sábado, 26 de setembro de 2009

Até semana que vem!

Pacote de toalha fralda da Cremer com 3 unidades - R$21,99
Conjuntinho de Body e Calça Mini kids - R$44,99
Absorvente para seios Chicco, pacote com 30 - R$32,99
Esperar a Emília - não tem preço

(criatividade zero, mas não resisti à piada... ô enxoval caro!)

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Agradeço a todas os comentários no último post, máxima utilidade. Ainda não comprei nada, mas já estou com uma noção muito maior do que precisa.

Esta semana estarei realmente fora do ar, porque vamos viajar pro interior e não terei acesso à net. Então até sábado que vem, com as novidades do passeio!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Socorro! Enxoval!

Mãezinhas queridas do meu coração! Mais uma vez preciso da preciosa ajuda de vocês pra deixar tudo em ordem pra chegada da Emília.

Como já disse, estou em BH visitando meus sogros. Ocorre que minha sogra hiper ultra generosa e eufórica porque vai ter umA netA quer fazer meu enxoval - leia-se, coisicas de pano. E ocorre também que o último bebê dela nasceu há mais de 25 anos, e meu último bebê ainda não nasceu, então somos duas avoadas que não temos a menor ideia do que um bebê do século XXI precisa.

Então apelo para mais uma enquete: O QUE NÃO PODE FALTAR NO ENXOVAL?

Aquele joguinho de berço, por exemplo, com aqueles travesseiros em forma de bombom comprido; precisa? Porque diz que antigamente não usava. E jogos de lençol, toalha, forro pra carrinho? Quantos de cada?

E aquelas roupinhas de recém nascido? Quais as mais práticas (aqueles macacõezinhos com pé?) e mais ou menos quantas são necessárias?

Me mandem aí tudo o que a experiência ensinou a vocês... e aceito também dicas de lojas, em Brasília, em BH ou virtuais. Lembrando que não quero nada frufru.

Brigaduuu!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Paixão

Emília,

Um dia me apaixonei pelo seu pai. Foi acontecendo aos poucos. Primeiro fui descobrindo como ele era doce; depois, fui sentindo a cada dia mais vontade de vê-lo. Era bom conversar com ele ao telefone, melhor ainda encontrar com ele. Seu abraço fazia meu coração bater mais forte. Quando pensava nele, sentia um aperto no peito. Um dia tivemos de nos separar durante nove meses, e chorei muito. Ele me beijou na rodoviária quando nos despedimos, e foi o melhor beijo do mundo.

Com o tempo, nossa relação foi ficando sólida, e essas emoções do começo foram amadurecendo. Não tinha mais aquele nervoso enquanto eu esperava ele me ligar. Não tinha mais uma novidade a cada encontro. Mas essas coisas foram sendo substituídas por um amor enorme. Uma alegria toda vez que ele chegava do trabalho, e eu estava na cozinha fazendo alguma coisa gostosa pra ele comer. Dormir pertinho dele, acordar e ver seu rosto lindo. E depois que encontrei seu pai, nunca mais me apaixonei por mais ninguém, e nunca mais senti aquelas emoções de quando você encontra pela primeira vez o amor da sua vida.

Até que aconteceu você. Foi do mesmo jeito, aos poucos. Primeiro, soube que você estava dentro de mim, e fiquei muito feliz. Depois vi você no vídeo, e te reconheci, e te amei. Já te falei sobre isso em outra cartinha. E depois senti você mexer, me fazendo lembrar sempre que você estava comigo. E quanto mais você crescia na minha barriga, mais real você se tornava. Vi você outra vez na televisão, e me confirmaram que era você mesmo, a minha menininha. E nesse dia fiquei tão feliz, mas tão feliz, que me lembrei dos primeiros dias com seu pai.

Fiquei tentando me lembrar a última vez em que senti uma emoção tão forte, tanta paz, tanta certeza de que eu não tinha vindo ao mundo à toa. E pensei que isso ia diminuir um pouco, porque meu coração não ia aguentar ficar tão emocionado por muito tempo. Mas acontece que essa felicidade não parou de crescer. De vez em quando eu me pegava imaginando você nos meus braços, te enchendo de beijos. E eu só queria que você viesse logo. Ou então eu ficava com uma vontade enorme de chorar, simplesmente porque eu não merecia um milagre tão grande. Você era um presente bom demais pra mim.

Então eu reconheci de novo todos os sintomas: o aperto no peito, a vontade de rir o tempo todo, e de chorar às vezes; a ansiedade pra te encontrar logo, as imagens que eu inventava na minha cabeça de nós três juntos, eu, você e seu pai. E tive de escrever pra te contar: descobri que estava apaixonada por você.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Porque foi bom que não fosse menino desta vez

Eu e o Rafael discutindo nomes de meninos (os nomes são fictícios, mas refletem, com certo exagero, a tendência dos nossos gostos – eu, nomes de cearenses; ele, nomes esquisitos).

