertaram. O sono noturno dela já vinha melhorando (passamos uns dois meses de muita irregularidade), mas a maior diferença depois que entramos de férias foi que agora ela não acorda mais às 5h. Acorda às 6h30, mesmo dormindo no mesmo horário. E isso aconteceu da noite pro dia, imediatamente assim que as férias começaram.

Confesso que eu não achava de todo ruim que ela levantasse às 5h, porque pelo menos podíamos passar um tempinho juntas antes de eu sair pro trabalho. Quem sabe não era isso que ela queria também?

4) Ela está cochilando melhor durante o dia. - Verdade!

Muito melhor. Duas horas de soneca em média, todos os dias. Na creche ela dormia 1h, e olhe lá.

5) Estou mais cansada do que quando estava trabalhando. - Errado!!

Nessa eu peguei vocês, hem? Justamente por ela estar acordando mais tarde e sonecando maravilhosamente, estou tendo bastante tempo pra descansar - o que compensa a agitação de dar assistência a uma criança de um ano e meio e cuidar da casa.

Fora que meu trabalho estava pesadíssimo, e eu estava à beira de um colapso.

Agora tenho tempo pra fazer atividade física e DORMIR (ô, glória!). Como tenho família por perto, tudo fica ainda mais fácil.

Agora, gente: sabe essa soneca dela de duas horas? Pois é. Eu uso esse tempo inteiramente pra dormir também. Nada de blogar, nada de tarefas domésticas. Super recomendo, ainda mais se você estiver no 8o mês de gestação como eu.

Em breve reapareço!!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Férias com Emília: V ou F?

Verdadeiro ou falso?

1) Por passar o dia comigo, ela começou a querer mamar em outros horários que não à noite e de manhã cedo, regredindo no lento e gradual processo de desmame.
V ( ) F ( )

2) Ela está menos grudada comigo e faz festa quando o pai chega do trabalho.
V ( ) F ( )

3) Ela está dormindo melhor à noite.
V ( ) F ( )

4) Ela está cochilando melhor durante o dia.
V ( ) F ( )

5) Estou mais cansada do que quando estava trabalhando.
V ( ) F ( )

Respostas nos próximos capítulos - depois do fim de semana, que amanhã vamos ali fazer uma viagenzinha pra fingir que o papai também está de férias!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Minha mãe que disse - eu na estreia!

Meu povo, estou de férias, sozinha com Emília e "com o bucho saindo pela goela", como diz uma tia minha do Ceará. Daí que minhas postagens ficarão mais breves e esporádicas até ela voltar às aulas.

Mas hoje (atrasada, mas ainda no dia certo) não podia deixar de passar por aqui pra contar que tive a honra de estrear o Minha mãe que disse, de autoria da Roberta Zimmerman e da Flávia. Falo sobre maternidade e trabalho.

Quem estiver com saudades dos meus longos textos, passa !

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dietas, doces e as amigas...

Só posso engordar mais 2kg até o fim da gestação (ou nem isso, porque fazem umas duas semanas que não me peso). Não é recomendação da obstetra nem nada; é minha própria meta maluca de terminar esta gestação com o mesmo peso que eu tinha quando Emília nasceu. E olha que são quilos pra caramba, hem? 15, pra ser mais exata.

Enfim, podendo ou não podendo engordar mais um pouquinho, resolvi caprichar na alimentação nesse finzinho de gravidez. Melhora minha azia, previne prisão de ventre, me faz sentir melhor e mais bonita. Então decidi: doces, só nos fins de semana, e mesmo assim com muita moderação.

Daí vem a Tathy:

- Lia, você não quer provar uns cupcakes que estou fazendo? É que vou abrir um serviço de doces e decoração pra festas...
- Ah, não, Tathy. Detesto cupcake, ainda mais se for de chocolate. Eca, nem passe perto de mim.

Não, não:

- Tathy, estou de dieta, não posso.

Não, melhor:

- Então, Tathy, estou de dieta, mas, né, só um cupcakezinho... eu divido com o Rafael. Ok, pode deixar lá em casa.

Só posso dizer que as calorias valeram a pena. Ela me explicou porque os bolinhos (quase pretos de tanto chocolate) são tão bons: ingredientes de primeira, como óleo de canola e ovos caipiras. Mas tem a mãozinha de fada, né, amiga?

E quem for de Brasília, super recomendo. Passem lá na nova casinha da Tathy:

http://www.adoceriadatathy.com.br/

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Um ano e meio depois e...

...ela já vai ganhar um irmãozinho (ou irmãzinha).