Eu: Já sei que nome eu quero. Sebastião.
Ele: Erasmo é muito mais legal.
Eu: Mas Sebastião é tão lindo... meu pai vai adorar.
Ele: A gente coloca Sebastião no segundo filho. O primeiro vai chamar Erasmo. Erasminho, que lindo. Já estou até imaginando...
Eu: Não consigo me acostumar com esse nome. Se meu filho chamar isso, não vou amar.
Ele: E eu não vou amar se chamar Sebastião.
Eu: Credo, amor, que horror! Você não vai amar seu próprio filho?
Ele: Ué, você disse que não ia amar se chamasse Erasmo.
Eu: E não vou mesmo.

Foi então que, sabiamente, resolvemos suspender essa discussão até saber o sexo da criança. Como diria Seu Jaiminho, é pra evitar a fadiga.

E viva a Emília!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Maternidades II – A escolha (e mais: gastrite e férias)

Como eu ia dizendo, sábado fui visitar a segunda e última maternidade. Me considero privilegiada por duas razões: primeiro, moro numa cidade que tem boas opções de hospitais. Segundo, meu plano de saúde cobre o que parecem ser as duas melhores opções. O resto, segundo minha médica, não presta pra parto normal.

Já contei do Santa Luzia, de que gostei bastante e tal. Sábado foi a vez do Santa Lúcia (haja santa!). Esse é um hospital mais familiar pra mim. Sempre que preciso de pronto-socorro é pra lá que eu vou. Minha mãe também acha que lá estão os melhores médicos e a melhor estrutura para emergências. Isso eu não sei, mas mãe tem a péssima mania de ter sempre razão.

Enfim, lá fomos nós. A visita foi bem mais curta que no Santa Luzia e, em resumo, a avaliação foi a seguinte:

- Os quartos são enormes. Diferentemente de no S. Luzia, lá a primeira parte do trabalho de parto acontece no quarto mesmo. Achei isso bom porque tem mais privacidade, um banheiro só pra mim, chuveiro, e um ambiente mais agradável. Só quando a paciente está na iminência de parir é que ela desce pra sala de parto.
- O corredor da maternidade é bem amplo, claro e clean. Só tem algumas balanças (alguém me diz pra que servem?) e um quadro na parede: “Se movimentando para um parto normal”. Daí tem ilustrações das posições que ajudam no trabalho de parto e aliviam a dor. Já simpatizei.
- O hospital é muito mais vazio que o S. Luzia. Só vi um enfeite de porta. Creio que é porque o S. Lúcia parou de atender alguns grandes convênios aqui em Brasília. Isso é bom porque minha médica comentou a possibilidade de chegar no S. Luzia e não haver quartos.
- A sala de parto fica praticamente dentro da UTI neonatal. Não pude entrar lá dentro pra ver a cama, mas a enfermeira garantiu que eles dispõem de todos os equipamentos para um parto normal como manda a OMS. Eu perguntei: “Vocês têm tudo o que precisa pra gente fazer aquelas coisas do quadro lá de cima?” Ela respondeu positivamente.
- Assim como no S. Luzia, eles têm uma sala de parto normal e uma de cesárea. Fiz a mesma pergunta nas duas maternidades: “E se a sala estiver ocupada?”. Resposta da enfermeira do S. Luzia: “A gente sempre dá um jeito!” (medo!). Resposta da enfermeira do S. Lúcia: “É quase impossível isso acontecer. A maioria das mulheres faz cesariana.”
- Depois que o bebê nasce, toma o primeiro banho no balde e vai pra um tal “bercinho aquecido”. Essa foi a única coisa que eu não curti. Perguntei a ela: “Mas se ele fica aqui, como eu vou dar de mamar na primeira hora?” Ela explicou que esse procedimento era feito quando a mãe e/ou o bebê estavam muito exaustos, mas que se tivesse tudo bem era só a mãe pedir que o bebê ficaria com ela por um tempo antes de receber os cuidados pediátricos.

No balanço total, achei as duas maternidades quase equivalentes. As vantagens do Santa Lúcia: quartão (tenho a impressão de que aquela sala coletiva do Santa Luzia onde a mulher passa a primeira fase do trabalho de parto pode ficar um tanto desagradável se estiver cheia), tradição como melhor UTI, menor risco de não ter vaga. Desvantagem: bercinho aquecido que quer roubar meu bebê. Mas sabe lá, né? De repente esse bercinho pode até ajudar caso dê alguma coisa errada (que não vai dar, com a graça de Deus). E como minha médica tem fama de ser um anjo, acho que ela não vai deixar judiarem de mim e da Miloca.

Acabei escolhendo o Santa Lúcia porque as vantagens pesaram mais e porque mamãe mandou, né? Desobedecer mamãe pode ser grave...

Se alguém teve filho em alguma dessas maternidades, sintam-se à vontade para comentar, mesmo que seja em desfavor da minha opção.

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OBS.: Resolvi o problema da minha gastrite. Primeiro, substituir a água que os garçons trazem aqui no trabalho pela água do filtro parece ter dado resultado. Não sei se foi coincidência, mas o fato é que já dei uma boa melhorada. Segundo, meus remedinhos estão de volta! A médica disse que eu posso tomar Ranitidina quantas vezes precisar, até o fim da gestação. Suspirei e disse: "Ô, glória!"

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OBS2: Estou saindo de férias amanhã. Pra quem nunca esteve nem está grávida, pensem o que é fazer uma mala pra ficar 3 semanas fora quando sua barriga cresce 1cm por semana (fora as outras partes do seu corpo). Experimentei todas as roupas pra garantir que elas iam durar até o fim da viagem. A menos que você seja rica milionária e tenha um super enxoval de gestante, praticamente todas as suas roupas que te servem no momento vão pra mala. Deixei só aquelas exclusivas de trabalhar.
E não se preocupem que passarei regularmente por aqui. Não com a mesma frequência, é claro, porque vamos fazer umas viagens curtas com meus sogros pelo interior de Minas. BH, aí vamos nós!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Luto

Hoje não tem post. Silêncio pela perda da Tathy.
Até amanhã.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Test drive

Como disse ontem, no último sábado fui visitar a Luíza, filha de amigos muito queridos. Ela fazia um mês naquele dia. Minha amiga, a Clarissa, está sozinha com o bebê desde que a mãe dela voltou pra sua cidade, umas duas semanas atrás. O marido está trabalhando. Como ela não curte a ideia de babá, está se virando – e muito bem – sozinha.

Eu, toda cheia de cerimônias, querendo ser fiel ao livrinho de regras: não visitar antes de um mês, não ficar mais de meia hora, não mexer no bebê. Mas a Clarissa é tão tranquila e estava tão necessitada de gente pra conversar e pra dar uma mãozinha com a Luíza que a visita foi completamente diferente do que eu imaginei.

Começou tudo conforme o protocolo: cumprimentei minha amiga, entreguei o presentinho, fui ao banheiro lavar as mãos e só depois disse oi pra Luíza, sem pegar nela e sem chegar muito perto. Fomos para o sofá, onde a Clarissa deixou o bebê enquanto fazia alguma outra coisa (ela não é um polvo, vocês entendem bem a situação).

Depois de poucos segundos, a Luíza começou a fazer uma carinha ruim, abrir a boca, espremer os olhos e franzir a testa, numa clara mensagem: “vou abrir o berreiro se ficar aqui”. Percebendo a iminência do choro (olha lá o instinto materno aflorando, minha gente!), comecei a esfregar as costas dela e dizer: “calma, calma, mamãe já vem”. Ela deu uma acalmada, mas logo se indispôs de novo como que dizendo: “legal, mas vocês não vão me enganar com esse carinho mixuruca”. Aí a Clarissa: “Pega ela, Lia!”. Meu Deus. Todas as poucas vezes em que peguei bebês na minha vida, eles começaram a chorar na mesma hora. E essa então, com um mês apenas e prestes a cair em prantos. Expliquei a ela que eu não sabia fazer aquilo, que não levava jeito. “Pega, Lia, é facinho. Vai dar tudo certo, vai lá”. Ela me passou tanta segurança – não de que ia dar certo, mas de que ela não ia me matar se desse errado – que arrisquei. Tomei cuidado para não deixar a cabecinha sem suporte e acomodei aquele pacotinho no meu braço. E não é que ela melhorou o humor instantaneamente? Pra ela ficar ainda mais feliz, levantei e comecei a sacudi-la. Dancei com ela, e quando sentava ficava tremendo as pernas pra manter o movimento. Ela cochilou gostoso, aquele soninho leve.