...emagreci 15kg dos 13 que tinha engordado na gravidez, e engordei novamente os 13kg. Só tenho dois de crédito até o fim da gestação pra terminar com os mesmos 67kg que eu tinha quando dei Emília à luz.

...ainda uso sutiã de amamentação. Nem precisava ser o tempo todo, porque Emília dificilmente mama em outros horários que não sejam de manhã cedo e antes de dormir. Mas, por via das dúvidas... fora que eles comportam muito bem meus seios de grávida.

...nunca passei mais de 10h longe dela, com muito orgulho, com muito amor. Ela também nunca dormiu fora de casa sem nós, nem nunca viajamos sem ela. Pretendo deixar esse momento pra depois que ela tiver dois anos ou, em caso de necessidade extrema, depois que o bebê nascer. Mas aí, né? Como não vou ter coragem de deixar o segundinho, acho que as viagens de casal vão ter de ficar mesmo pra depois que o 65º filho desmamar. (não entendeu? Leia este post).

...ela está começando, aos poucos, a conhecer os laticínios. Por enquanto, dou só queijo branco e iogurte natural orgânico. É, aquele azedo mesmo. Ela come que se acaba, sem açúcar, sem nada, às vezes com fruta ou com aveia.

...ela nunca comeu chocolate, obviamente.

...ela está começando a formar pequenas frases, com entonação e tudo: “dá cença, mamãe”; “tau, papai”; “maish mamão”; “tsêtsê, mamãe” (senta, mamãe); “esse mamá” (quando quer o outro peito), “dê o auau?” (cadê o auau?). É engraçado porque às vezes ela tenta emendar várias palavras e troca as sílabas, então fica tudo lindamente incompreensível.

...nossa vida está praticamente normal. Voltei a cozinhar, cultivar plantas, ir ao cinema sozinha com o marido, ler antes de dormir, fazer sexo regularmente. Alguém diria que nossa vida não tem nada de normal: nossa casa fica com as luzes baixas e sem barulho a partir de 19h, vou dormir às 21h e acordo às 5h, não assisto mais TV, evito ao máximo sair à noite (nessas situações, chamo alguém pra ficar com Emília depois que ela já está dormindo), não bebo (mais por causa da gravidez que da lactação). Mas o meu normal agora é esse, minha gente! Até desmamar o 65º filho.

Mas não vale a pena, por um sorriso destes?



(Viram como eu sou liberal? Isso na boca dela é uma pipoca! Não de microondas, obviamente.)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A puérpera

Quem está grávida pela primeira vez já deve ter ouvido: “Aproveite os paparicos porque depois que nascer, as pessoas só vão querer saber do bebê.” E quem está grávida pela segunda, terceira, quarta vez sabe que isso é a mais pura verdade – com o agravante de que os mimos durante a gestação também são cada vez menores.

Acho muito bom que nossa cultura valorize a gestante, pois ela realmente precisa ser bem cuidada. Ela está no exercício de uma missão sagrada, e qualquer coisa que a afete também afeta o bebê. Existem estudos que indicam, inclusive, que grandes traumas acontecidos durante a gestação afetam mais a vida futura da criança que aqueles ocorridos durante o primeiro ano de vida. Assim, as gestantes devem ser poupadas de estresses desnecessários, de notícias ruins, de carregarem peso, de esperarem longas horas em filas enquanto vão criando varizes.

Nem tudo é perfeito. Creio, por exemplo, que as condições de trabalho das gestantes deveriam ser revistas, com a possibilidade de adaptação – especialmente no finzinho da gravidez. Passar o dia sentada na frente de um computador, por exemplo, é uma bomba pra coluna de alguém que já carrega 10 ou 15kg a mais. Fora que a nossa cabeça fica em outro planeta, então acho que as gestantes deveriam exercer mais atividades manuais e repetitivas e menos atividades intelectuais. Mas, em linhas gerais, acho que as gestantes são relativamente bem tratadas em nossa sociedade.

O mesmo não se pode dizer das puérperas.

Quem são as puérperas? São essas mulheres recém-paridas, com um bebê recém-nascido a tiracolo, vazando leite, transbordantes de hormônios, alegrias, dúvidas, com a vida virada de ponta-cabeça e horas de sono acumuladas. São essas mesmas mulheres às quais tanta gente bem intencionada dá as costas, invadindo suas casas para enfiarem sua cara cheia de germes no nariz do recém-nascido, comerem um lanchinho e saírem, deixando para trás um presentinho para o bebê, a mesa cheia de louças sujas, uma mãe exausta e um recém-nascido agitado.

Muita gente nem cumprimenta os pais: vai logo dizendo “oi, bebê!”, agarrando o pé ou a mão da criatura e perguntando (ou não): “Posso pegar?”. Perguntam se o bebê dorme bem ou se tem cólicas. Mas pouca gente pergunta a uma puérpera como ela está, se está conseguindo repousar, como está se recuperando do parto ou da cirurgia.

Aliás, por falar em cirurgia: já perceberam que se você foi internado pra operar um joelho ou tirar um apêndice é aquela comoção, todo mundo liga, manda flores, visita? Mas se você passou por uma cesárea – uma cirurgia de médio a grande porte –, todo mundo supõe que no dia seguinte você deveria estar saltitando por aí igual a uma gazela?

E as ajudas? Ah, as ajudas! Quantas visitas se oferecem pra segurar o bebê um pouquinho “pra mãe poder descansar”? (O que, em alguns casos, pode realmente vir em boa hora). Mas quantas se disponibilizam para lavar a louça, fazer um chá ou trazer um marmitex pra você almoçar?

A minha impressão é que, pelo menos aqui no Brasil, existe um fascínio pelos recém-nascidos que às vezes é tão grande que extrapola o saudável. Valoriza-se a grávida porque o bebê não tem como sair de dentro dela, ambos são uma coisa só. Mas a partir do momento em que a criança vem ao mundo, todo mundo se acha no direito de reivindicar um pouco (ou muito) dela para si. E o melhor jeito de fazer isso é apagando a mãe, fingindo que ela não existe. “Vai lá trocar seu modess e trazer meu bolinho que eu cuido do seu bebê, ok?”.

Parece que estou sendo radical, mas essa é uma sensação que me acompanhou desde que Emília nasceu e que observo até hoje. Em algumas tribos há lendas de monstros ou espíritos que surgem durante o parto e os primeiros dias após o parto para devorar ou roubar o recém-nascido. Nós também temos os nossos monstros, só que temos de ser educados com eles.

Seria muito bom se mais pessoas olhassem de forma diferente praquela mulher que acabou de dar à luz. Que entendessem que a criança continua fundida a ela, pois nasce imatura, e que a separação total só se dará muitos meses depois. Que aquela mulher segue sendo fonte de vida praquela criança, que é dela que o bebê se nutrirá física e emocionalmente. E que ela, por mais inexperiente que seja, é quem melhor sabe cuidar daquele bebê.

Seria muito bom se as pessoas apoiassem mais os casais de recém-pais, não querendo assumir seu lugar ou agindo como um bando de curiosos (“quero ver com quem o bebê parece!”; “estou doida pra pegar!”; “quero ver se ele é gordinho!”), mas oferecendo a ajuda de que eles realmente precisam. Tomar conta de tarefas burocráticas, como ir registrar o bebê ou marcar a consulta no pediatra; realizar tarefas domésticas, como lavar louças ou esfregar uma roupinha golfada; contribuir para que a puérpera se alimente bem, cozinhando para ela. Esse tipo de ajuda é mais que benvinda.

Quem ama um bebê recém-nascido tem que amar sua mãe antes. Porque eles estão interligados, e você não pode destratar uma mãe sem ofender sua cria ao mesmo tempo. Por isso, minha dica pra quem quer ser melhor amiga (normalmente são as mulheres) dos bebês: cuide bem da mãe deles.

sábado, 9 de julho de 2011

Os fins de semana de uma mãe grávida

Até que não é tão difícil assim...





sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cosméticos infantis: protegendo as nossas meninas

A publicou recentemente um post sobre a moda de distribuir frascos de esmalte como lembrancinhas em festas de aniversário de crianças de 3, 4 ou 5 anos. Já conhecemos ainda as festinhas em salões de beleza, só para meninas. A Paloma também tem falado muito sobre o assunto, levantando os problemas da adultização das crianças e da erotização precoce.

Mas não é disso que venho falar. Independente de você ver ou não problema em pintar as unhas, os lábios, as bochechas de uma criança pequena, é importante cuidar da saúde dessas meninas. Pra você, um esmalte vermelho nas unhas de uma menina de 4 anos pode ser um horror; ou pode ser apenas uma brincadeira, como quando ela calça seus sapatos. Mas, se for permitir que sua filha se pinte, escolha sempre cosméticos apropriados para a faixa etária, registrados na Anvisa.

Os cosméticos para adultos contêm substâncias tóxicas ou alérgenas que, se fazem mal pra nós, pras pequenas mais ainda. Sabe aqueles batons mais incríveis, de alta fixação, que passam o dia inteiro na boca? Contêm chumbo.