Ocorre que ela não estava realmente com sono, e todas as vezes em que eu parava de agitá-la, ela abria os olhos e, tcharan!, o que ela queria fazer? Mamar no meu peito!! Foi muito bonitinho. Ela raspava as unhinhas na minha blusa, tentando inutilmente achar um mamilo. Abria a boca, dava cabeçada no meu peito. O melhor que conseguiu foi abocanhar meu braço. “Clarissa, acho que ela quer mamar”. “Quer não, Lia. Ela acabou de mamar. Ela quer só sugar mesmo. Vou dar a chupeta pra ela não se irritar.” Eu, super natureba, querendo salvá-la da chupeta com funchicórea, tive a maior vontade de dar meu peito. Mas aí era perder completamente a noção, né? Daí tive outra ideia: continuar sacudindo, já que o ataque voraz só acontecia quando a gente parava. E resolveu, ela ficou bem satisfeita. Mas depois de uma meia hora que eu estava com ela no braço, minha amiga ficou com pena de mim e deu a chupetinha. E continuei com ela mais alguns minutos, quando foi a vez do meu marido fazer o test drive. E deu certinho. Ela não chorou um segundo durante a 1h30 que passamos por lá. A Clarissa até sugeriu: “Você não quer vir todos os dias?”.

Fiquei tão feliz com a visita que não parei de pensar nisso até hoje. Percebi que sou perfeitamente capaz de ser mãe. E já estou com saudades da Luíza...



E olha ela querendo mamar no meu peito...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Comprei, visitei, escolhi – reduzindo a check-list

O último fim de semana foi altamente materno. Fui duas vezes à feira bebê e gestante, conheci mais uma maternidade (a definitiva), comprei o carrinho e o bebê conforto e visitei a Luísa, filhinha de uma amiga. Comprei também a primeira roupinha da Emília (eu já tinha ganhado um body da minha tia assim que anunciei a gravidez, mas é de menino). Sobre a Luísa falarei amanhã. E depois conto da maternidade. Hoje vamos ao carrinho, resultado da enquete que fiz aqui.

Comprei na feira da gestante o Chicco Enjoy e o bebê conforto Chicco Auto Fix. Não foi uma bagatela; ficou só 10% mais barato que o menor preço na internet, mas já é alguma coisa. Afinal, quando o troço custa os 300 olhos da sua cara, 10% dá uma aliviada. E paguei em 6x.

Ia pedir pra minha irmã trazer tudo isso dos EUA, mas pesquisei os preços lá fora, fiz as contas e decidi que a diferença não compensava o tempo que ela ia gastar fazendo essas compras e o trabalho de carregar todo aquele peso e volume. Fora que ela quer trazer coisas pra ela, e com os impostos a diferença ia ficar ainda menor.

Hesitei também em fazer essa compra agora porque a garantia é de 6 meses e a Emília só nasce daqui a 4. Em todo caso, preferi arriscar, crendo que qualquer defeito de fábrica vai aparecer logo e querendo deixar o mínimo de coisas importantes pro final da gestação.

Os comentários das leitoras do blog foram essenciais na minha decisão, porque eu não entendia nadica de nada de carrinho. Como tenho a intenção de usar o mesmo carrinho durante todas as idades do bebê e passá-lo depois para o resto da prole, optei por um que tivesse as seguintes características:

- marca reconhecida pela qualidade;
- assistência técnica fácil;
- conforto para recém-nascido, com assento reclinável a 180º;
- possibilidade de encaixar o bebê conforto (o famoso modelo Travel System). Isso pra mim não é apenas para evitar acordar o bebê ao transferi-lo do carro para o carrinho. Vai servir também pra quando a Emília for pra creche: o Rafael vai deixá-la de carro, e deixa o bebê conforto com ela na creche. Eu vou buscá-la a pé, com o carrinho, e não preciso carregar aquela cestinha de chumbo (com um chumbinho dentro) na mão.
- dimensões e peso que facilitassem o transporte e não me fizessem querer comprar um carrinho mais leve assim que o bebê ficasse maiorzinho. Daí o modelo guarda-chuva e o chassi de alumínio (que também é mais resistente).

Ele não é assim, super leve, super pequeno. Mas cabe no porta-malas do Celta, o que é uma proeza. Ainda não testei no Clio, mas acho que vai ser tranqüilo porque o porta-malas dele é um pouco mais bem planejado que o do Celta. Trambolho mesmo é o bebê conforto, mas fazer o quê, né? É obrigatório pra levar o bebê no carro.

Uma coisa bem legal que achei nesse carrinho também é que, com o bebê conforto encaixado, você pode fechar ele todinho; parece aqueles carrinhos de antigamente. E o bebê fica virado pra quem empurra.

Pra garantir que fiz mesmo uma boa compra, só daqui a muito tempo... mas por enquanto estou feliz!

Agora, se vocês acham que a enquete acabou, estão enganadas! Alguém pode me dizer se dá pra usar esse carrinho como berço? E até que idade? É que me pareceu uma boa solução pra viagens...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Saudades dos meus remedinhos... (Envenenada pela água)

Não sou de ficar tomando remédio à toa; sei que faz mal. Mas tem vez que não rola. Seu estômago queimando tanto que dá dor de cabeça. Sem bebê na barriga, com uma semana de Ranitidina diária eu tava comendo até batata frita com cerveja.

Agora arde, arde, e eu não tomo nada. No máximo um antiácido, e cheia de dor na consciência. Recuso frituras, amacio a mão na pimenta, morro de sede comendo tudo a seco. E basta comer um chocolatinho pra eu sentir um furo no estômago.

Definitivamente, a pior coisa da minha gravidez.

OBS.: Estou com uma suspeita que é a água do meu trabalho que está me fazendo mal. Parece impossível, mas é que eles usam para resfriar a água o mesmo recipiente onde fazem café. Até o gosto fica alterado. Desconfio que estou bebendo cafeína o dia inteiro sem saber. Sexta à tarde troquei a água que o garçom traz pela água do bebedouro. Depois eu digo se deu resultado.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Drops

Compras

A primeira coisa que você faz quando descobre o sexo do bebê é sair comprando um monte de roupinha, certo? Errado! Pelo menos se você for eu. Aí você vai pensar: “Droga, tenho de parar de adiar as compras ad infinitum”. Ou vai querer pensar igual aquele amigo que diz: “Bebê recém nascido não precisa de roupa, só um pano pra enrolar.” Tentador.

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O que é que o ultra-som faz com a gente?

Não sou uma asna, ops, ás na ecografia. Fiz três até agora, uma desnecessária, aquela primeira pra ver se tem embrião mesmo, quantos são, se tá no útero. As outras duas – a translucência e a morfológica do 2º trimestre – parece que tiveram o efeito mágico de me engravidar mais da noite pro dia. Antes da translucência, eu não tinha barriga. Imediatamento depois da translucência, eis a pança inevitável. Anteontem, antes de fazer o exame, eu era uma grávida de barriga leve, que dormia tranquilamente. E na noite seguinte passei o maior perrengue na cama, vira pra lá, vira pra cá, gases, e a barriga pesadona. Parecia que eu tinha engolido uma bola de chumbo. E de repente me tornei mais calorenta que meu marido. Acho que depois da próxima vou ter de sair correndo pra maternidade...

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Si es que colabora la criatura

Meu marido acompanha minha gravidez semana a semana por um site espanhol que se chama TodoBebé. Às vezes a linguagem é engraçada e a gente fica dando risada. Por exemplo, na semana 20, o texto diz assim:

El sexo de tu bebé es totalmente aparente a través de un ultrasonido (si es que colabora la criatura).

Vendo o vídeo do ultrassom em casa, a Emília lá com as pernas abertas para o mundo, minha mãe comenta:

- Essa criatura aí colaborou bem.

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A boneca Emília

“Emília foi feita por tia Nastácia, com olhos de retrós preto e sobrancelhas tão lá em cima que é ver uma bruxa. Apesar disso Narizinho gosta muito dela; não almoça nem janta sem a ter ao lado, nem se deita sem primeiro acomodá-la numa redinha entre dois pés de cadeira”.

Emília era muda até engolir uma pílula falante dada pelo doutor Caramujo. “Emília engoliu a pílula, muito bem engolida, e começou a falar no mesmo instante. A primeira coisa que disse foi: ‘Estou com um horrível gosto de sapo na boca!’ E falou, falou, falou mais de uma hora sem parar. Falou tanto que Narizinho, atordoada, disse ao doutor que era melhor fazê-la vomitar aquela pílula e engolir outra mais fraca”.

http://www.memoriaviva.com.br/mlobato/turma.htm

Te prepara, mamãe!

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Chute ou cabeçada?

Esse trem de chutar... ainda não entendi. Talvez quando eu comece a ver formas alienígenas em relevo na minha barriga, consiga dizer: “Isso foi um pé. Ela está chutando”. Mas por enquanto, essa agitação toda na minha pança não pode ser chute, com esses pezinhos tão pequenos. Tá mais pra cabeçada, cotovelada no mínimo. Então, quando me perguntam: “O bebê já está chutando?”, eu respondo: “Chutando, não sei, mas já sabe usar muito bem o corpo inteiro pra golpear as paredes do meu útero”.

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Puxou a mamãe...