Segundo a Anvisa: “Um requisito essencial para a maquiagem infantil é ter baixo poder de fixação e ser facilmente removida da pele com água”. Isso porque, como eu disse, os agentes fixadores costumam ser tóxicos.

Quanto aos esmaltes: “Esmaltes permitidos para crianças são aqueles à base de água e que saem sem necessidade do uso de acetona ou removedor. Por não possuírem solvente, o cheiro dos esmaltes infantis é bem diferente do presen­te nos esmaltes para adultos.”

Além disso, as embalagens de cosméticos para crianças (a Anvisa classifica como cosméticos também os produtos de higiene pessoal ou cuidados com a pele, como sabonetes, shampoos, hidratantes e filtros solares) também têm exigências específicas: “...devem apresentar siste­mas e válvulas de dosagem que permitam a liberação de peque­nas quantidades do produto e não devem ter pontas cortantes ou pe­rigosas.” O guia completo da Anvisa sobre cosméticos infantis você encontra aqui.

O Regulamento Técnico para Produtos Cosméticos de Uso Infantil, também da Anvisa, especifica todos os requisitos para o registro de cosméticos de risco grau 2 indicados para crianças: tudo tem de ser atóxico e fácil de remover. É interessante notar a indicação etária mínima desses produtos:

- fixador de cabelos: a partir de 3 anos. Deve ser aplicado exclusivamente por adulto.
- batom, brilho labial, blush e rouge: a partir de 3 anos, deve ser aplicado exclusivamente por adulto. Para maiores de 5 anos, deve ser utilizado com supervisão de um adulto.
- esmalte: a partir de 5 anos. Deve ser aplicado sob a supervisão de um adulto.

Percebam que não existem esmaltes seguros para crianças com menos de 5 anos.

Confesso que não tenho opinião formada sobre permitir ou não que minhas filhas pequenas se maquiem ou pintem as unhas. Eu mesma praticamente não uso maquiagem e só faço as unhas se tenho algum casamento pra ir. Devo ir ao salão, sei lá, 3x por ano pra cortar o cabelo. Quando chegar a hora, tentarei lidar com a questão com sabedoria.

Mas independente da sua visão como mãe – se pintar é deixar a infância antes da hora ou é apenas uma fantasia –, não deixe sua filha usar cosméticos para adultos ou de brinquedo (que servem para pintar bonecas). E, por favor: não pinte as unhas da sua filha se ela tiver menos de 5 anos, porque não é seguro.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Três é demais?

Quando eu digo que quero ter três filhos - no mínimo -, muita gente me olha boquiaberta: "Ooooohhh como você é corajosa!".

Pois essa gente não viu nada. Olha o que eu acabei de ler:

"A detentora do recorde de mais crianças nascidas de uma mãe é uma mulher russa que produziu 69 filhos entre 1725 e 1765: 16 pares de gêmeos, 7 grupos de trigêmeos e 4 grupos de quadrigêmeos. A detentora do recorde nos tempos modernos é Leontina Albina, do Chile, que em 1980 tinha produzido 44 filhos."

Mamatoto, A Celebration of Birth. Carroll Dunham and The Body Shop Team.
(Tradução minha)

Procurando no Google sobre a Dona Leontina, me deparo com esta matéria do NY Times, de 1991: "Leontina Albina está grávida novamente, e deve dar à luz em janeiro". Em 1990, o Guiness registrava 55 filhos da Dona Leontina. Mas ela diz que são 64.

Né brinquedo não...

E eu estava aqui fazendo as contas: queria ter todos os meus filhos até os 35 anos. Se eu engravidar a cada dois anos, dá pra completar uma prole de 5! Não é a Dona Leontina, mas, né?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Manhã delícia

O sono de Emília tem andado meio irregular. Além de acordar umas duas vezes por noite, ela desperta de vez às 5h, às vezes antes.

Na última noite, ela dormiu direto até as 5h. O Rafael foi lá, ela tinha feito cocô. Normalmente nesse horário eu a trago pra minha cama pra dar o mamá e ficar mais uma meia hora na horizontal. Mas o Rafael estava lá com ela, e eu só ouvia uma conversa sem resmungos: “Mamãe. Mamão. Mnão.”

Percebendo que estava tudo sob controle, fechei a porta do meu quarto e deixei o Rafael tomar conta do recado. Ele a levou pra cozinha, ela comeu uma banana e os dois foram pra rede.

Acordei às 6h30 com o despertador e um silêncio na casa. Passei pelo quarto de hóspedes e lá estavam os dois, dormindo juntos no sofá cama.

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