E minha mãe me contou que pesquisou na internet o significado do nome Emília: lutadora. Será que tem luvinhas da Everlast pra bebês?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eu sabia

Mas ninguém vai acreditar. Toda vez que alguém perguntava: “Você tem algum palpite sobre o sexo do bebê?”, eu negava. Sou assim, gosto de fazer mistério... uhhhh

Ontem a Bel me perguntou:

- Irmãzinha, aquele texto que você escreveu pra Emília antes do exame; você escreveu outro pra se fosse menino, né?
- Não.
- Ah, não? Então parece que você inventou, fez umas adaptações.

Pra provar que eu senti desde o princípio que era menina, tenho apenas alguns e-mails trocados com o marido, umas conversas no gtalk com a Lídia (minha outra irmã) e a fatura do cartão de crédito com a conta de uns dez livros do Sítio do Picapau Amarelo (todos os da Editora Brasiliense que consegui encontrar).

Essa introdução é só porque tenho uma frase e mais uma carta para a Emília que escrevi há tempos atrás. Podem contestar as datas e pensar que eu inventei tudo. Daí pelo menos vão me achar uma grande fingidora poética... Se eu mereço a credibilidade ou o prêmio Jabuti, julguem vocês!

7 de maio de 2009

Pensamento louco que passou pela minha cabeça agora: estou grávida, e é uma menina.


* Descobri a gravidez no dia 17/05.


9 de julho de 2009

Emília.

Desde antes de os exames me dizerem que eu estava grávida, eu sabia que você estava aí. E sabia que era você. Não apenas um bebê. Não uma menina qualquer. Você.

Depois, a mamãe comprou um testezinho de farmácia e apareceram duas listrinhas cor de rosa. Foi o primeiro aviso que você estava dentro de mim, fazendo aparecerem uns hormônios estranhos no meu corpo pela primeira vez. Depois a mamãe teve de tirar sangue, pra confirmar todos aqueles hormônios que o teste do xixi percebeu. Não dói não, filha, você sente só uma picadinha de nada e, logo logo, eles levam uns tubinhos com o sangue pra fazerem o exame. Depois você come um pão de queijo com chocolate quente. Uma delícia.

Depois dessas coisas, Emília, a gente fica feliz, sabe que está esperando um bebê, mas parece tudo um sonho, sabe? Porque a gente não conseguia te ver, você não fazia nem uma barriguinha em mim, e tudo parecia como antes. É verdade, os peitos da mamãe já tinha começado a crescer um pouco, pra depois se encherem do leitinho que você ia tomar. Mas todo o resto estava igual.

Tem uns bebês que fazem as mães ficarem um pouco enjoadas. Elas passam mal, às vezes até vomitam, sabia? Mas os bebês não fazem isso de propósito; é algo que acontece. Pois você, Milinha, não me fez enjoar nadinha. Eu estava sempre com energia – menos quando eu pegava uma gripezinha, e aí eu ficava com medo de que você também estivesse gripada.

Aí, Mila, a gente foi te ver pela primeira vez. Você tinha um pouco mais de um mês e era pequenininha, pequenininha. Ainda não tinha bracinhos nem perninhas, só o corpinho e uma cabeçona que a gente nem conseguia perceber direito. Ainda não dava pra ver que era você. Mas uma coisa foi legal: a gente ouviu seu coraçãozinho. Ele batia muito rápido, igual o de um beija-flor. Você sabia que o coração do beija-flor é o mais rápido do mundo? Pois é. Seu coração era rápido igual o dele, e eu e o papai começamos a chamar você de beija-florzinho.

Mas eu resolvi te escrever porque hoje nós fomos ver você de novo. Você já está com mais de dois meses e já está grandona, do tamanho de uma laranja! Você abriu e fechou as mãozinhas, foi tão lindo. A médica queria que você mudasse de posição pra ela tirar umas medidas suas, e você não se mexia. Aí eu pedi: “vamos, bebê, se mexa porque a mamãe precisa fazer xixi.” E não é que você obedeceu direitinho?

E aí, meu amor, aconteceu a coisa mais linda. Você ficou de ladinho, a médica colocou a câmera no seu rostinho e eu te reconheci. Vi um narizinho arrebitado e comecei a gritar pro seu pai: “Amor, é a Emília, é a Emília!” Foi nosso primeiro encontro, lá dentro da minha barriga, e eu já comecei a te amar.

A médica disse que, pelo que ela tinha visto, achava que era uma menina. Mas só ia dar pra ter certeza no próximo exame. Mas, que boba, né, Miloca? A gente já sabia. E não era uma simples menina; era você.

* Aqui o relato que eu postei no dia desse ultra.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Vida de adulto

Outra vez me deu vontade de escrever pra você, minha menina. Ainda não me disseram que você é uma menina. Amanhã vão me dizer. Vamos ver você pela terceira vez, com uma maquininha que vão passar na minha barriga. Vou ver todos os seus órgãos, seu coração, seus pulmões. Vou ver de novo suas mãozinhas se abrindo e se fechando, suas perninhas se sacudindo. Você se mexe bastante.

Li por aí que você já reconhece a minha voz, e que por isso eu deveria conversar com você e cantar pra você. Parece que você também sente quando eu faço carinho na barriga. Confesso que ainda acho um pouco estranho conversar com você aí dentro, sem poder te ver, e sem você entender nada do que eu falo. Mas eu falo bastante com os outros, e imagino que você goste de ouvir minha voz nessas horas.

Penso em muitas coisas que queria te dizer, mas espero os momentos em que essas coisas saiam naturalmente. Não quero conversar com você só porque as revistas dizem que isso faz bem pra sua saúde. Não consigo inventar um papo bobo assim do nada. Mas hoje eu não tenho um papo bobo. Tenho muitas coisas no meu coração que quero dividir primeiro com você. Porque um dia você vai sentir todas essas coisas e vai gostar de saber que sua mãe também passou por isso, e que todos esses sentimentos fazem parte da vida.

Quando a gente é pequeno, nossos pais cuidam de nós. Não precisamos nos preocupar com o alimento, com as roupas, com a casa. Se aparece um problema – o carro quebra, a lâmpada queima ou a escola fica mais cara –, eles resolvem tudo pra nós. Sei que também não é fácil ser criança. A gente tem medo de muitas coisas que depois a gente descobre que não são de nada. Quando eu era pequena, por exemplo, tinha medo de uma vaca de plástico que era também uma sanfona e que fazia “muuuu”. Também tinha medo de que a lua caísse em cima da Terra. Depois quando a gente cresce a gente vê que nada disso pode fazer mal nenhum, mas quando a gente é criança tudo parece muito mais assustador. E isso é muito ruim, eu me lembro bem.

Mas os adultos também têm medo. Porque eles têm tantas coisas pra resolver, e tantas coisas acontecem diferente do que eles planejam, que eles ficam cansados. Hoje em dia as pessoas usam a palavra “estressado”. É quando a gente tem que fazer várias coisas ao mesmo tempo e fica cheio de preocupações. Semana passada, por exemplo, seu pai e eu íamos nos mudar pro apartamento novo. A gente pediu pros homens da reforma fazerem ele todo colorido, alegre, pra você e seus irmãos brincarem muito. Só que não deu certo, porque não terminaram o chão da casa. Quer dizer, o chão está lá, mas não está bonito, sabe? Aí vamos ter de arrumar alguém pra deixar ele bonito antes de trazer todas as nossas coisas. Porque senão as coisas ficam em cima do chão feio e depois não dá mais pra consertar o chão.

Aí, Emília, a mamãe ficou muito triste sem saber se o chão ia voltar a ficar bonito e sem saber quando a gente ia poder mudar pra casa nova. Esse negócio de reformar uma casa é muito complicado, sabia? Olha só por exemplo as portas: pra conseguir abrir as portas, tem que ter uma maçaneta. E pra lavar as mãos? Tem que ter pia e torneira. Tem que ter também armários pra guardar as coisas e cortinas pra poder dormir no escurinho. É muita coisa, não é? Pois tudo isso a gente tem de comprar ou mandar fazer. E tudo custa dinheiro, e a gente tem que trabalhar bastante pra conseguir comprar as coisinhas do jeito que a gente quer. E às vezes as coisas não ficam como a gente queria. E a gente fica triste.

Estou te contando essa história porque um dia você vai passar por essas coisas e vai se sentir assim também. Pode ser que um brinquedo que você adora caia no chão e se quebre. Ou um dia você vai começar a dirigir e alguém vai bater no seu carro e ele vai ficar amassado, e você vai ficar triste. Ou pode ser que você conheça um menino que você adore, e vocês comecem a namorar, e um dia ele te diga que não quer mais ficar com você. Todas essas coisas fazem a gente chorar.

Mas sabe, Mila? Às vezes eu fico pensando se todas essas coisas não são como aquela minha vaca de plástico, que só faz um barulho assustador mas que não morde ninguém. Ou como a lua lá no céu, que você não entende como pode ficar lá pendurada mas que os cientistas garantiram que não cai aqui na Terra de jeito nenhum. Quando a gente é criança, aquilo dá o maior medo do mundo, e o medo é real. Mas um dia a gente vê que aquilo não pode nos fazer nenhum mal de verdade.

Hoje que sou adulta, e estou com você na minha barriga, fico com muito medo quando as coisas dão errado. Penso que o chão vai ficar feio pra sempre, ou que a gente nunca vai conseguir ir pra casa nova. Mas alguém mais adulto e mais sábio que eu vai dizer que nada disso é sério, e que tudo vai passar. Era só uma vaca de plástico quando eu era pequenininha, e agora é só um chão. A gente tem um lugar pra morar, e tem comida pra comer. Eu e seu pai nos amamos, e você cresce a cada dia. Amanhã vamos ver como você está perfeitinha, e vamos poder dizer pra todo mundo que era mesmo você dentro de mim, e que seu nome vai ser Emília.

Então, meu amor, quando as coisas não acontecem como a gente planejou, é normal mesmo ficar triste e chorar, e sentir medo. E você às vezes vai achar que aquilo é o fim do mundo. Mas não é. Olhe para as pessoas que te amam e você vai ver que nada disso era realmente importante. Era só uma vaca de plástico. E a lua não vai cair na terra.

(Escrevi esse texto ontem. Hoje fiz o ultra. É a Emília mesmo)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ninando

Não sou de conversar com um feto. Nem de cantar pra ele. Canto à toa, junto com o som do carro, como sempre cantei. E acho que isso serve.

Mas de vez em quando eu canto este hinozinho pra ele mesmo, inspirada em uma das mães lá da igreja que canta a mesma música pro seu bebê. A primeira vez que fiz isso com as mãos na barriga foi antes de saber que estava grávida, bem baixinho, no banheiro do trabalho. A melodia é suave, bem de ninar mesmo:

O Senhor te abençoe
e guarde a tua vida
resplandeça o Seu rosto
sobre ti.

O Senhor te abençoe
sobre ti levante o rosto
misericórdia tenha
e te dê a paz.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ainda sobre nomes

(Como a Lia ainda está fora de circulação até semana que vem, posto aqui um texto de gaveta dela – Rafael)

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Se eu e meu marido discordamos quanto à beleza de muitos nomes, pelo menos estamos de acordo em relação a alguns critérios básicos para a escolha.

Primeiro, não pode ser um nome comum. Isso porque ele sempre detestou ser um dos milhares de Rafaéis da vida e eu sempre amei ser uma das poucas Lias.

Em segundo lugar, tem de ser um nome português. Me chamem de louca, mas eu pesquiso meus nomes na onomástica portuguesa! Nenhum de nós dois curte nomes estrangeiros, principalmente por questões de grafia e pronúncia.

Terceiro critério: o nome não pode gerar dúvidas quanto à grafia. Tipo, com “s” ou com “z”? Com “h” ou sem “h”? Isso até seria simples se as pessoas tivessem um pouco mais de noção.

Vamos começar pelo sobrenome que meu marido herdou da mãe: Gazzola. Sempre tem de explicar que são dois “z”, um “l” só. Até que não seria tão chato se as pessoas entendessem, mas vejam uma situação comum:

Atendente: O nome do Senhor?
Rafael: Rafael Gazzola, com dois “zês”, de Lima.
Atendente: Dois “ês”? (Galera, não estamos em São Paulo, aqui a gente fala “é”. E “e” em Gazzola???)
Rafael: Não, dois (pausa) “zês”.
Eu (tentando ajudar): Tipo em “pizza”.
Rafael: G-A-Z-Z-O-L-A.

Já escreveram Gazolla, Gazzolla e até Gasola (parece marca de óleo de cozinha).

Vamos dar um desconto porque é um sobrenome estrangeiro. Mas sempre tem alguém que pergunta se Rafael é com “ph”.

Agora vamos ao meu ultra-super-simples-e-fácil nome: Lia.

Ligo para algum lugar:

- Quem é?
- É a Lia.
- Elias?

Aconteceu várias vezes e cheguei à conclusão que tinha de dizer simplesmente “Lia”, sem “é” na frente. Não deu muito certo:

- Quem é?
- Lia.
- Eli?

(Jesuis, será que minha voz é grossa desse tanto?)

E ao vivo:

- O nome da Senhora?
- Lia.
- Como?
- Lia.
- Só isso?
- Tem o sobrenome, né?
- E como escreve?


Acho que vou pôr um nome mais simples nos meus filhos, tipo Jennifer ou Washington.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fora de serviço

Leituras atrasadas e a necessidade de escrever posts para comentar dois acontecimentos dos últimos dias:

1) meu primeiro selinho, que ganhei da Thaís (não é beijo na boca, pessoal!); e
2) a descoberta de outras mães RH- com maridos RH+ (a Flávia e a Ana Paula). Faz um tempão que queria escrever sobre isso, e agora que achei pessoas na mesma situação tenho mais um incentivo.

Prometo que assim que o torcicolo melhorar coloco as coisas em dia...

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